O precedente venezuelano na Groenlândia

Boletim Venezuela em Foco #12. Com novas declarações de Trump crescem riscos de imposição da força sobre o direito internacional e avanço sobre territórios estratégicos do Atlântico Norte

Da Página do MST

Um novo-velho padrão para os Estados Unidos. O governo brasileiro passou a enxergar na Groenlândia sinais claros de repetição do “roteiro Venezuela”: pressão política, retórica expansionista e desprezo por normas de soberania. A avaliação, tornada pública por autoridades em Brasília, aponta para riscos concretos de que a lógica da força se imponha sobre o direito internacional, agora extrapolando o Sul Global e avançando sobre territórios estratégicos do Atlântico Norte. Continue lendo “O precedente venezuelano na Groenlândia”

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Indígenas Hupd’äh querem investigação sobre tiroteio na fronteira

Lideranças indígenas e Funai vão pedir investigação sobre a circunstância de um suposto confronto entre militares do Exército e traficantes em território indígena do Alto Rio Negro (AM), no dia 8 de janeiro deste ano. Durante o episódio, um indígena morreu e outro ficou gravemente ferido enquanto pescavam em sua comunidade. Ambos são do povo Hupd’äh, considerado de recente contato. Indígenas da etnia cobram respostas e explicações sobre quem fez efetuou os tiros enquanto os Hupd’äh pescavam

Por Elaíze Farias, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Dois indígenas do povo Hupd’äh que pescavam na noite de 8 de janeiro deste ano foram atingidos por tiros de fuzil durante um suposto confronto envolvendo soldados do 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF) em uma comunidade localizada na fronteira do Brasil com a Colômbia, na região do Alto Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira, norte do Amazonas. Em nota, o Exército diz que o confronto foi com traficantes, que teriam disparado com arma de fogo em direção ao patrulhamento. Na versão dos indígenas, os dois Hupd’äh podem ter sido confundidos com traficantes pelo Exército e atingidos pelos tiros. Continue lendo “Indígenas Hupd’äh querem investigação sobre tiroteio na fronteira”

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Crédito de carbono para florestas: – 5. Conflitos de interesse

Autores de artigo falam de possíveis conflitos e falta de transparência em projetos de crédito de carbono. Segundo eles, até o momento, houve pouca ação significativa do VCM para abordar os conflitos de interesse bem documentados associados aos projetos REDD+

Por Thales A.P. West, Kelsey Alford-Jones, Philippe Delacote, Philip M. Fearnside, Ben Filewod, Ben Groom, Clemens Kaupa, Andreas Kontoleon, Tara L’Horty, Benedict S. Probst, Federico Riva, Claudia Romero, Erin O. Sills, Britaldo Soares-Filho, Da Zhang, Sven Wunder e Francis E. Putz, em Amazônia Real

Conflitos de interesse estão, sem dúvida, entre os principais fatores responsáveis pelos problemas atuais em torno de projetos REDD+ [1, 2]. Aumentar o rigor científico das avaliações de linha de base, vazamento e não permanência provavelmente ampliaria o risco do projeto e a incerteza sobre os retornos financeiros esperados, reduzindo assim a atratividade dos projetos REDD+ como opção de investimento. Além disso, provavelmente prejudicaria a receita do projeto, que em muitos casos está vinculada a cenários de linha de base irrealistas [2-5]. Essa mudança também afetaria a receita dos definidores de padrões de VCM (sigla de mercado voluntário de carbono), que normalmente cobram uma taxa por crédito emitido, além de potencialmente afetar sua reputação. Além disso, a adoção de melhores práticas poderia aumentar os custos do projeto e da certificação devido às horas de trabalho adicionais e consultas a especialistas (cf. [6, 7]. Continue lendo “Crédito de carbono para florestas: – 5. Conflitos de interesse”

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Artigo analisa exposição de comunidades pesqueiras a derramamento de petróleo

Fiocruz Pernambuco

Os impactos do derramamento de petróleo ocorrido em 2019 sobre a saúde e as condições de vida das comunidades da pesca artesanal no Nordeste são analisados em um estudo desenvolvido pela Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e outras instituições de pesquisa e movimentos sociais. Foi o maior derramamento de petróleo ocorrido no Brasil e atingiu o litoral de 11 estados. Somente em Pernambuco foram recolhidas mais de 5 mil toneladas do produto. Um artigo publicado esta semana traz novas conclusões acerca desse desastre-crime. Continue lendo “Artigo analisa exposição de comunidades pesqueiras a derramamento de petróleo”

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Eleições em Portugal. Por Valerio Arcary

A vitória política da extrema-direita expõe a contradição entre um crescimento econômico superficial e o mal-estar social profundo, onde a crise habitacional, o envelhecimento e a emigração juvenil fertilizam o terreno reacionário

Em A Terra é Redonda

“Mais faz quem quer do que quem pode” “Mais vale prevenir que remediar”
(Provérbios populares portugueses).

