Em cem dias, presidente retoma presença internacional do Brasil, com impulso à agenda latino-americana e cooperação Sul-Sul. Escorregões de Mauro Vieira travam ação mais ousada. Viagem à China, no dia 12, pode ser divisor de águas
por Gilberto Maringoni, em Outras Palavras
Se confrontarmos os primeiros cem dias da política externa do novo governo com a diplomacia da gestão Bolsonaro, o contraste é brutal. Saíram de cena a gestão alucinante de Ernesto Araújo e o reacionarismo soft de Carlos Alberto França, presentes no Itamaraty entre 2019-2022. A isso se soma a exuberante diplomacia presidencial exercida pelo presidente Lula, desde antes da posse. Diante do quadro, pode-se dizer sem exagero que “o Brasil voltou”, como repetem governistas. No entanto, ambiguidades na condução dos negócios externos colocam em dúvida a existência de um projeto definido na área. Continue lendo “Política externa: Lula ousa; o chanceler patina”