Letícia Sabatella: “No Brasil hoje há um desejo de morte, de aniquilação”

Atriz, hostilizada em ato pró-impeachment em Curitiba, diz que “criar bodes expiatórios não é solução para a crise”

Por Camila Moraes, em El País

Quando discursou contra o impeachment de Dilma Rousseff em um ato organizado por artistas e intelectuais no fim de março, Letícia Sabatella (Belo Horizonte, 1971) expressou sua preocupação com os rumos da democracia brasileira. Fez o mesmo quando se encontrou com o Papa Francisco, que a recebeu no Vaticano e lhe prometeu “orar pelo povo brasileiro”. Mesmo em estado de alerta, a atriz não esperava ser hostilizada e viver na pele reações violentas como as que experimentou no último domingo em Curitiba, onde cresceu. Continue lendo “Letícia Sabatella: “No Brasil hoje há um desejo de morte, de aniquilação””

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Na cidade onde mais se odeia índio, professor insiste nos direitos humanos

Por Paula Maciulevicius, no Campo Grande News

A 233 quilômetros de Campo Grande, a mesma voz que ecoa pelos índios, bate no peito para defender a democracia. Dos mini aos macro-golpes, Tiago Botelho carrega a bandeira de dona Damiana à Dilma Roussef, aplicando o mesmo pensamento. Aos 33 anos, ele estreia uma série do Lado B que pretende apresentar personagens que representam o que é lutar contra a corrente numa época em que o discurso de ódio é pregado aos quatro cantos. Continue lendo “Na cidade onde mais se odeia índio, professor insiste nos direitos humanos”

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Um projeto criminoso contra cotas

Por Paulo Moreira Leite, no 247

Considerando o currículo vergonhoso que o governo interino tem acumulado desde a posse, o ataque ao regime de cotas no serviço público até que estava demorando. Anunciado pelo Ministério do Planejamento, que responde pelo sistema de contratações da administração federal, é uma iniciativa que merece repulsa absoluta.

O esforço sem limites para garantir todo e qualquer apoio social para compensar sua fraqueza de origem levou o governo Temer a cortejar o eleitorado racista, habituado a se esconder na teoria, muito conveniente para os brasileiros brancos, de que vivemos sob uma democracia racial. Continue lendo “Um projeto criminoso contra cotas”

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Favela, território popular

Daiene Mendes – RioOnWatch

Por muito tempo a favela esteve completamente fora dos debates que movimentaram a cidade. Considerada território de marginais e cercada de violência e miséria, seus moradores carregavam pela vida o peso do estigma de morar em determinada área da cidade. Uma tradução em um dicionário bem conhecido chega a definir favela como um conjunto de casebres toscos e desordenados, onde vive gente pobre.

Havia um esforço considerável para manter os moradores de favela, na favela. Já que seus valores e formas de organização não eram reconhecidos ou valorizados em um contexto elitista. Seu valor e aceitação, estava relacionado ao tamanho de sua força de trabalho. Se trabalhava bem, tornava-se aceitável e digno de ser domesticado a partir de padrões aceitáveis. Tom da voz, forma de andar e sentar, regras de etiqueta à mesa, são detalhes que até hoje, o favelado precisa aprender para ser aceito em determinados lugares. Continue lendo “Favela, território popular”

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E se o objetivo das Olimpíadas não fosse o lucro?, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Vira e mexe o Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Olímpico Internacional afirmam ser proprietários da palavra “olimpíadas” e moveram ações ou mandaram cartas descabidas a quem quer que use o termo.

De competições de ciências, matemática e história à presença em capas de livros, eles cobram e vigiam seus pretensos “direitos” sobre o uso. Justificam-se dizendo que seus avisos enviados a instituições de ensino que promovem “olimpíadas” têm um caráter educativo a fim de garantir que não haja destino comercial para a “marca”.

Não sou um mal humorado que não gosta de esporte ou que vai fazer mimimi para o evento que começa logo mais, pelo contrário. Mas há muito os Jogos Olímpicos são um negócio e seus organizadores mercadores, que transformam até papel higiênico em artefato oficial da competição, mostrando que é possível limpar a bunda “mais rápido, mais alto e mais forte”. Continue lendo “E se o objetivo das Olimpíadas não fosse o lucro?, por Leonardo Sakamoto”

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Cimi Amazônia Ocidental: nota pública sobre situação do povo Madiha (Kulina) no alto Purus

Cimi – Regional Amazônia Ocidental

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi, Regional Amazônia Ocidental, vem a público manifestar sua preocupação frente aos casos de violência e suicídios que estão ocorrendo nas aldeias Madiha (Kulina) do alto Purus.

