Indígenas prestigiam lançamento de dossiê sobre face política das sobreposições

Evento no Cine Belas Artes apresentou “Os Invasores II”, documento do De Olho nos Ruralistas que aponta políticos e seus financiadores com fazendas em terras indígenas e o filme “Vento na Fronteira”, sobre violência ruralista contra os Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul    

Por Luís Indriunas e Luma Prado, em De Olho nos Ruralistas

Indígenas, pesquisadores, ativistas sociais e jornalistas lotaram, na noite desta quarta-feira (14) a sala Mário de Andrade do Cine Petra Belas Artes, em São Paulo, para o lançamento do dossiê “Os Invasores: parlamentares e seus financiadores possuem fazendas sobrepostas a terras indígenas“, elaborado pelo De Olho nos Ruralistas. No evento também foi exibido o documentário “Vento na Fronteira”, de Laura Faerman e Marina Weis, filme com nove prêmios que expõe a violência ruralista contra os Guarani Kaiowá na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Continue lendo “Indígenas prestigiam lançamento de dossiê sobre face política das sobreposições”

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Fazendeiros com sobreposições em TIs doaram R$ 3,6 milhões para ruralistas

Pedro Lupion e Tereza Cristina estão entre dirigentes da Frente Parlamentar da Agropecuária que tiveram campanhas financiadas por fazendeiros com incidência em terras indígenas; 2ª parte do dossiê “Os Invasores” mapeou também as propriedades dos próprios políticos

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

A partir do cruzamento entre as bases de dados fundiários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e as prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), De Olho nos Ruralistas identificou 57 doações de fazendeiros com sobreposição em terras indígenas a políticos eleitos em 2022. Os dados integram a segunda parte do dossiê “Os Invasores“, lançada na quarta-feira (14) em evento no Cine Petra Belas Artes, em São Paulo. Continue lendo “Fazendeiros com sobreposições em TIs doaram R$ 3,6 milhões para ruralistas”

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Após nova paralisação do julgamento sobre o marco temporal, no STF, indígenas do Maranhão participam de agendas em Brasília

Entre os dias 12 e 15 de junho, lideranças de sete povos do Maranhão participaram de encontros com representantes da Sesai, da Funai, do Senado Federal, do STF e do MPI

POR MARINA OLIVEIRA E MAIARA DOURADO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Indígenas do estado do Maranhão desembarcaram em Brasília na última semana para acompanhar o julgamento do caso sobre direitos originários, no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de mais um pedido de vista, desta vez do ministro André Mendonça, os indígenas seguiram mobilizados na capital federal para uma série de agendas com os Três Poderes. Continue lendo “Após nova paralisação do julgamento sobre o marco temporal, no STF, indígenas do Maranhão participam de agendas em Brasília”

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ACO 1.100: julgamento de ação que envolve o povo Xokleng é adiado após pedido de vista no STF

O povo aguarda há mais de dez anos a resolução do conflito que envolve a TI Ibirama-Laklãnõ; a ação recebeu um voto contrário do ministro Edson Fachin e aguarda análise de Gilmar Mendes

POR MAIARA DOURADO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

A Ação Cível Originária (ACO) 1100 voltou à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana (7), mas teve sua discussão abreviada após pedido de vista feito pelo ministro Gilmar Mendes. O pedido, feito uma semana depois da retomada do processo, suspendeu, na última quarta-feira (14), o julgamento para análise mais detida do ministro. Continue lendo “ACO 1.100: julgamento de ação que envolve o povo Xokleng é adiado após pedido de vista no STF”

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“A Paz de Jesus” e “Selva” no tuturubim tetê. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

Tuturubim tetê, tique taque tambarola, teje dentro, teje fora.
(Fórmula de sorteio em jogos infantis. Manaus. Anos 1940-50)

Dois Projetos de Lei Ordinária – bem ordinária – aprovados por unanimidade na quarta-feira (24/05) pelos 24 deputados da Assembleia Legislativa (ALE-AM) decretaram as saudações “Selva’ e “A Paz do Senhor Jesus” como patrimônio cultural imaterial do Amazonas, o que é tão surreal e inacreditável que, para avaliá-lo, só mesmo recorrendo ao sorteio dos jogos infantis. Continue lendo ““A Paz de Jesus” e “Selva” no tuturubim tetê. Por José Ribamar Bessa Freire”

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Estagnação secular do capitalismo no Brasil. Por Marcio Pochmann

No Terapia Política

A revista inglesa “The Economist” (A land of frustrated workers: Why are Latin American workers so strikingly unproductive?), pretensa porta-voz dos interesses do capitalismo ocidental, afirmou que a baixa produtividade na economia dos países latino-americanos tornou os trabalhadores inúteis ao sistema de produção e distribuição de riqueza. No caso brasileiro, por exemplo, a produtividade no conjunto da economia desde a pandemia da Covid-19 já acumula queda de 27,1% (de 2020 a 2022).

