EUA buscam estrangular energeticamente a China, que os derrotou em seu próprio jogo. Tel Aviv deseja ver o Irã transformar-se num Estado falido. Mas se Teerã resistir, os dois mafiosos terão diante de si um pesadelo político, econômico e eleitoral
Rafael Poch em entrevista a Sergi Picazo, no Critic | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras
Trump já prescinde da retórica do direito internacional. A chave para definir as relações internacionais é a força. Os Estados Unidos podem sequestrar ou matar dois líderes de países inimigos: Maduro, na Venezuela, e o aiatolá Khamenei, no Irã. Acabou-se a legislação internacional? A ONU? Os limites mínimos da política internacional?
A pergunta, obviamente, é retórica. A guerra começou no sábado com o assassinato do líder do país adversário e vários membros de sua família. Esta guerra começou – e é a segunda vez desde junho – no meio de negociações classificadas como “bem-sucedidas” pelos mesmos personagens (Witkoff e Kushner) que estão negociando, também, com os russos o fim do conflito na Ucrânia. Quem pode confiar em tais “negociadores”? “As garantias e os documentos assinados por este presidente não têm valor algum”, disse em Moscou o analista Dmitri Trenin sobre Trump. “Não é possível manter negociações com este governo”, afirma de Nova York o economista Jeffrey Sachs. Continue lendo “O plano delirante e riscos de Trump e Netanyahu”