O Amazonas fica longe demais. Por Lúcio Flávio Pinto

Na Amazônia Real

É impossível não chorar acompanhando as cenas de morte de pessoas internadas por causa da covid-19 nos hospitais de Manaus. Elas morrem asfixiadas, em grande sofrimento. É como se estivessem sendo mortas em um dos campos de extermínio montados pelos nazistas na Alemanha para acabar com o povo judeu e eliminar seus inimigos.

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PGR determina apuração sobre omissão dos governos do Amazonas e de Manaus e do Ministério da Saúde no combate à covid

Manaus enfrenta crise causada por falta de oxigênio. Augusto Aras também solicitou aos procuradores de Justiça providências no âmbito local

O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou neste sábado (16) abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar eventual omissão do governador do estado do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e da Prefeitura de Manaus quanto à adoção das medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia de covid-19, especialmente no tocante ao fornecimento de oxigênio medicinal.

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Manaus: quem não chora na hora da partida? Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Adeus Manaus, está chegando a hora da partida. Adeus, Manaus, o nosso adeus será por toda a vida”.  (Waldick Soriano, 1963)

Entre um e outro gole de cachaça na taberna do Jaime Mãozinha, na praça Bandeira Branca, Pedro Eloy costumava narrar às terças-feiras, dia de novena, as atrocidades que viveu na Itália durante a 2ª Guerra Mundial. O distinto público do bairro revivia os combates na neve, as granadas arremessadas por alemães, os gritos de dor, os corpos voando pelos ares com a explosão de minas terrestres, os bombardeios, os cadáveres enterrados nas trincheiras cavadas no chão, a fome, o frio, a solidão. Incorporado ao 6º Regimento de Infantaria, ele foi um dos 25.445 expedicionários brasileiros, muitos mortos em combate, outros feridos e mutilados para sempre.

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Falta de oxigênio em Manaus: “É desumano pedir 6 mil reais num cilindro”

Na corrida contra o tempo para salvar familiares com Covid-19, manauaras relatam abuso nos preços e desespero para juntar dinheiro em meio ao colapso da saúde

Por Thiago Domenici, da Agência Pública

Enquanto mais de 50 países já iniciaram a vacinação contra a Covid-19, o Brasil vê pacientes em Manaus perderem a vida asfixiados por falta do elemento mais essencial da sobrevivência humana, o oxigênio. 

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Carta ao Presidente Rodrigo Maia: é hora de instalar o “impeachment” do genocida, em nome da vida e da lei. Por Tarso Genro

No Sul21

Caro Presidente da Câmara Federal: dirijo-me publicamente ao Sr., com as considerações abaixo, em face da tragédia nacional que nos assola e que exige, mesmo com divergências de fundo que existem entre homens públicos dentro da democracia, um entendimento comum sobre coragem, determinação e compromisso, com a vida e a Constituição da República. Creio que o sr. lerá esta Carta com certa ironia e algum ceticismo, mas não posso perder a oportunidade de tentar interferir na sua consciência, para apostar no Brasil, contra a resignação e a omissão.

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Manaus de hoje pode ser Brasil de amanhã

De Manaus, Ennio Candotti, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, fala ao TUTAMÉIA

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena

“A situação é trágica. É uma oportunidade para pensar se hoje somos o Brasil de amanhã. As origens dessa tragédia têm nomes e sobrenomes. Têm culpados, têm responsabilidades: Pazzuello, o presidente Bolsonaro e seus quatro valetes. A batalha de Manaus é provavelmente uma das decisivas. Dependerá da nossa capacidade de mobilização para dizer: O Brasil é Manaus! Vamos defender oxigênio para todos. E, com isso, chegar às últimas consequências, no Congresso Nacional, no STF, nas instituições que possam nos ajudar a evitar o colapso mais amplo. Enquanto esse grupo não for retirado das posições de poder vai continuar e vai se espalhar. Isso é o que deve ficar claro com o exemplo de Manaus. Não imaginem que Manaus ficará em Manaus”.

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Manaus é Brasil. Abaixo o governo da morte! Por Francisco Foot Hardman

No A Terra é Redonda

Quanto mais querem esperar para agir a “elite pensante”, os “contrapesos” de nossa democracia falida?

E novamente de Manaus chegam as notícias mais trágicas. A capital mais populosa de nossa Amazônia, que vem sendo destruída aceleradamente pelos celerados do Planalto, agora, de novo, passados poucos meses, torna-se o epicentro da tragédia nacional. Não vale contar os mortos, que viram estatística vazia diante do desgoverno Bolsonaro, que não é só “bagunça” como bem referiu-se a ele a jornalista Helena Chagas; é governo empenhado, sim, na destruição da vida em todas as suas manifestações – economia, meio ambiente, educação, relações internacionais, arte e cultura e, mais do que nunca, saúde pública.

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PFDC homologa TAC que prevê pagamento de mais de R$ 36 milhões pela empresa Volkswagen

Para Carlos Alberto Vilhena, caso abre caminho para futuras responsabilizações de empresas que colaboraram para violações de direitos humanos no período da ditadura

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) – órgão do Ministério Público Federal (MPF) – homologou, nesta sexta-feira (15), a promoção de arquivamento do inquérito civil que apura a participação da Volkswagen do Brasil em violações aos direitos humanos no regime ditatorial. Com a decisão, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado mantém o dia 21 de janeiro como data prevista para o início das obrigações acordadas pela empresa, que envolvem o pagamento de R$ 36,3 milhões. O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, ressaltou na decisão que o conjunto probatório produzido em cinco anos é bastante satisfatório, o que permitiu “concluir pela existência de um cenário de persistente e consistente colaboração ativa da Volkswagen com o regime militar”.

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Brasil: não é incompetência, é plano. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Quem acompanha a carreira do homem que hoje está na presidência do Brasil sabe: ele é isso aí. Durante toda sua medíocre vida parlamentar ele esteve ancorado na ignorância, no ódio, na intolerância, na sede de sangue. Não é sem razão que seu ídolo maior é um dos mais nefastos torturadores da ditadura militar. Falando sobre a ditadura ele afirmava: “Matou só 30 mil, tinha que ter matado mais”, ou “Não devi a ter só torturado, tinha que ter matado”. Tirando isso, tema que domina com maestria, sobre o demais é sempre uma ladainha de burrice e preconceito. Seu mundo é tão pequeno que suas ideias sobre ele caberiam em algumas linhas de papel. É o receptáculo perfeito para servir de gerente sem alma do capital. Por isso, quando sua presença foi ganhando corpo em uma camada igualmente ignorante da população, ele passou a ser notado pela elite dominante no país. 

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