Após 10 anos, famílias de vítimas dos Crimes de Maio aguardam punições

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Era 15 de maio de 2006, um dia após a celebração do Dia das Mães e um dia antes de dar à luz a filha Bianca, a jovem Ana Paula, de 20 anos, foi assassinada junto com o marido, em Santos, no litoral paulista.

“Ela sentiu vontade de tomar uma vitamina de fruta e não tinha nem leite em casa. Eles [ela e o marido] foram até uma padaria, próxima da minha casa, aberta 24 horas. Eles foram e não voltaram mais. Morreram ela, a Bianca e o marido [Eddie Joey de Oliveira]”, conta a manicure e cabeleireira Vera Lúcia dos Santos, 60 anos, mãe de Ana Paula. Continue lendo “Após 10 anos, famílias de vítimas dos Crimes de Maio aguardam punições”

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Começou: “FPA pede suspensão de reconhecimento de área indígena”. Quem achava seria diferente?

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A Mobilização Nacional Indígena divulgou ontem declarações do presidente da Funai de que, até o fim da semana, assinaria e publicaria todos os relatórios de identificação de Terras Indígenas pendentes: “A minha vontade política é publicar todas as terras no âmbito dos Relatórios Declaratórios. O que tiver eu vou publicar. Vamos correr para fazer as nomeações, publicações e portarias para garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas”. Mas não só. Segundo ele, o Ministro da Justiça teria também prometido a publicação de “seis ou sete” portarias declaratórias até sexta-feira, e outras dez T.I.s estariam “prontas para homologação”, aguardando apenas assinatura da Presidente da República.

Caramba! Em qual planeta vivem/viviam João Pedro Gonçalves da Costa, Eugênio Aragão e Dilma Rousseff? Acreditando-se nas citações do Presidente da Funai, será que algum dos três achava que a nossa lamentável versão do anti-herói de O Senhor dos Anéis, seus patronos e asseclas iriam aguardar até segunda-feira, 16, para educadamente indagar se poderiam tomar posse do espólio?  Continue lendo “Começou: “FPA pede suspensão de reconhecimento de área indígena”. Quem achava seria diferente?”

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Presidente da Funai promete publicar relatórios de demarcação de terras até o fim dessa semana

Assessorica de Comunicação – Mobilização Nacional Indígena

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), João Pedro da Costa Gonçalves, prometeu que, até o fim desta semana, assinaria e publicaria relatórios identificação de Terras Indígenas pendentes no órgão indigenista. “A minha vontade política é publicar todas as terras no âmbito dos Relatórios Declaratórios. O que tiver eu vou publicar. Vamos correr para fazer as nomeações, publicações e portarias para garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas”, afirmou. Na foto, Raoni Metuktire e Ailton Krenak. Continue lendo “Presidente da Funai promete publicar relatórios de demarcação de terras até o fim dessa semana”

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Funai aprova Relatório da T.I. Mato Castelhano, dos Kaingang. Ótimo, mas só havia este?

Combate Racismo Ambiental

O presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa,  aprovou ontem, 10, o Resumo do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação e reconheceu a Terra Indígena Mato Castelhano – Fág Ty Ka, do povo Kaingang, localizada no município de Mato Castelhano, Rio Grande do Sul.

O Relatório tem como autora a antropóloga Marianna Assunção F. Holanda. Pode ser lido no Diário Oficial da União de hoje, 11, clicando AQUI.

Diz ela, na Conclusão e Delimitação:

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No seu provável último dia, Dilma cria Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais

Por Ana Paula Cavalcanti, no Combate Racismo Ambiental

O Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), órgão colegiado de caráter consultivo que fará parte da estrutura do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, foi criado através do decreto Nº 8.750, assinado segunda-feira, 9, por Dilma Rousseff.

