Como grandes empresas e fundos de investimento dominaram os parques eólicos e solares no Brasil. A colaboração do Estado para a captura. Efeitos: caos elétrico, tarifas abusivas e, pior, devastação, roubo de terras e expulsão de comunidades
Por Bruno Barcella, em Outras Palavras
No artigo “A ‘COP da Verdade’ e a ficção das finanças verdes”, publicado nesta revista em um momento particularmente importante, às vésperas da realização da COP em Belém do Pará, a pesquisadora Isadora Cruxên foi certeira e provocativa ao tensionar os fundamentos da chamada agenda das finanças verdes no Brasil. Ao examinar o caso do saneamento básico, a autora mostrou como a sustentabilidade vem sendo progressivamente reconfigurada sob a lógica da financeirização. Por trás do marketing “verde” e das debêntures subsidiadas, argumenta o texto, há uma escolha política clara: transformar direitos e políticas públicas em ativos rentáveis. Continue lendo “A “transição energética” nas mãos dos rentistas”










