“Hoje, ainda que continuem existindo governos progressistas, o modo de governar é considerado conservador, como fica muito claro no Brasil”, afirma o jornalista uruguaio
Não há como fazer uma omelete sem quebrar os ovos. É mais ou menos na lógica desse ditado que Raúl Zibechi reflete sobre o que acontece com o governo — dito — progressista e de esquerda no Brasil. “Minha impressão é que se optou por uma forma de governo sem conflitos, nem com a direita, nem com os setores populares”, diz. Para ele, não é uma exclusividade brasileira, mas algo recorrente na América Latina que não levou a profundas transformações sociais. “Ante os ricos, apresenta-se como aquele que pode apaziguar os de baixo. E ante os de baixo, apresenta-se como o grande beneficiário com diversas políticas sociais. Quando esse cenário é dissolvido, os governantes não sabem como se manter”, analisa, ao destacar o que ocorre quando o modelo chega a um limite. Continue lendo “A opção que não transformou e que perdeu o fôlego. Entrevista especial com Raúl Zibechi”