Desde o dia 1º de dezembro de 2015 até o dia 14 de julho de 2016 já foram registrados dez casos de suicídio ao longo das diversas aldeias nos rios Purus e Chandless, ceifando as vidas de indígenas do povo Madiha (Kulina). Continue lendo “Cimi Amazônia Ocidental: nota pública sobre situação do povo Madiha (Kulina) no alto Purus”

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Com grandes ocupações de terra, MST exige Reforma Agrária

Está na pauta da Jornada Nacional de Lutas o assentamento imediato das 90 mil famílias hoje acampadas

Da Página do MST

Com ocupações de latifúndios em todas as regiões do país, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) cobra a realização da Reforma Agrária, demanda de mais de 90 mil famílias hoje acampadas em latifúndios ou à beira das estradas. Na manhã desta terça-feira (02), 700 famílias ocuparam as terras da Usina Lambari, em Jaú-SP, de propriedade do Grupo Atalla. Continue lendo “Com grandes ocupações de terra, MST exige Reforma Agrária”

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Se inicia Pre Cumbre de Comunicación Indígena en Perú

Servindi, 3 de agosto, 2016.- Con una ceremonia ritual aymara el miércoles 3 de agosto se inicia en Lima, Perú, la “IV Jornada de Comunicación y Democracia” y “Pre Cumbre sobre Formación en Comunicación Indígena e Intercultural” evento de tres días de duración que servirá de antesala a la III Cumbre Continental de Comunicación Indígena a realizarse del 14 al 18 de noviembre de 2016 en Cochabamba, Bolivia.

El evento congregará a un centenar de comunicadores y comunicadores procedentes de diversos pueblos originarios del Perú, país de la región andina de Sudamérica, que se distingue por poseer una gran diversidad étnica, que según cifras oficiales se expresa en 55 pueblos indígenas pero que se calcula en muchos más. Continue lendo “Se inicia Pre Cumbre de Comunicación Indígena en Perú”

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Cidades invisíveis

O que há por trás dos projetos atrelados aos megaeventos e como isso afeta os direitos, a saúde e a vida urbana

Por Ana Cláudia Peres, na Radis

Célio e Felipe vão vestir laranja no mês dos Jogos Olímpicos. Laranja é a cor dos garis. Maria de Lourdes, a Maria dos Camelôs, fechará a barraquinha de roupas femininas que mantém no Centro da Cidade nos três feriados municipais decretados pelo Prefeito — mas seu espírito olímpico não é mais o mesmo de quando torcia pelo Brasil com churrasco e roda de samba. Dona Irone, a mãe de Vitor Santiago, terá pouco tempo para ver os atletas disputando medalha pela TV. Ela agora se dedica integralmente aos cuidados do filho baleado pelo Exército quando voltava para casa, na favela Vila Pinheiro, no Rio de Janeiro. Rodrigo, o motorista da linha 804, que atravessa a zona oeste da capital fluminense, estará em trânsito, como sempre. O vigia Altair Antunes, que perdeu a casa durante a remoção da Vila Autódromo, achava que tinha o direito de ficar ali por “99 anos”. Anda desacreditado do país da festa olímpica. Continue lendo “Cidades invisíveis”

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‘O outro lado da cidade-espetáculo’: Radis de agosto analisa impacto urbano da Olimpíada do RJ

por Radis, no Informe ENSP

A edição n°167 de agosto de 2016 da Revista ‘Radis’, que está disponível on-line, analisa o impacto da Olimpíada para o Rio de Janeiro. De acordo com o editorial, megaeventos esportivos são usados como pretexto para impor modelos de reordenamento urbano desde 1992, na Olimpíada de Barcelona, na Espanha. Foi assim em 2014, durante a Copa da Fifa em várias capitais do Brasil, como ocorre agora, com a Olimpíada do Rio de Janeiro. “As alardeadas transformações e modernizações para os jogos olímpicos legaram ao carioca uma cidade ainda mais excludente, desigual e entregue à especulação imobiliária. O modelo de ocupação e mobilidade implantado é voltado para os negócios, em detrimento do interesse e da qualidade de vida da maioria da população, dos transportes de massa e de soluções socioambientais sustentáveis”, atestam pesquisadores, movimentos sociais e moradores ouvidos pelas repórteres da revista Ana Cláudia Peres e Liseane Morosini. Continue lendo “‘O outro lado da cidade-espetáculo’: Radis de agosto analisa impacto urbano da Olimpíada do RJ”

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