1.

O desfecho das eleições foi um desastre, mas não uma surpresa. O candidato mais votado foi António José Seguro (31%, 1,7 milhões de votos) que, pela pressão do voto útil, diante da incerteza das pesquisas, foi beneficiado pela maioria da votação da esquerda, que caiu de 9% nas legislativas de 2025, para 4,5% agora. Continue lendo “Eleições em Portugal. Por Valerio Arcary”

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Bahia registra mais de 700 casos de intolerância religiosa em 2025 e delegado destaca predominância do racismo religioso

Por Eduarda Pinto, Bahia Notícias

A Bahia registrou cerca de 759 ocorrências relacionadas referentes ao crime de racismo, que inclui discriminações referentes a raça, cor, religião ou procedência nacional. Nesta quarta-feira, dia 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, o Bahia Notícias divulga os dados obtidos junto à Polícia Civil da Bahia. Continue lendo “Bahia registra mais de 700 casos de intolerância religiosa em 2025 e delegado destaca predominância do racismo religioso”

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MPF atua para identificar e proteger comunidades quilombolas do Vale do Paraíba (SP)

Trabalho busca preservar sítios e tradições culturais, além de garantir o acesso a direitos

Ministério Público Federal (MPF)

O Ministério Público Federal (MPF) está atuando para identificar as comunidades quilombolas do Vale do Paraíba, em São Paulo, e preservar seu patrimônio material e imaterial. O órgão instaurou procedimentos para acompanhar a situação de sítios e documentos remanescentes de antigos quilombos da região, proteger tradições culturais e verificar os obstáculos enfrentados pelas famílias para acessar direitos, como saúde, educação diferenciada e regularização de terras. Continue lendo “MPF atua para identificar e proteger comunidades quilombolas do Vale do Paraíba (SP)”

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A ilógica restrição à pesquisa com Cannabis

A regulação do cultivo deve facilitar ou dificultar os estudos com a planta? Em nota técnica enviada à Anvisa, dezenas de pesquisadores alertam: diretrizes propostas pelo órgão põem entraves à Ciência – e abrem margem para semissintéticos questionáveis

Por Por Luna Vargas, Outra Saúde

0,3% de THC não “chapa”, mas foi o suficiente para unir mais de setenta pesquisadoras e pesquisadores de cannabis, vinculados a universidades, institutos públicos e centros de pesquisa de doze estados brasileiros. O resultado desse processo coletivo de debate e colaboração foi o envio de uma nota técnica à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Dezembro. Continue lendo “A ilógica restrição à pesquisa com Cannabis”

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Incra reconhece comunidade de fundo e fecho de pasto em Uauá (BA)

No Incra

O Incra publica no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria nº 1.588, que reconhece a comunidade do Projeto de Fundo e Fecho de Pasto Fazenda Poço do Vieira, localizado no município de Uauá (BA), e assegura sua inclusão no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Continue lendo “Incra reconhece comunidade de fundo e fecho de pasto em Uauá (BA)”

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Racismo, discurso de ódio e extrema direita: por que os terreiros lutam e não recuam

Encruzilhadas exigem posições em diálogo com as lutas históricas por democracia, direitos e políticas públicas

Por Francisco Nonato do Nascimento Filho*, Brasil de Fato

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, os terreiros brasileiros saem às ruas para denunciar os efeitos estruturais do racismo religioso e enfrentar o avanço do discurso de ódio da extrema direita, representado pelo bolsonarismo. A data é marcada pela presença e pelo legado ancestral da saudosa Mãe Gilda de Ogum, fundadora do Axé Abassá de Ogum, vítima de racismo religioso, cuja memória inspira a resistência e fortalece a luta dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana. Continue lendo “Racismo, discurso de ódio e extrema direita: por que os terreiros lutam e não recuam”

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