Sou nascida e criada na favela da Maré, na zona norte do Rio. A quantidade de assédio que sofremos na favela pode parecer surpreendente aos olhos dos outros, mas para quem vive no dia a dia, não é.
Já ouvi cantadas grosseiras de todo tipo de homem enquanto voltava pra casa. Mesmo ignorando todas as vezes, não é fácil lidar com isso. A gente aprende a lei da convivência, vivendo mesmo.
Como boa parte das mulheres, penso em reagir, mas acabo seguindo em frente. Não tenho alternativa. Independente do poder armado, o morador sabe que reagir a qualquer coisa desse tipo é burrice. Continue lendo “‘Vivemos na realidade do medo’, diz moradora sobre assédio a mulheres em favela do Rio”









