Homenagem ao escritor, artista, ativista dos direitos indígenas e arte-educador: um contraponto à loucura do progresso imposto pelo mundo da mercadoria
No A Terra é Redonda
Meu amigo Walter Gomes da Silva, da Amoa Konoya, além de ter ascendência indígena, é negro. Na primeira semana de novembro de 2021, o Walter mandou para mim o texto Pro dia da minha partida, do Jaider Esbell, que achei belíssimo. Depois mandou outro texto falando de suicídios recorrentes de indígenas por enforcamento, e eu respondi que achei comovente, mas que, para boa parte da população Bolsonaro & Cia., o suicídio era a melhor solução para a questão indígena, era a melhor saída para os “índios”. Só na sexta-feira, acidentalmente, foi que me dei conta do suicídio do Jaider na terça-feira de finados. Eu que, como sempre, estava no mundo da lua, fiquei sem rumo e, ao assistir à entrevista do Krenak de 3 de novembro, entrei em parafuso, me senti completamente sem chão, desamparado. Ainda me lembrava da gafe que havia cometido ao criticar o suicídio indígena, sem saber que o suicídio do Jaider já era um fato, já estava consumado. Continue lendo “Jaider Esbell. Por Samuel Kilsztajn”