As feridas abertas das violações sofridas pelas mulheres na ditadura brasileira

Por Inês Virgínia Prado Soares e Lucia Elena Arantes Ferreira Bastos*, no MPU

No Brasil, passamos por uma ditadura entre 1964 e 1985. Esse período foi marcado por supressão de direitos e práticas estatais de graves violações de direitos humanos, com ampla repressão contra cidadãos vistos como opositores ao regime militar. Entre as pessoas reprimidas, muitas mulheres sofreram prisões, desaparecimentos forçados, torturas, exílios, homicídios, banimentos, estupros e outras violências. Mas, passados mais de 30 anos, a ferida não cicatrizou. Continue lendo “As feridas abertas das violações sofridas pelas mulheres na ditadura brasileira”

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A democracia desce a rampa

Por Roberto Malvezzi (Gogó), no Correio da Cidadania

Os 37 milhões de brasileiros que nas últimas eleições optaram por ninguém – brancos, nulos e abstenções – terão a companhia de muitos outros brasileiros nas próximas eleições.

Hegel, em sua obra “Filosofia da História”, dizia que a história só acontecia acima do Equador, já que ao sul os povos eram incapazes de inventar o Estado, para ele a criação suprema do espírito humano.

Temos um Estado, mas, dois séculos depois, temos ainda que lhe dar alguma razão. Continue lendo “A democracia desce a rampa”

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Titula, Dilma!

Desde a década de 1970, quando a Marinha adquiriu terras com a desapropriação das fazendas Aratu e Meireles e com a doação da fazenda Macacos, pela prefeitura de Salvador, foi dado início a construção de uma Vila Naval no local, que gerou o conflito com o Quilombo Rio dos Macacos, comunidade que estava antes da Marinha no território.

Atualmente, 88 famílias descendentes de escravos compõem a comunidade. Elas permaneceram por lá após a desativação de fazendas produtoras de cana-de-açúcar, há mais de 100 anos. Em 2009, a Advocacia Geral da União (AGU) pediu a desocupação do local para atender às necessidades futuras da Marinha e, em 2012, a Defensoria Pública da União na Bahia (DPU-BA) pediu suspensão do processo. Continue lendo “Titula, Dilma!”

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A Linguagem da Favela Parte 3: Expressões Culturais

Tudo lá no morro é diferente
Daquela gente não se pode duvidar
Começando pelo samba quente
Que até um inocente sabe o que é sambar
Outra parte muito importante
Que é bem interessante
É a linguagem de lá…

Padeirinho da Mangueira – A linguagem do morro

Gitanjali Patel* – RioOnWatch Continue lendo “A Linguagem da Favela Parte 3: Expressões Culturais”

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ANCED/Seção DCI Brasil apoia a luta dos estudantes de São Paulo e do Rio de Janeiro e repudia os atos de violência e autoritarismo dos Governos de Estado

Coordenação da ANCED/Seção DCI Brasil

A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente – ANCED/Seção DCI Brasil, organização da sociedade civil de âmbito nacional que atua na defesa dos direitos humanos da infância e adolescência brasileira, vem a público apoiar a luta dos estudantes de São Paulo e do Rio de Janeiro e repudiar os atos de violência e autoritarismo que vem sendo praticados pelos respectivos Governos de Estado contra adolescentes e jovens.

Os estudantes, ao ocupar prédios públicos, protestam de forma democrática e legítima contra desvios de recursos públicos destinados à merenda e pelo fornecimento adequado de condições de estudo no ambiente escolar. As manifestações são exercícios dos direitos de manifestação e participação e possuem amplo amparo na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e em tratados internacionais de direitos humanos. Continue lendo “ANCED/Seção DCI Brasil apoia a luta dos estudantes de São Paulo e do Rio de Janeiro e repudia os atos de violência e autoritarismo dos Governos de Estado”

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Nota de apoio e solidariedade ao povo Pankará/PE

