Redes bolsonaristas seguem na defesa de Jair, mas não furaram a bolha, aponta análise

Repercussão ficou restrita aos grupos de direita e esquerda, mas tese bolsonarista de perseguição segue forte

Por Laura Scofield | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Apesar do debate sobre o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) ter sido intenso no WhatsApp e no Telegram, ele “não furou a bolha”, aponta estudo feito pela Palver, empresa especializada em análise de trends nas redes sociais. A pedido da Agência Pública, a Palver avaliou que, no auge da discussão nos grupos, o julgamento foi abordado em cerca de 2 mil mensagens a cada 100 mil em um universo de 100 mil grupos no WhatsApp e 5 mil grupos no Telegram. A Palver analisou os termos a partir da busca por palavras-chave – como Bolsonaro, STF, Supremo, Golpe, Moraes e Gonet – entre os dias 29 de agosto e 3 de setembro. Continue lendo “Redes bolsonaristas seguem na defesa de Jair, mas não furaram a bolha, aponta análise”

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“O que realmente me choca hoje não é tanto o silêncio dos políticos, mas o de acadêmicos, intelectuais e jornalistas”. Entrevista com Ilan Pappé

IHU

Quando pergunto o que está escrevendo, ele ri e diz que já escreveu 27 livros e agora está descansando. Ilan Pappé parece relaxado no amplo salão e biblioteca da Pousada Literária, localizada no centro colonial de Paraty, onde está hospedado com outros convidados ilustres da 23ª edição da FLIP, a Festa Literária Internacional da cidade, um dos encontros literários mais importantes do Brasil, realizado no final de julho e início de agosto na pequena cidade litorânea localizada entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Continue lendo ““O que realmente me choca hoje não é tanto o silêncio dos políticos, mas o de acadêmicos, intelectuais e jornalistas”. Entrevista com Ilan Pappé”

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Pandemia de Covid-19: o julgamento que Jair Bolsonaro não enfrentou

Réu no STF, ex-presidente segue impune por crimes da pandemia graças a ‘blindagem’ de ex-procurador-geral da República

Por Rafael Oliveira, em Agência Pública

Foram 693.853 mortos. Esse era o número de vítimas fatais da pandemia de Covid-19 no Brasil em 31 de dezembro de 2022, último dia do governo de Jair Bolsonaro (PL). Se os planos golpistas do ex-presidente o levaram para o banco dos réus do Supremo Tribunal Federal (STF), o mesmo não pode se dizer de seu comportamento negacionista durante a maior tragédia sanitária do século. Continue lendo “Pandemia de Covid-19: o julgamento que Jair Bolsonaro não enfrentou”

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Por que qualquer anistia para golpistas é inconstitucional. Por Lenio Luiz Streck

ConJur

O Parlamento quer criar uma crise institucional. Visivelmente. Uma crise se cria quando, deliberadamente, um Parlamento aprova uma lei que sabe de antemão ser inconstitucional e, assim, proporcionar um desgaste ao Supremo Tribunal encarregado da fiscalização da constitucionalidade das leis. Continue lendo “Por que qualquer anistia para golpistas é inconstitucional. Por Lenio Luiz Streck”

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O tema Escravidão Contemporânea não deveria estar em sala de aula?

Por Carlos Eduardo Gonçalves Wekid*, em CPT

Um resgate de agricultores em situação de trabalho análogo ao de escravo é noticiado no telejornal. Por alguns segundos, quem assiste ao programa se choca com a notícia, vê imagens da reportagem, apieda-se dos resgatados e se conscientiza da existência da escravidão, conforme anunciado. Nesses mesmos segundos, surpreende-se com o número de resgatados, sem saber que esses registros farão parte das estatísticas no ano seguinte e sem saber o que, de fato, caracteriza trabalho análogo ao de escravo. Continue lendo “O tema Escravidão Contemporânea não deveria estar em sala de aula?”

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Do morango sem amor à jabuticaba que irradia alegria

Há frutas de “gula digital”. As envenenadas pelo agro. Aquelas que não dão em pé, somente nas embalagens de ultraprocessados. E as nativas, que novas gerações desconhecem, mas resistem: nutrem memórias, afetos e outro modelo de sociedade

Por Suzana Prizendt, em Outras Palavras

Em homenagem a Ana Maria Salomão Prizendt (30/11/39 – 15/08/25)

“Jabuticaba não acaba, não
Que eu já botei você no coração”
(Trecho da música “Comida de Jabuti”, coletivo Bichos do Mato)

