Como encarar um tema crucial para a população, mas minado por pautas reacionárias? Um debate em São Paulo sugere: há espaço para um projeto democrático e antirracista. O que não cabe é ignorar o debate, ou comprar o programa dos adeptos da violência
Há pelo menos dois anos, violência – um termo amplo, porém repleto de sentidos políticos – é a resposta mais frequente dos brasileiros quando indagados sobre a “maior preocupação em relação ao país”. Na última pesquisa Quaest, divulgada em junto, foi escolhida por 30% dos entrevistados, bem à frente de corrupção (19%), problemas sociais (18%), economia (13%), saúde (13%) e educação (5%). As consequências são conhecidas e graves. Na disputa eleitoral, as várias alas de uma ultradireita hoje dividida — mas não batida – vêm na bandeira da “segurança” a principal aposta para vencer em 2026.
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