Indígenas voltam a Brasília para acompanhar julgamento do caso de repercussão geral sobre direitos originários, no STF

O acampamento contra o marco temporal foi erguido na manhã desta segunda-feira (5), na Praça da Cidadania, em Brasília; a retomada do julgamento, no STF, será no dia 7 de junho

CIMI

Na última semana, a Câmara Federal desafiou, mais uma vez, a força originária: aprovaram, às vésperas da retomada do julgamento do caso de repercussão geral sobre direitos indígenas, no Supremo Tribunal Federal (STF), o Projeto de Lei (PL) 490/2007. Mas, o que os parlamentares não previam, é que isso fortaleceria ainda mais os povos e seus ancestrais. Continue lendo “Indígenas voltam a Brasília para acompanhar julgamento do caso de repercussão geral sobre direitos originários, no STF”

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PL 490 é falacioso e inconstitucional, afirma Assessoria Jurídica do Cimi

Em nota técnica, a Assessoria Jurídica do Cimi analisa projeto aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 30 de maio ; o PL, que fixa a tese do marco temporal, ainda será analisado pelo Senado

CIMI

Após a ofensiva da Câmara dos Deputados contra os povos indígenas com a aprovação do Projeto de Lei (PL) 490/2007, na última quarta-feira (30), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) volta a tornar pública a nota técnica produzida pela Assessoria Jurídica da instituição. A nota [CAI1] , publicada pela primeira vez em maio de 2021, quando o projeto ainda tramitava na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara Federal , já afirmava a inconstitucionalidade e o caráter falacioso do projeto, cuja discussão é levantada, há anos, pelo Cimi. Com a aprovação do PL 490 na Câmara, ele segue para apreciação do Senado Federal sob a numeração PL 2903/2023. Continue lendo “PL 490 é falacioso e inconstitucional, afirma Assessoria Jurídica do Cimi”

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Marco temporal e a consagração da violência contra os povos indígenas: uma disputa de memórias

O artigo é uma reflexão do professor Dr. Clovis Antônio Brighenti, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana – Unila

POR CLOVIS ANTÔNIO BRIGHENTI, em CIMI

Desde 2009, quando do julgamento Petição nº 3388/RR cujo objeto era a anulação da Portaria nº 534/2005, do Ministério da Justiça, que promoveu a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima que o tema marco temporal, com data de 5 de outubro de 1988, entrou na ordem do dia. Anteriormente os setores contrários aos direitos indígenas estavam tentando criar um marco, a proposta era estabelecer o ano de 1934 quando foi promulgada a Constituição Federal que pela primeira vez o tema das terras indígenas foi mencionado. No julgamento da Petição nº 3388/RR o tema não chegou a ser apreciado pelos Ministros, nem debatido foi apenas mencionado no voto do ministro do STF Menezes de Direito. Bastou a menção para os ruralistas fizerem uso da ideia e tomassem como objeto “sagrado”. Continue lendo “Marco temporal e a consagração da violência contra os povos indígenas: uma disputa de memórias”

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Caso Bruno e Dom: MPF atua para assegurar condenação de todos os envolvidos

Duplo homicídio foi em junho de 2022; resultados já alcançados comprovam agilidade do trabalho, que já soma três denúncias

Procuradoria da República no Amazonas

Um ano após os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, ocorrido no dia 5 de junho de 2022, na região do Vale do Javari (AM), o Ministério Público Federal (MPF) segue atuando em três frentes com o propósito de garantir a condenação de todos os envolvidos no duplo homicídio. Além da ação penal contra os executores confessos do crime, e que também respondem por ocultação de cadáver, foram apresentadas mais duas denúncias (uma delas já com condenação em primeira instância). Além disso, estão em curso dois inquéritos: um é destinado a apurar se mais pessoas agiram para esconder os corpos das vítimas em área de difícil acesso no município de Atalaia do Norte, e o outro busca identificar possíveis mandantes das mortes. Continue lendo “Caso Bruno e Dom: MPF atua para assegurar condenação de todos os envolvidos”

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Ecodecálogo: dez mandamentos para salvar a vida neste planeta. Por Michael Löwy

O que fazer diante da crise ecológica e da catástrofe climática?, Michael Löwy busca responder, com um toque de ironia, essa difícil questão de nosso tempo em dez mandamentos.

