Favelas nas Notícias: Resumo de Dezembro 2015

RioOnWatch

O último mês de 2015 foi o momento de fazer um balanço do estado das coisas no Rio de Janeiro e no Brasil antes de 2016, o ano Olímpico, começar. Com os relatórios de violações de direitos humanos e análises da cobertura da mídia internacional, juntamente com a cobertura de questões fundamentais como a Vila Autódromo e a violência contínua contra moradores negros das favelas, estamos prontos para entrar no ano mais crítico de todos para amplificar a voz de moradores das favelas. Para ajudar nossos leitores a ter conhecimento das maiores notícias e temas do mês passado, fizemos um resumo das histórias que publicamos aqui na RioOnWatch junto com algumas outras leituras obrigatórias que saíram na mídia. Veja todos os nossos resumos mensais aqui. Continue lendo “Favelas nas Notícias: Resumo de Dezembro 2015”

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Tratados vulneran el sistema internacional de los derechos humanos

Servindi – Las autoridades encargadas de negociar los nuevos tratados internacionales como el TPP, el TTIP, el TISA o el CETA no solo ignoran el sistema internacional de los derechos humanos sino que están profundizando la fragmentación del Derecho Internacional.

Así lo sostuvo Juan Hernández Zubizarreta, profesor de la Universidad del País Vasco e investigador del Observatorio de Multinacionales en América Latina en un exhausto alegato publicado por la Agencia Latinoamericana de Información ALAI. Continue lendo “Tratados vulneran el sistema internacional de los derechos humanos”

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Ser indígena en tiempos neoliberales. Entrevistas a Mardonio Carballo y Francisco López Bárcenas

Por Eliana Gilet – Desinformémonos / Servindi

¿Qué es ser indígena en México? ¿Quiénes lo son y quiénes pretenden decidirlo? ¿Cuándo la reivindicación de la identidad indígena sirve para la defensa jurídica del territorio? Mardonio Carballo, escritor, actor y poeta náhuatl, y el abogado mixteco Francisco López Bárcenas, reflexionan sobre algunos aspectos culturales y jurídicos de la identidad de más de 60 pueblos, naciones y tribus indígenas en México, quienes protagonizan una lucha cotidiana frente a diversos megaproyectos que se pretenden imponerse sobre sus tierras.

La auto-adscripción y el amor a la tierra pesan más que la lengua. Los símbolos y la fiesta brindan el hilo que permite llegar al origen. ¿Qué hace que un pueblo sea indígena?, fue la pregunta que se le trasladó al multifacético artista Mardonio Carballo, de la que resultó esta entrevista. Continue lendo “Ser indígena en tiempos neoliberales. Entrevistas a Mardonio Carballo y Francisco López Bárcenas”

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Um socialista disputa a Casa Branca

Que estranho fenômeno político leva Bernie Sanders a reunir multidões e avançar nas pesquisas, resgatando heróis revolucionários e defendendo ideias opostas às do establishment

Por Bhaskar Sunkara, em Jacobin | Tradução: Vinícius Gomes Melo – Outras Palavras

“Eu não sou um soldado do capitalismo. Eu sou um revolucionário proletário… Eu sou contra todas as guerras, exceto uma”. Foi o que disse o senador Bernie Sanders, em 1979, ao citar, para uma coletânea da Folkways Records, o discurso do famoso candidato presidencial pelo Partido Socialista norte-americano Eugene V. Debs. Continue lendo “Um socialista disputa a Casa Branca”

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Sem Terrinha catarinenses homenageiam Vitor Kaingang

Os Sem Terrinha salientaram que assassinar o pequeno Vitor, foi assassinar uma criança. A solidariedade ao povo Kaingang é por saber que somos uma coisa só

Por Juliana Adriano
Da Página do MST

Durante o XXX Encontro Estadual do MST de Santa Catarina sem terrinha reafirmam que o assassinato de Vitor não pode ficar impune. Continue lendo “Sem Terrinha catarinenses homenageiam Vitor Kaingang”

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A desigualdade precisa ser tão grande?, por Paul Krugman

“A pergunta interessante é se podemos redistribuir uma parte da renda que atualmente vai parar nas elites minoritárias, destinando-a a outros fins sem anestesiar o progresso econômico”, escreve Paul Krugman, economista, prêmio Nobel de economia, em artigo publicado por El País / IHU On-Line

Eis o artigo.

