Linguagem revolucionária, instrumento de luta. Por Gilvander Moreira*

Assim como ninguém é neutro e nem apolítico, a linguagem também não é neutra. Assim, precisamos estar atentos/as na escolha das palavras que usamos, pois, muitas vezes, sem perceber, podemos usar uma linguagem que atende aos interesses dos opressores. Se estivéssemos em uma sociedade com relações sociais justas e igualitárias, todas as pessoas poderiam amar todos/as da mesma forma, ser educado/a e solidário/a do mesmo jeito, indistintamente. Entretanto, estamos em uma sociedade com relações sociais injustas, que reproduzem e ampliam cotidianamente a desigualdade social. Em uma sociedade marcada pelo antagonismo entre classes divididas, onde uma domina e a outra trabalha, entre uma que superexplora e se enriquece e outra, que é expropriada de tudo, fica cada vez mais empobrecida e, muitas vezes, quem desrespeita, oprime, explora e violenta é o mesmo que formula e implementa socialmente pela ideologia dominante os pretensos valores que todos/as são induzidos a seguir. É comum observarmos quando os explorados se unem, se irmanam e, de forma organizada, lutam pelos seus direitos serem chamados de “violentos”, de “arruaceiros”, de “foras da lei”.

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STF determina retirada de não indígenas de território Tapirapé (MT); presidência da CDHM atuou no caso

No dia 21 de fevereiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, confirmou a decisão dada pelo ministro Dias Toffoli, e suspendeu a liminar que impedia a retirada de não-índios da Terra Indígena Urubu Branco, no Mato Grosso. Grileiros também vivem na área e a presença deles, segundo o procurador-geral da República, Augusto Aras, aumentaria o risco de conflitos violentos. Aras foi autor do pedido no STF.

por Pedro Calvi / CDHM

De acordo com Aras, o grupo de não-indígenas que ocupa a área é amparado por medidas judiciais, alguns já teriam sido indenizados e retirados, mas que voltam à terra indígena. São pessoas que praticam vários ilícitos que estariam comprovados em autos de infração ambientais e investigações.

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Cheia no Acre: “Nem os antigos viram uma enchente como essa”, diz indígena

Isak Rui, do povo Huni Kui, relata casos de desabrigados e aponta falta de apoio oficial: “alimentação não chega”

Brasil de Fato

Os rios do Acre passam por uma cheia histórica, e que deixaram, desde a segunda quinzena de fevereiro, mais de 130 mil pessoas desabrigadas em 10 dos 22 municípios do estado, que está desde o dia 16 sob “estado de calamidade” decretado pelo governo local. As enchentes afetam gravemente indígenas e ribeirinhos, que vem perdendo toda a sua produção.

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Brasil sofre nova denúncia à Corte Interamericana por morte de defensor de Direitos Humanos

Por Klebson Reis e Juliana Gomes Antonangelo, em Ibepac

Em 2019, ao menos 23 ativistas de direitos humanos foram assassinados no Brasil.  Isso coloca o país na 4ª posição entre os países mais violentos para quem atua na defesa desses direitos. Por outro lado, a criação de “verdades paralelas” criadas pelas Autoridades Estatais, através do (in) devido processo legal, com atos produzidos sob a aparência de respeitar o direito de defesa, foi uma constante na perseguição de ativistas de direitos humanos.

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Por um feminismo para os 99%: Boitempo promove debates internacionais e curso sobre feminismo negro

Curso “Introdução ao pensamento feminista negro” conta com seis aulas e explora as obras de autoras como Angela Davis, Audre Lorde, bell hooks, Michelle Alexander, Sueli Carneiro e Conceição Evaristo. Intitulado “Por um feminismo para os 99%”, o ciclo de debates conta com a participação de nomes como Judith Butler, Patricia Hill Collins, Preta Ferreira, Silvia Federici e Sonia Guajajara.

Blog da Boitempo

De 8 de março a 12 de abril de 2021, a Boitempo realiza o curso Introdução ao pensamento feminista negro e o ciclo de debates internacional Por um feminismo para os 99%. Viabilizada pela Lei Aldir Blanc, a programação conta com 24 pensadoras e ativistas de 5 nacionalidades diferentes. Todas as atividades são gratuitas e sem necessidade de inscrição prévia, inserindo-se no histórico de eventos internacionais promovidos pela editora ao longo de seus mais de 25 anos.

