Ação pede ao STF suspensão imediata do novo licenciamento ambiental

Povos indígenas se unem a partido político para denunciar ao Supremo violações à Constituição das duas novas leis que passaram a determinar as regras das licenças ambientais no Brasil

No ISA

O PSOL e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) entraram no dia 29/12 no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação demandando a suspensão imediata dos efeitos das leis 15.190 e 15.300, que atualmente regulam o licenciamento ambiental no Brasil. A petição aponta violações à Constituição nos dois textos, que, na prática, implodem o licenciamento e a avaliação de impactos ambientais. Continue lendo “Ação pede ao STF suspensão imediata do novo licenciamento ambiental”

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Agro, Ratinho e o risco à Mata Atlântica que vem do Paraná

Lar de embrião do PL da devastação, PR abriga união do agro e Ratinho Júnior que desafia proteção ambiental no país

Por Amanda Audi | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Não eram nem nove horas da manhã e o cheiro de carne assada já preenchia o galpão, enquanto música sertaneja estourava caixas de som. De dezenas de ônibus saltavam homens e mulheres vestindo camiseta branca, calça jeans e botas de vaqueiro. Eram representantes do que se entende como o “agro” do Brasil. Vindo de todos os cantos do Paraná, a maioria tinha passado a noite viajando, mas não se notavam sinais de cansaço. O clima era de festa. Continue lendo “Agro, Ratinho e o risco à Mata Atlântica que vem do Paraná”

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Célio Bermann, presente!

Ao longo de toda a história do Movimento Célio contribuiu em inúmeros momentos com a luta das populações atingidas. MAB presta homenagem diante de seu falecimento

Por Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

É com imenso pesar que recebemos a notícia do falecimento do grande companheiro Célio Bermann, professor, doutor, associado no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo e coordenador do Grupo de Pesquisa em Governança Energética. Durante toda a trajetória de quase 35 anos do Movimento dos Atingidos por Barragens, Célio acompanhou, lutou e colocou suas ideias sobre a energia no Brasil para debate e reflexão. Continue lendo “Célio Bermann, presente!”

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IA adiciona novas camadas de risco à desinformação nas eleições 2026, diz pesquisadora

Diretora do InternetLab explica como usuários consomem, checam e desconfiam de conteúdos políticos gerados por IA

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Mariama Correia, em Agência Pública

A desinformação eleitoral não é novidade no Brasil. Desde pelo menos 2018, campanhas digitais, disparos em massa, boatos em aplicativos de mensagem e disputas judiciais sobre conteúdos falsos fazem parte do cenário político. O que muda, com a proximidade das eleições deste ano, é a incorporação acelerada da inteligência artificial (IA), sobretudo a generativa, tanto na produção de textos, imagens, vídeos e áudios quanto no próprio consumo e checagem de informações. Continue lendo “IA adiciona novas camadas de risco à desinformação nas eleições 2026, diz pesquisadora”

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‘Depois da Venezuela, Trump vai tentar influenciar eleições no Brasil, mas pode prejudicar a direita’, diz especialista americano

“O único que é grande o suficiente (na América Latina) para parar Trump e dizer ‘chega’ aos EUA é o Brasil”, diz Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, em Washington

por Marcia Carmo, em BBC News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai continuar “se metendo” nos países da América Latina depois da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, no último sábado (3/1). Continue lendo “‘Depois da Venezuela, Trump vai tentar influenciar eleições no Brasil, mas pode prejudicar a direita’, diz especialista americano”

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Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

Donald Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, ameaçaram diretamente Cuba, Colômbia e México após atacarem ilegalmente a Venezuela e derrubarem seu presidente.

por Francesca Cicardi, Camilo Sánchez e Mercedes López San Miguel, em El Diario / IHU

Qualquer governo que se oponha aos Estados Unidos ou seja considerado hostil pela administração Trump estará preocupado neste momento. Washington está de olho em alguns deles e, após o ataque ilegal de Washington à Venezuela e o sequestro de Maduro, as ameaças se intensificaram contra alguns dos vizinhos da região — e outros mais distantes, como a Dinamarca. Continue lendo “Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA”

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A vitória incompleta contra o marco temporal. Por Deborah Duprat e Renata Vieira

