Amazonas. Adeus a 10 mil vidas. ‘Há superávit de mortes e déficit de cruzes prontas’

Por Ivânia Vieira, no IHU

“A população amazonense, em meio a acordos criminosos, se tornou refém da farra em experimentos de kit-precoce, sob as bênçãos de determinados pastores que louvam a morte enquanto contam as moedas do sacrifício”, escreve Ivânia Vieira, jornalista, professora da Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), doutora em Comunicação, articulista no jornal A Crítica de Manaus, co-fundadora do Fórum de Mulheres Afroameríndias e Caribenhas e do Movimento de Mulheres Solidárias do Amazonas (Musas).

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Militares já ocupam quase 60% das coordenações regionais da Funai na Amazônia Legal

Para coordenador da Apib, militarização do órgão “reaviva ideologia da ditadura” e prejudica processos de demarcação

Daniel Giovanaz, Brasil de Fato

Das 24 coordenações regionais da Fundação Nacional do Índio (Funai) na Amazônia Legal, 14 são lideradas por militares. Os cargos são ocupados por quatro capitães, quatro tenentes, um tenente-coronel, um paraquedista e quatro fuzileiros navais – um deles da reserva.

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Colapso da saúde em Manaus revela crises sistêmicas e históricas no coração do Amazonas. Entrevista especial com Wilton Abrahim

Jovem professor traz seu relato de décadas de desassistência, falta de políticas públicas e um clientelismo político que só favorece uma elite local que, na pandemia, se revelou ainda mais desumana

Por Ricardo Machado, no IHU

A Amazônia é tida por muitos como o pulmão do mundo, está sempre nos noticiários nacionais e internacionais – especialmente nesses tempos de desmonte das políticas ambientais – mas pouco se sabe sobre as pessoas que vivem no estado do Amazonas, especialmente na cidade de Manaus. É o que revela o relato do jovem professor Wilton Abrahim. Incrustada no meio da floresta, a cidade concentra desigualdades e muita pobreza, num cenário ainda agravado pela distância geográfica de outros centros e pela dificuldade de acesso. “A fome sempre esteve presente em nossas vidas. Na cidade de Manaus, antes mesmo da pandemia víamos homens, mulheres e crianças nos ônibus, nas esquinas, nas paradas de transportes coletivos, em uma situação muito degradante, sempre pedindo comida ou algum trocado”, conta Wilton em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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“Uma guerra sem sentido e suicida”: Relatório da ONU destaca destruição do meio ambiente

ClimaInfo

A humanidade está travando uma guerra “sem sentido e suicida” contra a natureza, o que está causando sofrimento humano e enormes perdas econômicas e acelerando a destruição da vida na Terra, alertou ontem (18/2) o secretário-geral da ONU, António Guterres. O comentário foi feito durante o lançamento de um novo relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), que destrinchou a emergência tripla que vive o planeta: a crise climática, a devastação da vida selvagem e a poluição do ar.

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Sob pressão internacional, empresas e cientistas brasileiros buscam caminhos para reforçar proteção ambiental

ClimaInfo

A escalada da destruição ambiental nos últimos anos colocou o Brasil em uma situação delicada na arena internacional, atingindo em cheio a competitividade internacional dos produtos Made in Brazil. Com a lentidão (e, em muitos momentos, a falta de disposição) do governo federal em reverter o mau-humor global com o Brasil, pesquisadores e empresários brasileiros foram forçados a “sair das cordas” e reagir para resgatar o comércio exterior do país.

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Cautelosos, Brasil e EUA conversam sobre meio ambiente e clima

ClimaInfo

Depois de quase um mês na Casa Branca, o governo Biden ensaia uma cuidadosa aproximação com a gestão Bolsonaro no Brasil, com vistas a aliviar as tensões políticas entre os dois presidentes causadas pela destruição ambiental na Amazônia. O primeiro esforço nesse sentido aconteceu na 4ª feira (17/2), com uma videoconferência entre Ernesto Araújo, Ricardo Salles e o enviado especial de Biden para o clima, John Kerry.

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Covid-19: Por que há missionários que não querem vacina para indígenas?

