Um canto de e para Bruno Pereira

Tania Pacheco

É… o blog de hoje foi todo dedicado a Bruno Pereira e a Dom Phillips. Mas não só: foi igualmente dedicado à Univaja, à Amazônia e a todas e todos que, como eles, lutam por ela. E por seus defensores.

Viver neste País está cada vez mais difícil. E não falo aqui da violência das armas, dos ataques de ódio. O que nos mata um pouquinho a cada dia é a dor que nos devora por dentro. As dores causadas pelas mortes, pelas injustiças, pelas derrotas têm um gostinho de desespero, de desesperança.

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Amazônia se tornou uma terra sem lei, apontam especialistas

Para entrevistados, assassinato de Phillips e Pereira expõe ausência do Estado na região. Discurso e ações do governo Bolsonaro teriam agravado desmonte da fiscalização e estariam por trás de clima de “liberou geral”

Por João Pedro Soares, na DW

O desaparecimento e a revelação posterior dos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira no Vale do Javari expuseram ao mundo a realidade de que a Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, é hoje uma terra sem lei, apontam especialistas ouvidos pela DW Brasil.

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Autoridades negligenciam papel de indígenas em buscas no AM

Voluntários indígenas tiveram papel fundamental nas buscas por Phillips e Pereira, mas foram excluídos de coletiva de imprensa liderada pela PF. Delegado sequer mencionou indígenas em agradecimentos iniciais.

Por Jean-Philip Struck, na DW

Autoridades brasileiras trataram com negligência e invisibilizaram o papel de voluntários indígenas nas buscas pelo jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira.

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Na última viagem de Bruno e Dom, nada de “aventura”

Há dez dias Bruno e Dom desapareceram no rio Itaquaí; hoje, a Polícia Federal diz que um dos suspeitos confirmou o assassinato e que “remanescentes humanos” serão periciados

Por Ciro Barros, Rubens Valente, Avener Prado, na Pública

O ministro da Justiça, Anderson Torres, informou em seu twitter nesta quarta-feira, 15 de junho, que “remanescentes humanos” foram encontrados nas buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista britânico Dom Phillips no Vale do Javari.

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Cimi se solidariza com famílias e amigos de Bruno e Dom Phillips e se compromete a seguir lutando pelos direitos originários

As mortes do jornalista e do indigenista foram confirmadas na noite do dia 15 de junho; em nota, o Cimi também manifesta apoio aos povos indígenas da TI Vale do Javari

Cimi

Nós, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), recebemos com imensa tristeza e profunda indignação a notícia do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, desaparecidos desde o último dia 5 de junho, no Vale do Javari, estado do Amazonas, na fronteira Brasil – Peru.

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Entidades expressam indignação e profundo pesar pelo assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira

Na Abraji

As organizações abaixo-assinadas se dirigem à sociedade brasileira para expressar profunda indignação e tristeza pela confirmação da morte do indigenista Bruno Araújo Pereira e do correspondente britânico Dom Phillips, no Vale do Javari, no Amazonas, cujos corpos estão sob análise pericial.

Antes de tudo, nos solidarizamos com as famílias e amigos/as das mais recentes vítimas da escalada de violência que impera no Brasil. Sabemos que sentimentos de pesar não acalmam a dor de suas pessoas próximas, e nos somamos aos esforços por justiça e reparação.

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Dom e Bruno foram mortos a tiros, confessa Pelado

Por Elaíze Farias e Alícia Lobato, da Amazônia Real

Manaus (AM) –  O indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram mortos à queima-roupa e seus corpos esquartejados, incendiados e enterrados em uma área próxima a um igarapé, quase no limite da Terra Indígena Vale do Javari, em Atalaia do Norte, no Amazonas. Duas fontes, uma da Polícia Federal e um indígena, confirmaram a informação à reportagem e disseram que agentes passaram a tarde no local onde estavam os corpos da vítimas dos assassinatos acompanhados de Amarildo da Costa de Oliveira, o “Pelado”. O pescador confessou participação no crime nesta terça-feira (14) à noite, mas seu irmão, Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, negou envolvimento. Ele foi preso ontem. Os dois são moradores da comunidade São Gabriel.

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Por quem a floresta chora

Editorial do ClimaInfo

Em algum lugar da floresta, em alguma dimensão da realidade que infelizmente não é a que vivemos aqui, Bruno e Dom seguem sua jornada de barco. Olhando para o horizonte tomado pelo verde, Bruno matuta sobre como proteger seus amigos indígenas no Vale do Javari. Já Dom rabisca algumas frases em seu caderno para aproveitar depois na redação de seu livro sobre a Amazônia. Dois amigos, que nem um oceano inteiro de distância conseguiu separar, unidos pelo amor à floresta e pela luta em Defesa dos Povos Tradicionais que lá vivem.

A floresta não se desfaz de quem a ama. De alguma maneira, Bruno e Dom seguem com ela, em sua defesa. Abraçados pela natureza que tanto admiraram, agora eles são seres encantados dela, lendas perpétuas das quais os netos dos nossos netos contarão uns para os outros com respeito e assombro. Respeito pelo trabalho e pela luta que deixaram conosco. Assombro pelo fato de a floresta, esse gigante verde, um dia ter sido ameaçada. 

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Nota da Univaja sobre o assassinato de Bruno Pereira e Dominic Phillips

Nota de Combate – entre outras, duas questões constantes da Nota e ausentes da citação inicial feita pela Coiab merecem destaque: o reconhecimento da Univaja ao apoio do 8º Batalhão da PM de Tabatinga (“os únicos a nos tratarem como verdadeiros parceiros na busca, valorizando o nosso conhecimento e a nossa sabedoria”) e sua justa preocupação quanto ao que acontecerá após a saída das forças armadas e da imprensa de Atalaia do Norte: “O que acontecerá conosco?”

Postada por Coiab Amazonia

“Nos solidarizamos com as famílias de Bruno e Dom, nossos parceiros, expressando o nosso pesar e profunda tristeza diante dessa perda. Para nós, povos indígenas do Vale do Javari, é uma perda inestimável.

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Organizações indígenas e indigenistas denunciam a escalada da violência e a negligência do Estado brasileiro na 50ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Nesta sessão, estão previstas pelos menos cinco contribuições ao Conselho; o evento iniciou na última segunda-feira, 13 de junho, e se entende até 08 de julho, deste ano

No Cimi

Lideranças indígenas do Brasil tornam a denunciar ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (CHD/ONU), durante a 50ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), a escalada de violência enfrentada pelos povos originárias em seus territórios, o aumento das invasões e das ameaças contra defensores de direitos humanos no Brasil. A negligência do Estado brasileiro também será denunciada neste  evento, que iniciou nesta segunda-feira, 13, e se estende até o dia 8 de julho deste ano, em Genebra, na Suíça.

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