No TaquiPraTi
E o tempo corre… Quem parte leva a sua memória,
o seu modo de ser rio, de ser ave, de ser adeus…
México. Rosário Castellanos (1925-1974).
Parece que a velhice é isso: um doloroso pacto com a solidão, como escreveu Gabriel Garcia Márquez. A gente vai aos poucos se despedindo das pessoas que nos cercam até chegar a infinita e suprema solidão: é a nossa vez de ir embora. Só mesmo o ocaso da infância me faria mudar o tema da crônica de hoje programada para criticar esse governo que agride a democracia e os povos indígenas. Então, peço licença para dar adeus a alguém que partiu.
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