“Não surpreende que a corte tenha rejeitado o marco temporal. O problema está no que veio junto. Mesmo reconhecendo que os direitos territoriais indígenas são direitos fundamentais e cláusulas pétreas, o STF optou por subordiná-los a um instituto clássico do direito civil: o direito de retenção. Pela lógica adotada, o particular não indígena pode permanecer na terra até receber integralmente a indenização que reivindica”, escrevem Deborah Duprat e Renata Vieira*, em artigo publicado por Folha de S. Paulo e reproduzido por André Vallias no seu Facebook

IHU

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a enterrar o marco temporal, mas não conseguiu se livrar de seus fantasmas. Nas últimas semanas, o tema reassumiu o centro do debate em Brasília com a aprovação da PEC 48/2023 pelo Senado, na véspera do julgamento da constitucionalidade da lei 14.701/2023. O gesto reacendeu um pesadelo antigo dos povos indígenas: a tentativa de submeter o reconhecimento de seus territórios a uma data arbitrária, 5 de outubro de 1988. Continue lendo “A vitória incompleta contra o marco temporal. Por Deborah Duprat e Renata Vieira”

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“O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

IHU

Manuel Castells (Hellín, Albacete, 1942) afirma que a história contemporânea está repleta de paradoxos, algo que condiz com alguém de temperamento vital e que busca conciliar suas próprias contradições. Ele é um intelectual — o sociólogo espanhol mais citado no mundo — mas esteve nas barricadas de Maio de 68 na França. É anarquista de coração, mas foi ministro das Universidades. Dedicou sua grande obra, A Era da Informação, uma trilogia visionária que em breve completará 30 anos, à internet, mas não utiliza redes sociais. Desconfia das estruturas de poder, mas é católico. Continue lendo ““O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells”

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O mundo depois dos EUA em Caracas? Sobre “soberania”, força e o colapso das regras internacionais. Por Sérgio Botton Barcellos

A operação militar conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela, na madrugada de 3 de janeiro de 2026, ultrapassou em muito os limites de uma intervenção regional. Ela se impôs como um ponto de inflexão da geopolítica global na atualidade, devendo ser compreendida não como um episódio isolado, mas como o primeiro teste concreto da chamada “ordem mundial multipolar”. O sequestro do presidente Nicolás Maduro, sob o pretexto de “combate ao narcoterrorismo”, representou a aplicação prática de uma nova e agressiva doutrina de segurança norte-americana para o Hemisfério Ocidental. Trata-se de um marco que redesenha não apenas o equilíbrio regional na América Latina, mas os próprios limites da soberania, do direito internacional e da autonomia latino-americana. Continue lendo “O mundo depois dos EUA em Caracas? Sobre “soberania”, força e o colapso das regras internacionais. Por Sérgio Botton Barcellos”

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O sequestro de Maduro e a terceira onda colonial. Por Vladimir Safatle

Por Vladimir Safatle*, em A Terra é Redonda

O colonialismo 3.0 não disfarça mais: suas razões são a pilhagem, e sua lógica, a força bruta. Resta-nos responder com a clareza de quem sabe que a próxima fronteira do império é nosso próprio quintal

1.

Entre 1884 e 1885, as principais potências ocidentais se reuniram em Berlim para decidir como elas partilhariam o território africano entre si. O evento foi conhecido como “Conferência do Congo”. Não faltaram discursos edificantes sobre tirar tais países da servidão, do atraso, a fim de trazer o progresso e a liberdade. O resultado final foi a consolidação de uma segunda fase do processo colonial europeu, que durou até os anos setenta do século passado, quando as coloniais portuguesas na África, as últimas pertencentes a uma potência europeia, enfim se libertaram. Durante esse quase um século, os africanos e asiáticos conheceram bem o que o “progresso e a liberdade” europeus efetivamente significavam. Saque de suas riquezas, genocídios, massacres administrativos, humilhação colonial. Nada muito diferente do que eles haviam feito séculos antes nas Américas, neste momento em que, pela primeira vez, o direito europeu se impôs como direito global. Continue lendo “O sequestro de Maduro e a terceira onda colonial. Por Vladimir Safatle”

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