Desmatamento na Terra Indígena Cachoeira Seca (PA) explode após retirada de base de fiscalização

1,7 mil hectares foram desmatados entre setembro e dezembro; Decisão da Justiça para realizar desintrusão da área vence em maio, mas governo ainda não recebeu orçamento da Funai

Por Isabel Harari,  ISA

“A nossa área virou um balcão de negócios. Todo mundo vive da nossa área, do roubo de madeira, da venda de terra, e da pesquisa de ouro”, diz o cacique Mobu Odo Arara, da Terra Indígena Cachoeira Seca (PA). Em apenas quatro meses, entre setembro e dezembro de 2020, mais de 1,7 mil hectares foram desmatados na TI, a terceira mais desmatada na bacia do Xingu em 2020. Essa taxa, quase quatro vezes maior do que o total desmatado nos oito primeiros meses do ano, coincide com a retirada de uma base de fiscalização do Ibama na região.

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Inquérito sobre incêndio em Alter do Chão (PA) é arquivado sem apontar responsáveis

Crime, ocorrido em 2019, devastou 1,2 mil hectares de floresta. Prefeito de Santarém diz que área é alvo de grileiros

Por Catarina Barbosa, em Brasil de Fato

A Justiça Federal arquivou o inquérito da Polícia Federal (PF) que investigou as causas de incêndio ocorrido no distrito de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, em setembro de 2019. O arquivamento se deu pela impossibilidade de determinação da autoria do crime e foi pedido pelo Ministério Público Federal (MPF), em consenso com a PF.

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Nota Pública: Homens armados ameaçam famílias na comunidade tradicional Tauá, em Barra do Ouro – TO

CPT

A Comissão Pastoral da Terra – Regional Tocantins divulga nota pública denunciando mais ameaças e violações por parte de pistoleiros contra famílias da comunidade tradicional Tauá, no município de Barra do Ouro (TO). Em típica ação de grilagem, o empresário Emílio Binotto, pretenso proprietário da área em questão, tem usado artifícios violentos para impedir as famílias tradicionais de regularizarem suas terras. Leia na íntegra: 

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Com luto e revolta, indígenas relatam assassinato de Isaac Tembé à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará

Comitiva ouviu relatos do povo Tembé na Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará, sobre o assassinato de jovem de 24 anos ocorrido no dia 12 de fevereiro

por Claudemir Monteiro, em Cimi

Revolta, luto e luta. Assim manifestaram-se os Tembé no dia 16 de fevereiro na Aldeia São Pedro, Terra Indigena (TI) Alto Rio Guamá, no Pará, para receber a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia legislativa do Estado do Pará (Alepa), presidida pelo deputado estadual Carlos Bordalo (PT), em diligência ao território após o brutal assassinato do indígena Isaac Tembé, de 24 anos, morto por policiais militares no dia 12 de fevereiro.

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A hora mais sombria da pandemia no Brasil

Por Raquel Torres, em Outra Saúde

HORA MAIS SOMBRIA

O Brasil completou ontem 32 dias seguidos com média de mortes acima de mil, o período mais longo de toda a pandemia. O marco anterior – de 31 dias – havia sido registrado entre 3 de julho e 2 de agosto. O mês já havia registrado outro triste recorde: o dia mais mortal da crise sanitária, com 1.105 óbitos em 14 de fevereiro. E certamente vai terminar com a ultrapassagem de mais uma barreira: a das 250 mil mortes. De acordo com a última contagem, o país tinha acumulado mais de 246 mil vidas perdidas para a covid-19. 

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“Barões evangélicos apoiam governo que explora os pobres”

Ronilso Pacheco, da Comunidade Batista de São Gonçalo, afirma que política e religião sempre se misturam, mas que é “melhor fazer opção que contribua para os direitos humanos”.

Por Bruno Lupion, na DW

As igrejas evangélicas poderosas, que dispõem de presença na mídia e influência política , são hoje parceiras de um projeto “ultraconservador” do governo Jair Bolsonaro, que nega direitos e explora a fé dos mais pobres. Os “barões da fé”, porém, não representam a totalidade do público evangélico, e parte desses fiéis adota no seu cotidiano práticas de acolhimento e respeito das diferenças, na opinião do teólogo Ronilso Pacheco.

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Quem prenderá os generais? Por Manuel Domingos Neto e Roberto Amaral

Na Carta Campinas

Visitávamos Wanderley Guilherme dos Santos em meados de 2018. Ao saber que generais articulavam a campanha eleitoral de Bolsonaro, inclusive com envolvimento da “família militar”, Wanderley disse que daria voz de prisão se um deles lhe falasse algo neste sentido.

A lembrança nos ocorre quando o general Villas Bôas confirma, em depoimento colhido por Celso Castro (FGV), que, apoiado no Alto Comando do Exército, constrangeu o STF e afastou o candidato favorito.

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Curumim: o Anjo da História. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

– Professor, eu posso fazer a prova só com charges?

A pergunta inusitada me deixou engasgado. Estávamos numa sala de aula do velho ICHL em 1978. Era a avaliação final na disciplina História da Cultura e dos Meios de Comunicação. A questão formulada pedia que alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas desenvolvessem o tema sobre a indústria cultural e seus efeitos sobre a cultura popular regional, tendo duas referências: os teóricos da Escola de Frankfurt e, para a realidade local, “O Complexo da Amazônia” de Djalma Batista, autor que os alunos haviam entrevistado.

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Parado há 10 anos, recurso sobre Lei de Anistia ganha novo relator no STF. Por Juliana Dal Piva

No Uol

Há uma década o MPF (Ministério Público Federal) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) aguardam o julgamento de embargos declaratórios na ação proposta pela Ordem que discutiu a legalidade da Lei de Anistia. O caso estava com o ministro Luiz Fux até o fim de janeiro, mas foi redistribuído recentemente para o ministro Dias Toffoli porque Fux assumiu a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal).

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RO: Servidores da saúde são escoltados pela polícia para levar vacinas da Covid-19 em aldeia Uru-Eu-Wau-Wau. Grileiros impediam a passagem

Na Folha de Vilhena

Servidores da saúde indígena precisaram contar com escolta policial para realizar a vacinação em uma aldeia do povo Uru-Eu-Wau-Wau em Campo Novo de Rondônia (RO), nesta semana. Uma barreira formada por grileiros de terra impedia a passagem da equipe de saúde, que levava as vacinas e suprimentos.

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