Para o médico, se a vacina não chegar efetivamente em todo mundo, se não forem construídas alianças geopolíticas e preservação ambiental, a humanidade viverá entre endemias, epidemias e pandemias
Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line
Enquanto alguns países mais ricos compram muito mais vacinas para frear a Covid-19 do que precisam, em outros mais pobres os imunizantes sequer chegaram. Para o médico Paulo Buss, essa lógica mantém todos reféns do novo coronavírus. “Se a vacina não for distribuída equitativamente, se não houver controle da pandemia em todos os lugares de forma equilibrada, enquanto tivermos focos do vírus o mundo continuará sendo ameaçado”, detalha, em entrevista concedida via mensagens de WhatsApp à IHU On-Line. E mais do que isso: ele sugere a emergência do que chama de uma Diplomacia da Saúde, uma ampla solidariedade não só para o desenvolvimento e criação de vacinas. “Significaria a distribuição e o acesso racional das vacinas segundo a gravidade da pandemia no mundo, segundo o equilíbrio que deveríamos ter para conter a epidemia em alguns lugares, eliminar em outros”, explica.
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