Se forem consideradas as últimas quatro décadas, a produtividade que resulta da relação entre o Produto Interno Bruto (PIB) e o número de horas trabalhadas permaneceu praticamente congelada. A variação média de apenas 0,6% ao ano enuncia uma das mais baixas produtividades do mundo, apontando a realidade da estagnação secular do capitalismo no Brasil. Continue lendo “Estagnação secular do capitalismo no Brasil. Por Marcio Pochmann”

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Por trás do marco temporal há uma cegueira dos modos de existir indígenas. Por Eduardo Gudynas

IHU

“A categoria redistribuição precisa ser redefinida por outra concepção de justiça que recupere todas as suas dimensões e que, além disso, acrescente uma ambiental. O conceito de reconhecimento deve ir além da intersubjetividade entre as pessoas porque as concepções do si mesmo também são geradas em espaços específicos, em ambientes onde coparticipam entidades não-humanas. É por essas razões que o debate sobre o “marco temporal” é muito mais do que parece”, escreve Eduardo Gudynas, pesquisador do Centro Latino-Americano de Ecologia Social – CLAES. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo:

É possível impor uma data limite para o reconhecimento das terras que são o lar de um povo indígena? É possível indicar um dia a partir do qual não será mais aceitável encontrar ou resgatar o território de um povo originário? Essa possibilidade, por mais inacreditável que possa ser, é o propósito da chamada lei do “marco temporal”. Continue lendo “Por trás do marco temporal há uma cegueira dos modos de existir indígenas. Por Eduardo Gudynas”

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Quem são os uitotos, o povo indígena das crianças que sobreviveram sozinhas na selva colombiana por 40 dias

Na BBC

É uma história incrível: quatro crianças, com idades entre 13 anos e 12 meses, sobreviveram na densa selva amazônica por 40 dias, após o acidente do avião em que viajavam, no qual três adultos perderam a vida.

A história de como os irmãos sobreviveram sem comida, expostos a mosquitos e animais selvagens em uma região inóspita, ainda não foi contada pelas crianças. No entanto, para os quatro menores, a selva não era um lugar estranho. Pelo contrário, a floresta faz parte de sua casa, de seu ambiente natural: as crianças são da comunidade indígena Muina Murui, mais conhecida como Uitoto.

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Indígena. Por Eduardo Viveiros de Castro

Dar-se conta de que somos todos indígenas – exceto aqueles que não o são – é juntar-se à luta por uma retomada da Terra pela terra

No A Terra é Redonda

“Indígena” designa uma pessoa ou uma comunidade originária de um lugar determinado, que ali vive ou a ele está ligada por um laço imanente; que se sente uma “propriedade” da terra antes que proprietária dela. No francês corrente, “indigène” é uma dessas palavras cujo sentido foi algo corrompido pelo colonialismo. Os povos ditos indígenas são antes de tudo aqueles que foram invadidos pelos indígenas da Europa em sua expansão imperial a partir do século XVI. (Assim, estes últimos, acreditando terem sido colonizados – civilizados – por eles mesmos há tempos atrás, acham que deixaram de ser indígenas). Continue lendo “Indígena. Por Eduardo Viveiros de Castro”

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MPF cobra reforma imediata de escola indígena e Justiça impõe multa contra Estado de Roraima pelo atraso

Governo roraimense teve suas contas bloqueadas para pagamento de R$ 100 mil por não promover obras na Escola Indígena Ko’ko Isabel

O Ministério Público Federal (MPF) requereu à Justiça, na última quinta-feira (15), que o Estado de Roraima apresente, no prazo improrrogável de 60 dias, cronograma de contratação e execução da obra de reforma na Escola Estadual Indígena Ko’ko Isabel, em Uiramutã (RR). O pedido veio em resposta à decisão judicial que determinou o imediato cumprimento da sentença que condenou o Estado de Roraima ao pagamento de R$ 100 mil em multa e bloqueio de contas por não promover a recuperação, adaptação ou reconstrução da escola. A multa será revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). Continue lendo “MPF cobra reforma imediata de escola indígena e Justiça impõe multa contra Estado de Roraima pelo atraso”

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