A Rede Indígena de Memória e Museologia Social, que congrega iniciativas de memória e processos museológicos protagonizados por populações indígenas, vem através desta nota manifestar sua solidariedade e apoio ao povo indígena Pankará, habitante do município de Carnaubeira da Penha, estado de Pernambuco, região Nordeste do Brasil, que na madrugada do dia 2 de maio de 2016 sofreu mais um violento atentado, reflexo da situação de omissão da Funai quanto a continuidade dos procedimentos de regularização do território tradicional deste povo, como também do acirramento dos conflitos sociais que vem aumentando a violência contra as populações indígenas no Brasil, tendo em vista o contexto de disseminação de ódio e intolerância propagado por setores midiático-empresariais aliados às oligarquias e elites político-econômicas nacionais, que atualmente executam uma manobra política com ares de golpe de estado que ameaça nossa jovem democracia.

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Indígenas reforçam reivindicação por demarcações e criticam ameaças aos seus direitos em mobilização

Assessoria de Comunicação – Mobilização Nacional Indígena

Em meio a uma das maiores crises políticas dos últimos anos, os povos indígenas estão reforçando a reivindicação pela demarcação de suas terras no Acampamento Terra Livre (ATL), que começou a manhã desta terça (10/5), em Brasília. As lideranças indígenas também deixaram claro que não aceitarão nenhum retrocesso em seus direitos, independente do governo de plantão.

Depois da montagem de tendas, barracas, infraestrutura de alimentação, saúde e comunicação, além da coletiva de imprensa, na manhã desta terça, uma grande plenária avançou durante a tarde para discutir o cenário politico e as principais ameaças aos direitos indígenas. Delegações de todo o Brasil continuaram chegando ao longo do dia. Continue lendo “Indígenas reforçam reivindicação por demarcações e criticam ameaças aos seus direitos em mobilização”

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Polícia é polícia, em qualquer parte? “Berço do Iluminismo”…

Um vídeo revolta os franceses. Policiais “anti-terror” humilham um imigrante negro com três membros amputados

No Outras Palavras

Uma cena brutal chocou, nesta semana, os franceses — e permite especular sobre o que estará levando os corpos policiais a se tornarem, em todo o mundo, cada vez mais violentos e hostis. Três policiais que executavam vigilância “anti-terror” nos trens metropolitanos deixaram seminu o imigrante africano François Bayga, retiraram as próteses que substituem suas duas pernas amputadas e o abandonaram sem elas, numa plataforma de estação. Detalhe: Bayga também tem um braço amputado. Continue lendo “Polícia é polícia, em qualquer parte? “Berço do Iluminismo”…”

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Guarani e Kaiowá ocupam Funai em Brasília por demarcação de TI Dourados-Amambai Pegua I

Assessoria de Comunicação – Mobilização Nacional Indígena

Nesta terça-feira (10/5), em meio às primeiras atividades do Acampamento Terra Livre 2016, lideranças da Aty Guasu, grande assembleia dos povos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, ocuparam a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília. Entre as reivindicações, está a publicação do relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena (TI) Dourados-Amambaí Peguá I, na região do município de Caarapó, no sul do estado. Em reunião com o presidente da Funai, João Pedro Gonçalves, os indígenas afirmaram que só deixarão o prédio com o relatório assinado em mãos. Continue lendo “Guarani e Kaiowá ocupam Funai em Brasília por demarcação de TI Dourados-Amambai Pegua I”

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Exijan justicia para Berta Cáceres en New York

Servindi – Un grupo de mujeres indigenas que participan del Foro Permaente para las Cuestiones Indígenas de las Naciones Unidas protestó frente a la Mision Permanente de Honduras ante la ONU para exigir justicia para Berta Caceres. Se espera que el foro incluya una recomendacion sobre el caso en su informe de esta sesion.

La manifestación busca exigir al gobierno de Honduras frenar la violencia contra las personas defensoras del medio ambiente y de los derechos indígenas.

Con pancartas pidieron la creación de una comisión independiente auspiciada por la Comisión Interamericana de Derechos Humano para investigar el asesinato de Cáceres ocurrido en marzo último. Continue lendo “Exijan justicia para Berta Cáceres en New York”

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