No Blog da Boitempo*

O autor destas notas não se julga um novo Moisés e não considera ter recebido este Ecodecálogo de Jeová. Trata-se simplesmente de uma tentativa de responder, com um toque de ironia, em duas páginas breves, à pergunta que muitos se fazem atualmente: o que fazer? O que fazer diante da crise ecológica e da catástrofe climática? Continue lendo “Ecodecálogo: dez mandamentos para salvar a vida neste planeta. Por Michael Löwy”

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Comunidade Sumidouro (PI) é reconhecida como remanescente de quilombo

Incra

A comunidade Sumidouro, localizada no município piauiense de Queimada Nova, foi reconhecida e declarada como terra remanescente de quilombo. A formalização do ato se deu por meio da Portaria nº 91, assinada pelo presidente do Incra, César Aldrighi, e publicada no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (26). Ela será publicada, também, no Diário Oficial do Estado do Piauí. Continue lendo “Comunidade Sumidouro (PI) é reconhecida como remanescente de quilombo”

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Estratégia Nacional para Mitigação e Reparação dos Impactos do Tráfico de Drogas sobre Territórios e Populações Indígenas é lançada com a participação da Funai

Na Funai

Nesta segunda-feira (5), a mesa de abertura do Lançamento da Estratégia Nacional para Mitigação e Reparação dos Impactos do Tráfico de Drogas sobre Territórios e Populações Indígenas contou com a participação da presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana. O evento ocorreu às 10 horas, no Auditório Tancredo Neves do Palácio da Justiça (DF). Continue lendo “Estratégia Nacional para Mitigação e Reparação dos Impactos do Tráfico de Drogas sobre Territórios e Populações Indígenas é lançada com a participação da Funai”

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Violência segue na região onde Bruno e Dom foram mortos

Um ano após assassinatos de servidor da Funai e jornalista britânico, lideranças ouvidas pela DW dizem que, apesar de repercussão do caso, nada mudou no Vale do Javari, que continua dominado pela insegurança e crime.

Nádia Pontes, Deutsche Welle

Um ano depois dos brutais assassinatos de Bruno Pereira, então servidor licenciado da Fundação dos Povos Indígenas (Funai), e de Dom Phillips, jornalista britânico, os indígenas que ajudaram a localizar os corpos retornam à cena do crime nesta segunda-feira (05/06), na Terra Indígena (TI) Vale do Javari, Amazonas. Continue lendo “Violência segue na região onde Bruno e Dom foram mortos”

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A experiência da Frente Ampla. Por Tarso Genro

Considerações sobre uma conversa com Pepe Mujica e Lúcia Topolanski

“Luis ernesto lo envuleve em su afecto tentáculo \ de a ratos parece um buen ladrón del cine mudo \ seguro que es um fiel un pátria o muerte \ ojalá vivas marcos \ y se perde em el pozo”. (Mario Benedetti, 1971).

Em A Terra é Redonda

O querido companheiro Daniel Caggiani, senador da Frente Ampla no Uruguai, chama pelo telefone celular minha mulher Sandra Bitencourt e nos comunica que o ex-presidente Pepe Mujica gostaria de nos receber, no fim da tarde, para conversarmos com mais tranquilidade do que fizemos num evento do dia anterior. Era uma reunião de um conjunto de líderes políticos, ex-ministros, ativistas dos direitos humanos e intelectuais, programada paralelamente ao evento de Brasília, no qual Lula conversaria – no dia seguinte – com os presidentes sul-americanos sobre a questão democrática na América do Sul e a retomada do nosso processo de integração. Continue lendo “A experiência da Frente Ampla. Por Tarso Genro”

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Líder indígena afirma que “nada mudou” um ano após o trágico assassinato de Bruno e Dom. Por Rubens Valente

Bushe Matís, coordenador da Univaja, relata ameaças e baixa presença do Estado no Vale do Javari

Agência Pública

Passado um ano do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips no Vale do Javari, no Amazonas, a liderança indígena Bushe Matís, 36, relata em entrevista à Agência Pública que continuam as ameaças aos indígenas e as invasões ao território indígena por pescadores, caçadores e outros invasores ilegais. A presença do governo federal na cidade de Atalaia do Norte (AM), a “porta de entrada” da terra indígena Vale do Javari, continua a mesma de antes do crime: sem escritório da Polícia Federal, do Ibama e do Incra, assim como não há prédio do Ministério Público Federal nem fórum da Justiça Federal. Continue lendo “Líder indígena afirma que “nada mudou” um ano após o trágico assassinato de Bruno e Dom. Por Rubens Valente”

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