Para os especialistas, “não há saída sem acesso justo e rápido”. Guterres (ONU) apela aos grandes nomes do mundo.
Por Giulia Belardelli, do Huffington Post, no IHU
Tradução: Luisa Rabolini
“Apenas 10 países administraram 75% de todas as vacinas Covid. Mais de 130 países não receberam uma única dose. Pessoas atingidas por conflitos e insegurança são deixadas para trás. Todos, em todos os lugares, devem ser vacinados o mais rápido possível”. Com essas palavras, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, denunciou os desenvolvimentos “enormemente desiguais e injustos” da campanha de vacinação no mundo, desejando a criação de “um plano global de vacinação que reúna todos os que possuem o poder, as competências e as capacidades de produção exigidas”. Guterres prometeu “mobilizar todo o sistema das Nações Unidas na defesa desse esforço”, o que, no entanto, requer a vontade política dos grandes do mundo para decolar. A questão da equidade no acesso à vacina – definida pelo líder da ONU como “o maior teste moral aos olhos da comunidade global – chega assim às mesas virtuais do G7 e do G20 sob a presidência italiana.
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