Ailton Krenak, sobre marco temporal: ‘nunca engoliram as nossas conquistas na Constituinte’

Nesta entrevista exclusiva, o filósofo reflete sobre a passagem do tempo, os ataques à Constituição Federal, a troca de nomes no Ministério dos Povos Indígenas e a tensão política eleitoral de 2026

Por Jullie Pereira, em InfoAmazonia

Ailton Krenak não está planejando o ano de 2026. Filósofo, escritor e primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), ele diz que aprendeu a dizer “não sei” depois dos anos de pandemia. “Será que alguém que vive em outros calendários, outras cosmovisões, fica preocupado com a mudança de ano?”, se questiona. Continue lendo “Ailton Krenak, sobre marco temporal: ‘nunca engoliram as nossas conquistas na Constituinte’”

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Assim se naturaliza o sequestro de um presidente. Por Ricardo Queiroz Pinheiro

Exame de uma construção midiática. Na Venezuela, como no genocídio em Gaza ou no Iraque, apaga-se a barbárie, deslocando-se o foco para a “precariedade” da vítima e a “excelência técnica” do agressor. O que sobra é um mundo um pouco mais baixo, violento e cínico

Por Ricardo Queiroz Pinheiro*, em Outras Palavras

É sempre a mesma história. Quando veio à tona o sequestro de Maduro — uma operação que envolve a invasão de um país e a retirada forçada de um presidente eleito — grande parte do comentário político entrou em modo automático. Demora umas horas, um ajuste aqui, outro, mas a homogeneidade chega. Em programas da Globo News, UOL, CNN etc, e nesse circuito ampliado de análise e opinião, o enquadramento aparece rápido: um governo incompetente, um Exército dividido, uma estrutura frágil que teria facilitado a ação estadunidense. O gesto em si, grave, criminoso, perdeu centralidade. O foco deslocou-se para a suposta incapacidade do alvo e pela excelência do invasor. Continue lendo “Assim se naturaliza o sequestro de um presidente. Por Ricardo Queiroz Pinheiro”

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A Venezuela sob ataque e o chavismo na encruzilhada. Por Rômulo Paes de Sousa

Após o sequestro de Maduro, Trump indica aceitar um governo liderado por Delcy Rodríguez, desde que o controle do petróleo venezuelano seja transferido a empresas dos EUA. A decisão não será fácil. O Estado venezuelano encontra-se por um triz

Por Rômulo Paes de Sousa*, em Outras Palavras

Após semanas de agressões militares pontuais na costa venezuelana, na madrugada de 3 de janeiro de 2026 cerca de 150 aeronaves norte-americanas bombardearam alvos militares em Caracas e Higuerote, culminando no sequestro do presidente do país e de sua esposa. A ação, rápida e devastadora, deixou o mundo perplexo. Embora os Estados Unidos possuam um longo histórico de intervenções na América do Sul — inclusive na própria Venezuela —, esta foi a primeira vez que utilizaram diretamente suas tropas em uma ação militar dessa natureza. Até então, sua atuação se dava sobretudo por meio do financiamento e do apoio a forças políticas direitistas locais. O episódio também sinaliza que o presidente Donald Trump abandonou definitivamente a diretriz proclamada em seu primeiro mandato, segundo a qual buscaria encerrar guerras, e não promovê-las. Continue lendo “A Venezuela sob ataque e o chavismo na encruzilhada. Por Rômulo Paes de Sousa”

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O império ataca

Boletim Venezuela em Foco #1

Da Página do MST

Eventos geopolíticos de grande impacto, como o ataque dos Estados Unidos ao território venezuelano e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama Cilia Flores, provocam mudanças profundas na conjuntura internacional. Um dos sinais mais evidentes dessas transformações é a intensificação da chamada “guerra comunicacional”. Continue lendo “O império ataca”

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Em defesa da soberania da Venezuela! Repúdio à agressão imperialista

“De forma irrestrita e veemente, as entidades que subscrevem esta NOTA repudiam a agressão militar perpetrada, na madrugada de 3 de janeiro de 2026, pelo governo dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela. Este ato de violência contra um território nacional é uma criminosa transgressão do direito internacional, uma afronta aos fundamentos da convivência pacífica entre os Estados soberanos e se configura como mais uma ação imperialista do governo Donald Trump.