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Covid: a gravidade da cepa encontrada no Amazonas

Além de mais transmissível, a P.1 dribla os anticorpos produzidos por quem já foi infectado pela doença. E pode estar presente em todo o país. E mais: depois de sabotar vacinação, Bolsonaro e Guedes tramam entregá-la a mega-empresas

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

MAIS TRANSMISSÕES E REINFECÇÕES

Desde que a capital do Amazonas entrou novamente colapso, vários especialistas vinham levantando possíveis causas para a catástrofe: a nova cepa possivelmente era mais contagiosa e capaz de gerar mais reinfecções. Agora, pela primeira vez, um estudo traz números sobre isso – e são preocupantes. Os pesquisadores calcularam que a P.1 pode ser de 1,4 a 2,2 vezes mais transmissível, e ainda que consegue driblar o sistema imune em algo entre 25% e 61% das pessoas previamente contaminadas pelo SARS-CoV-2. Esse seria, portanto, o percentual de indivíduos propensos a se reinfectarem com a nova variante. Os cientistas mostraram ainda que a nova cepa levou apenas sete semanas para se tornar dominante em Manaus. 

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A todas as mulheres habitantes das margens

Sob Bolsonaro, país continua em modo pesadelo, após virada do ano. Há viés patriarcal na tragédia: desmonte de serviços públicos visa também  redomesticar mundo feminino. Saídas estão entre as que, ameaçadas, resistem à subalternidade

por CFEMEA

Iniciamos a coluna Baderna Feminista deste ano em alerta, resistindo e denunciando a forma como o bolsonarismo segue operando uma necropolítica1 e seus impactos na vida de nós mulheres.

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Missões fundamentalistas: um dos pilares do etnocídio indígena no Brasil. Entrevista especial com Felipe Milanez

Trabalho missionário fundamentalista é disfarçado de atividade humanitária para converter indígenas, diz o pesquisador

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

As conversas informais do jornalista Felipe Milanez com sertanistas quando atuava como editor da revista Brasil Indígena, da Funai, em 2006, o levaram a investigar a atuação de missões religiosas em comunidades indígenas, em especial aquelas promovidas pelas agências missionárias evangélicas pentecostais. Segundo ele, essas instituições, financiadas por Igrejas de diferentes denominações, como batista, metodista e presbiteriana, são “um dos pilares do etnocídio dos povos indígenas no Brasil”.

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Sojeira brasileira proíbe empregados paraguaios de falar guarani

Em áudio de WhatsApp, a fazendeira Janice Neukamp Haverroth disse que quem insistisse seria demitido e se tornou notícia nacional; depois, pediu desculpas; população local protestou e autoridades do Paraguai repudiaram a atitude

Por Luís Indriunas, em De Olho nos Ruralistas

A sojeira brasileira Janice Neukamp Haverroth, proprietária de terras em Colônia Luz Bella de Guayaibí, no departamento de São Pedro, na parte oriental do Paraguai, proibiu seus funcionários de falar guarani, um dos idiomas oficiais do país.

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NOTA PÚBLICA – Mais de 650 pessoas podem perder suas casas em plena pandemia da Covid-19 por decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso

CPT

O Fórum de Direitos Humanos e da Terra (FDHT) e a Comissão Pastoral da Terra no Mato Grosso (CPT/MT) vem denunciar e cobrar providências quanto à situação de despejo das mais de 200 famílias na Gleba Xavantinho, situada no município de Porto Alegre do Norte, região do Araguaia (MT). São mais de 650 pessoas, sendo 100 crianças e 50 idosos, que já foram notificadas para deixarem suas casas e tudo mais que construíram em uma vida de trabalho. A disputa se dá por uma área de 50.973 hectares, entre as margens esquerda do Rio Xavantinho e a margem direita do Rio Tapirapé. A área, além de incidir sobre terras das famílias camponesas, que nela vivem e trabalham há 40 anos, incide também sobre área da Reserva Indígena Krenrehé. Confira a Nota Pública:

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