Publicado no Diário Oficial da União de ontem (10), o CNPCT terá, entre outras, as seguintes competências: Continue lendo “No seu provável último dia, Dilma cria Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais”

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MPF/PI pede paralisação das obras da Transnordestina por violação aos direitos dos quilombolas

O pedido se refere ao trecho localizado entre as cidades de Trindade (PE) e Eliseu Martins (PI)

MPF/PI

O Ministério Público Federal no Piauí (MPF/PI) solicitou à Justiça Federal, por meio de ação civil pública com pedido de liminar, a suspensão da licença de instalação e a paralisação das obras da Ferrovia Transnordestina, no trecho localizado entre as cidades de Trindade (PE) e Eliseu Martins (PI), por violação aos direitos da Comunidade Quilombola de Contente, localizada no município de Paulistana (PI). Continue lendo “MPF/PI pede paralisação das obras da Transnordestina por violação aos direitos dos quilombolas”

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Procurador é premiado duplamente, por atuação constitucional em defesa das comunidades e da cidadania

Combate Racismo Ambiental

Notícia para deixar a gente feliz, em meio a toda esta desgraceira: o procurador Júlio José Araújo Júnior, atualmente sediado em Volta Redonda, RJ, teve seu trabalho reconhecido em duas das 11 categorias do  Prêmio República, entregue ontem em Brasília: Comunidades Tradicionais e Minoria e Direitos do Cidadão.

A primeira premiação foi pelo trabalho desenvolvido ainda em Manaus, no “Combate à intolerância religiosa contra comunidades tradicionais de terreiro em Manaus”.  Neste caso, Júlio Araújo teve como companheiro o procurador Fernando Merloto Soave. Atuaram juntos em defesa das comunidades, recomendando a realização de cursos de direitos humanos nos órgãos de polícia e segurança pública, construídos e realizados com a participação de lideranças comunitárias, e a elaboração de cartilha “em favor do respeito à diversidade e às religiões de matriz africana”. Continue lendo “Procurador é premiado duplamente, por atuação constitucional em defesa das comunidades e da cidadania”

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Defensor público diz que 700 famílias esperam indenização de Belo Monte

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

A unidade da Defensoria Pública da União (DPU) que está em Altamira (PA) para atender às famílias atingidas pela construção da Usina de Belo Monte tem atualmente em análise cerca de 700 casos de pedidos de reassentamento ou indenização de pessoas que tiveram de deixar suas moradias. Segundo o defensor-chefe da unidade, Walber Rondon Ribeiro Filho, a maioria dos casos é de famílias que não têm a documentação necessária para comprovar o direito a receber algum benefício. Continue lendo “Defensor público diz que 700 famílias esperam indenização de Belo Monte”

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Agroecoindígena 2016: Fortalecendo a agroecologia em Terras Indígenas do Pantanal Sul Mato-grossense

Por Leosmar Antonio, Organização Caianás

A Organização Caianás, juntamente com seus parceiros, apoiadores e colaboradores, com muita alegria, vem convidar a todos para o AGROECOINDÍGENA 2016.

A iniciativa inédita no Mato Grosso do Sul, é fruto da mobilização dos Terena das Áreas de Referências do Projeto GATI em MS, que articularam uma imensa rede de parcerias e apoiadores, buscando constituir um espaço específico para se refletir sobre uma Agroecologia Indígena, dar publicidade às importantes ações desempenhadas pelos povos indígenas na preservação do Bioma Pantanal, promover trocas de saberes e fortalecer as ações/práticas sustentáveis nas TIs. Continue lendo “Agroecoindígena 2016: Fortalecendo a agroecologia em Terras Indígenas do Pantanal Sul Mato-grossense”

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Cimi denuncia ao MPF situação de calamidade vivida por comunidade Guarani Mbya do RS

Por Cimi Regional Sul

A comunidade indígena Capivari do povo Guarani Mbya, no Rio Grande do Sul, relatou a integrantes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) fatos de destruição de área do acampamento indígena, além da falta de assistência por parte dos entes públicos envolvendo a transferência de parte da comunidade para local afastado e de difícil acesso. Em preocupação com a situação dos Guarani Mbya, a equipe Regional Sul do Cimi encaminhou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) no início desta semana. Continue lendo “Cimi denuncia ao MPF situação de calamidade vivida por comunidade Guarani Mbya do RS”

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