A antiga mitologia romana disseminou pelo mundo a figura de um deus arqueiro, cujas flechas têm o poder de enfeitiçar as pessoas que atingem. Trata-se do Cupido — cujo equivalente na cultura grega clássica seria Eros. Suas flechadas venenosas podem despertar paixões avassaladoras, muitas vezes envolvidas em conflitos mortais. Não é coincidência que ele seja filho de Vênus, a Deusa do Amor, e também de Marte, o Deus da Guerra. Continue lendo “Do morango sem amor à jabuticaba que irradia alegria”

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O 7 de Setembro pela Soberania

A partir de chamado do Grito dos Excluídos, movimentos articulam manifestações em todo o país, no fim de semana. Atos protestam contra ingerência de Trump e chamam ao Plebiscito Popular. Veja todos os locais e datas da jornada

Outras Palavras

No 7 de setembro deste ano, que marca 203 anos da Independência do Brasil, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o Fórum das Centrais Sindicais e o Grito dos Excluídos, que organizam o Plebiscito Popular por um Brasil mais justo e soberano, realizam manifestações em pelo menos 23 estados (incluindo o Distrito Federal) em defesa da soberania nacional, da taxação dos super-ricos e da redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Continue lendo “O 7 de Setembro pela Soberania”

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Por que rejeitar o ensino à distância em saúde?

Cedendo à pressão de grandes empresas do setor, Ministério da Educação liberou cursos remotos para especialidades como fisioterapia e terapia ocupacional, contrariando evidências básicas. Alega permitir a “inclusão”, mas amplia a precarização das profissões

Por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Assinado em maio pelo presidente Lula, o Decreto 12.456 regulamenta o Ensino a Distância (EaD) no Brasil. Criticado por entidades de classe e especialistas variados de um lado, defendido por lobistas de interesses privados de outro, a medida repercutiu por conta da exclusão dos cursos de direito, medicina, enfermagem, odontologia e psicologia da modalidade. Continue lendo “Por que rejeitar o ensino à distância em saúde?”

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O imperialismo americano em convulsão. Por Ladislau Dowbor

800 bases militares espalhadas pelo mundo. Controle dos fluxos de informação essenciais à economia. Violência e tortura contra os inimigos. Três livros mostram como, ainda assim, o poder dos EUA nunca foi tão decadente e vulnerável

Por Ladislau Dowbor, em Outras Palavras

Cold inhumanity
Burning insanity
(Thomas Hood, The Bridge of Sighs, 18441)

Entender o imperialismo americano moderno envolve juntar diversas dimensões, e vale a pena. Queiramos ou não, os Estados Unidos constituem hoje uma ameaça planetária, com as convulsões e reações extremistas de um império em decadência. Nada como os próprios americanos para apresentar as transformações em curso, e queria aqui apresentar três livros que ajudam muito na compreensão das dinâmicas. Apresento uma breve resenha de cada um, pois são muito complementares em termos de construção de uma visão sistêmica. Continue lendo “O imperialismo americano em convulsão. Por Ladislau Dowbor”

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Pataxó denuncia a organismos internacionais violações de direitos no sul da Bahia, prisão de cacique e Lei do Marco Temporal

Uruba Pataxó e a pesquisadora Márcia F. Camargo, na Europa, apontam que questões ambientais não se dissociam das demarcações e combate às violações de direitos

Por Renato Santana, no Cimi

Uruba Pataxó esteve, nas duas últimas semanas, em uma nova rodada de agendas pela Europa. A vice-cacique da aldeia-mãe Barra Velha segue em seu incansável caminho de denúncia das violações de direitos humanos sofridas pelo povo Pataxó, no sul da Bahia. Uruba percorreu países como a Suécia, conversando com  cientistas, organizações ambientais e povos indígenas do Norte Global. Ela mostrou como a luta pela Terra Indígena está associada às questões climáticas. Além disso, relacionou os ataques sofridos pelos Pataxó, e por todos os povos indígenas, ao colapso ambiental em curso – afinal, à posse e à exploração da terra orbitam os agentes da destruição de biomas habitados e manejados há milênios. São casos de violência extrema, despejos ilegais de retomadas, assassinatos e execuções, ameaças de morte, perseguições por parte de autoridades públicas e a falta de conclusão dos procedimentos de demarcação, onde, para os indígenas, jorra a fonte de todos os males, têm como intenção a subtração de recursos naturais para transformá-los em mercadoria, e configura o desarranjo do Estado brasileiro com as leis internacionais. Continue lendo “Pataxó denuncia a organismos internacionais violações de direitos no sul da Bahia, prisão de cacique e Lei do Marco Temporal”

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