Missões evangélicas que atuam em terras indígenas da Amazônia promovem atitudes antivacina em pleno auge da pandemia de Covid-19. Após décadas de controle do atendimento sanitário, utilizado como barganha para a evangelização, missionários enxergam nas agências de saúde pública um concorrente que ameaça seu monopólio. A situação se agrava em terras indígenas no entorno de povos em situação de isolamento: nelas, igrejas recrutam ‘mateiros’ indígenas usados em expedições ilegais de contato com índios isolados, em um contínuo esforço por ampliar a abrangência da missão.

Miguel Aparicio*, no Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Isolados e de Recente Contato – OPI

As notícias dramáticas sobre a infecção por Covid -19 invadem nossas vidas há quase um ano. Ao início, contávamos um por um os dias de confinamento acreditando que a pandemia seria superada em poucos meses. Não foi assim, a tragédia brasileira já arrancou centenas de milhares de vidas e o contágio continua em ritmo vertiginoso. Diante do caos, as vacinas surgiram como uma luz no fim do túnel, e o Brasil soube priorizar a proteção dos mais vulneráveis – idosos, profissionais de saúde e indígenas. Sim, depois de mais de 500 anos de disseminação de epidemias que assolaram inúmeras vidas indígenas, nosso país promoveu o acesso preferencial desses povos à linha de frente da imunização. Porém, ainda cometeu o grave erro de excluir da prioridade aos indígenas “não aldeados” – uma discriminação injustificada que desconhece que os povos ameríndios sempre promoveram amplas redes de circulação e intercâmbio, que atualmente operam num constante fluxo entre aldeias e cidades. Como disse Inácio Banawá, “terra de índio é para branco não entrar, não é para índio não sair”. O governo, ainda com uma concepção anacrônica que pensa as terras indígenas como ‘reservas’, segregou com essa medida mais de 40% da população indígena do país.

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Os fugitivos do capital. Por Elaine Tavares

Em Palavras Insurgentes

A cena de um grupo de haitianos/venezuelanos/brasileiros tentando cruzar a fronteira do Peru, desde o Acre, é de partir o coração. Dezenas deles, que não encontrando formas de sobreviver no Brasil, decidem partir para outro ponto do globo, sendo impedidos, barrados, escorraçados. Seu destino parece ser a fuga permanente. Os haitianos, maioria no grupo, saíram do Haiti, onde desde há décadas o império estadunidense estende seus tentáculos, seja nas ditaduras sanguinárias, seja nos golpes disfarçados – como a tal ajuda humanitária com os cascos azuis – seja em mais uma tentativa de perpetuação no poder, como é o caso agora do último presidente, Jovenel Moïse. O Haiti é uma ferida aberta de tormentos e dores. E por isso os jovens fogem de lá, buscando um espaço para viver em paz. Mas, ao que parece, por mais que se desloquem, não encontram guarida.  

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Conhecedoras tradicionais realizam ação solidária de combate à covid-19 em São Gabriel da Cachoeira

Na Foirn

Os remédios tradicionais indígenas estão sendo usados, desde o início da pandemia, no combate à Covid-19 no Alto Rio Negro. Nesta segunda onda da crise em saúde, em ação solidária apoiada pela Foirn, conhecedoras tradicionais indígenas estão preparando chás e doando às pessoas em tratamento na Unidade de Atendimento Primário Indígena (Uapi/Dsei/SGC).

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A ‘surpresa’ do Ministério da Saúde com a piora da pandemia

por Raquel Torres, no Outra Saúde

QUEM PODERIA IMAGINAR?

O Ministério da Saúde pediu a liberação de créditos extraordinários, que não entram no teto de gastos, para lidar com a pandemia. Precisar de dinheiro, precisa. Mas tem um problema: a Constitução só permite esse tipo de recurso em casos urgentes e imprevisíveis, enquanto os previsíveis devem estar no orçamento. Então a pasta alegou em seu pedido (obtido pela Folha) que o avanço da covid-19 no país este ano era “incerto” até o fim do ano passado. A visão foi sustentada por dois argumentos: o de que havia “perspectiva de imunização” da população e o de que o número de mortes estava caindo.

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