Caso Dom e Bruno: ‘Enquanto eles matam, levantamos mais vozes’ diz filha de Chico Mendes

Por João Fellet, da BBC News Brasil

Filha do seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988 por se contrapor ao avanço destrutivo de grileiros e fazendeiros na Amazônia, a ambientalista Angela Mendes vê similaridades entre a trajetória de seu pai e as do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, mortos no início do mês no Amazonas.

“Eles têm o mesmo propósito, a mesma causa coletiva: a luta pela preservação do meio ambiente e das populações que estão nesse meio”, diz Ângela em entrevista à BBC News Brasil.

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Bruno e Dom: Indigenistas e sertanistas divulgam nota de repúdio ao governo bolsonaro

O documento é assinado por integrantes das famílias Villas Bôas e Meireles, que fizeram história na defesa das mesmas causas de Bruno Pereira e Dom Phillips

Por Lucas Vasques, na Fórum

Indigenistas e sertanistas brasileiros continuam revoltados e indignados com a confirmação dos assassinatos de Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, na Amazônia.

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Ancião indígena morre em viatura da Polícia Militar e povo Atikum protesta no sertão

Por Ariel Sobral, no Marco Zero Conteúdo

Com as atenções da mídia e do público focadas nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, a morte de um ancião indígena durante uma abordagem policial no sertão de Pernambuco poderia passar despercebida não fosse a reação imediata do povo atikum.

Edvaldo Manoel de Souza, de 61 anos, morreu após ser interrogado por policiais militares do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) no quintal de sua casa, na quarta-feira, dia 15. Assim que a notícia da morte se espalhou, a comunidade atikum iniciou os protestos em Carnaubeira da Penha, a 501 quilômetros do Recife.

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“Nós estamos sozinhos no Vale do Javari”, dizem servidores da Funai

Funcionários expressam à Agência Pública raiva, frustração e impotência; presidente do órgão indigenista nunca esteve na região mesmo depois do assassinato de colaborador em 2019

Por Rubens Valente, Ciro Barros, José Medeiros, Avener Prado, na Agência Pública

As falas contundentes denotam raiva, frustração, indignação e impotência.

“A Funai está sozinha, estamos sozinhos, abandonados aqui.”

“Nós estamos de mãos amarradas.”

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Resposta da Univaja à nota da Polícia Federal

“Em Nota à Imprensa, no dia 17 de junho de 2022, a Polícia Federal (PF) registrou que as buscas pela embarcação utilizada pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista Dominic Phillips no dia do desaparecimento (05/06/22) continuam com o auxílio dos indígenas da Equipe de Vigilância da UNIVAJA (EVU). No entanto, a PF, através da “Operação Javar'”, registrou que:

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Dom e Bruno, vítimas de um Estado disfuncional

Infelizmente, a esperança de encontrar Bruno Pereira e Dom Phillips com vida acabou. A Amazônia se transforma cada vez mais em terra sem lei. E o governo não parece interessado em pôr ordem, opina Thomas Milz.

Thomas Milz, na DW Brasil

A Amazônia sempre foi um lugar perigoso para ativistas. Em 1988, Chico Mendes, líder sindical dos seringueiros, foi assassinado a tiros em Xapuri, no Acre. Em 2005, a religiosa Dorothy Stang, ativista social vinda dos Estados Unidos, foi morta em Anapu, no Pará. Outras dezenas de ativistas pagaram com a própria vida por lutarem contra a devastação da Amazônia e por uma sociedade mais justa no norte selvagem do Brasil.

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Extradição de Assange é “terrível precedente”, diz Federação Internacional de Jornalistas

Entidade afirma que governo britânico toma decisão “vergonhosa” ao chancelar extradição do fundador do WikiLeaks

Thales Schmidt, Brasil de Fato

Enviar Julian Assange para os Estados Unidos é um “verdadeiro golpe” para a liberdade de imprensa, afirmam em nota conjunta a Federação Internacional de Jornalistas e as Federações Europeias de Jornalistas nesta sexta-feira (17). O comunicado destaca que Assange está detido em uma prisão de segurança máxima nos arredores de Londres por mais de três anos, “apesar dos riscos à sua saúde mental e física.”

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Reino Unido aprova extradição de Julian Assange para os EUA

Ministra do Interior britânica autoriza medida, confirmando decisão da Suprema Corte do país. WikiLeaks diz ser “um dia sombrio para a liberdade de imprensa e a democracia” e promete recorrer.

Na DW Brasil

O governo britânico confirmou nesta sexta-feira (17/06) que autorizou a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, onde o fundador do portal WikiLeaks deve ser julgado por espionagem e pela publicação de centenas de milhares de documentos confidenciais relacionados às guerras no Iraque e no Afeganistão.

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Motivação das mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips vai definir o caminho do processo

Uma transferência do caso para a Justiça Federal dependeria de a polícia apontar conexão do crime com a Terra Indígena Vale do Javari

Por Ciro Barros, Rubens Valente, Avener Prado, José Medeiros, Agência Pública

Por que mataram Bruno Pereira e Dom Phillips? A resposta a essa pergunta definirá o caminho que o processo seguirá na Justiça, de acordo com fontes próximas à investigação ouvidas pela Agência Pública em Atalaia do Norte (AM).

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Não há viabilidade jurídica para extinção da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, afirma PFDC

Ofícios foram encaminhados à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e ao presidente da comissão

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

Nenhuma razão existe para cogitar a extinção da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (CEMDP/MMFDH). Esse é o posicionamento da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), que sustenta a inviabilidade jurídica acerca da anunciada extinção da comissão. Nesta quarta-feira (15), os fundamentos desse entendimento foram comunicados pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, à ministra do MMFDH, Cristiane Britto, e ao presidente da CEMDP, Marco Carvalho.

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