O mundo, em 2026, começa, pois, sob o signo da rapinagem, da barbárie e da guerra! Continue lendo “Em defesa da soberania da Venezuela! Repúdio à agressão imperialista”

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Encontro de Mulheres Indígenas do povo Jaminawa, do Acre, debate saúde feminina e geração de renda

Na Funai

Cerca de 40 mulheres indígenas do povo Jaminawa que vivem em contexto urbano no município de Brasiléia, no Acre, realizaram um encontro para debater temas como saúde feminina, planejamento familiar, educação ambiental e coleta seletiva como meio de geração de renda. O primeiro Encontro de Mulheres Jaminawa ocorreu entre os dias 2 e 5 de dezembro com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio da Coordenação Regional Alto Purus (CR-APUR) e da Coordenação-Geral de Acesso à Justiça e Participação Social (CGAJ) vinculada à Diretoria de Direitos Humanos e Políticas Sociais (DHPS). Continue lendo “Encontro de Mulheres Indígenas do povo Jaminawa, do Acre, debate saúde feminina e geração de renda”

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Império sequestra e barbariza. Por Gilberto Maringoni

O verdadeiro alvo não era Maduro, mas o próprio conceito de soberania. O ataque à Venezuela é o laboratório de uma nova barbárie, na qual a lei do mais forte se disfarça de aplicação da justiça

Em A Terra é Redonda

1.

Jornalista: “O senhor notificou algum membro do Congresso [sobre o ataque à Venezuela] com antecedência?”

Donald Trump: “Marco, você quer falar sobre isso? Você esteve envolvido”.

Marco Rubio: “Claro. Nós avisamos os membros do Congresso imediatamente depois. Este não era o tipo de missão que permitia notificação prévia ao Congresso”.

As falas reproduzidas acima aconteceram numa coletiva de imprensa na tarde de sábado (3 de janeiro), no resort de luxo de Mar-a-lago, de propriedade do presidente dos Estados Unidos. Continue lendo “Império sequestra e barbariza. Por Gilberto Maringoni”

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EUA, o herói vilão. Por Luiz Marques

Ao trocar a hegemonia moral pela força bruta, os EUA não revelam poder, mas desespero: seu ato de pilhagem é a confissão cínica de que já não conseguem liderar, só podem saquear

Em A Terra é Redonda

1.

Ao desrespeitar os organismos multilaterais e as leis que regulam as relações entre as nações, os Estados Unidos já não disfarçam que o imperialismo sempre teve por base a força das armas, uma tradição que remonta a uma lição maquiaveliana – o “Príncipe” deve preferir ser temido e não amado. A cooperação com a ONU, Unesco, Clube de Paris e assim por diante serviu de fachada enquanto perdurou a Guerra Fria. Havia que defender a “sociedade aberta” em contraposição à “cortina de ferro”. Continue lendo “EUA, o herói vilão. Por Luiz Marques”

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Dez anos depois, a luta de Nicinha continua

Na Áustria, arpillera que pede justiça por Nicinha integra a exposição itinerante que denuncia a situação das populações atingidas por barragens e por eventos climáticos extremos no Brasil

por Victória Holzbach, MAB

07 de janeiro de 2016: Nilce de Sousa Magalhães foi vista pela última vez na barraca de lona onde morava, em um acampamento com outras famílias de pescadores atingidas pela Usina Hidrelétrica Jirau, na localidade de Velha Mutum Paraná, em Porto Velho (RO). Continue lendo “Dez anos depois, a luta de Nicinha continua”

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Na defesa das usinas nucleares falta argumento, sobra mediocridade

Heitor Scalambrini Costa e  Zoraide Vilasboas*, Articulação Antinuclear Brasileira

Na discussão sobre se o Brasil avança na nuclearização de seu território com a conclusão de Angra 3 e constrói mais 10.000 MW de novas usinas nucleares, como propõe o Plano Nacional de Energia 2050, a mediocridade dos argumentos pró nuclear anda à solta. Continue lendo “Na defesa das usinas nucleares falta argumento, sobra mediocridade”

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