Até que ponto é preciso que os ricos sejam tão ricos? Não é uma pergunta fútil. É possível dizer que, no fundo, é em torno disso que gira a política nos Estados Unidos. Os progressistas querem aumentar os impostos sobre a renda mais alta e usar o que for arrecadado para reforçar a rede de seguridade social; os conservadores querem fazer o contrário e afirmam que as políticas que atingem os ricos são prejudiciais a todos, ao reduzir os incentivos para a criação de riqueza. Continue lendo “A desigualdade precisa ser tão grande?, por Paul Krugman”

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Quantos retuítes são necessários para criar uma mentira?, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Os grandes processos de difamação pública me entendiam um pouco.

Já passei por alguns deles e vi amigos e conhecidos também sofrerem por conta. Baseados na intenção sacana de uma pessoa, um grupo ou uma instituição, eles – não raro – são ações conscientes em que os envolvidos sabem que a história não é verdade, mas contam com a ignorância popular para fazer correr sua versão.

Agora, o que me fascina são os pequenos processos difamatórios do dia a dia. Continue lendo “Quantos retuítes são necessários para criar uma mentira?, por Leonardo Sakamoto”

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Mundurukânia: Um pequeno relato na “Beira da História”, por Larissa Saud

Em Autodemarcação no Tapajós

Era meados de outubro de 2014. Eu voltava depois de duras duas semanas de Daje Kapap Eypi (conhecida pelos não indígenas como Sawré Muybu). Levava comigo uma lista de demandas e uma carta feita pelos Munduruku pedindo a demarcação da Terra Indígena e a incumbência de publicá-la “para que o Brasil e o mundo veja”, palavras do cacique Juarez Saw um pouco antes que eu pegasse a voadeira.

Estava hospedada em um pequeno hotel em Itaituba, um pouco agoniada, quando bate à porta um cara com a voz estridente. O Miguel me falou da sua proposta de gravar um documentário sobre arqueologia. Expliquei a tensão que tomava conta do cenário, do encontro com madeireiros e dos perrengues para seguir com a ação. Depois de nada mais de 10 minutos de conversa pontuei que talvez não fosse o melhor momento para ele ir a Daje Kapap Eypi. Continue lendo “Mundurukânia: Um pequeno relato na “Beira da História”, por Larissa Saud”

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Guarani e Kaiowá retomam parte de seu território tradicional na Terra Indígena Taquara, no MS, e já sofrem ameaças

 No Cimi

Na madrugada desta sexta (15), indígenas do povo Guarani e Kaiowá retomaram mais uma parte de seu território tradicional na Terra Indígena (TI) Taquara. A área retomada, sobre a qual está sobreposta uma fazenda, é conhecida pelos indígenas como Lechucha e integra a tekoha – lugar onde se é – Taquara, localizada junto ao município de Juti, no Mato Grosso do Sul (MS). Durante o dia de hoje, indígenas relataram ter recebido ameaças de homens armados em caminhonetes, os chamados “jagunços” ou “pistoleiros”.

A nova retomada aconteceu dois dias depois do assassinato do cacique Marcos Veron, morto em 13 de janeiro de 2003, completar 13 anos. Marcos foi uma liderança histórica da TI Taquara, responsável por liderar os Guarani e Kaiowá de volta à sua tekoha, em 1997, após anos aguardando a resposta do governo aos pedidos de identificação e demarcação de sua terra. Continue lendo “Guarani e Kaiowá retomam parte de seu território tradicional na Terra Indígena Taquara, no MS, e já sofrem ameaças”

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Daniela Lima: Aproximações entre o movimento feminista e o antimanicomial

Pode-se perfeitamente questionar as relações entre poder manicomial e outras formas de poder – como, por exemplo, o poder patriarcal. Se os mecanismos de poder trabalham de modo a esconder seu próprio funcionamento, analisar esses mecanismos e os meios através dos quais tornam sua própria existência invisível é fundamental para produzir técnicas de resistência.

Por Daniela Lima, na Fórum/Saúde Popular

“Nós, mulheres soltas, que rimos doidas por trás das grades – em excesso de liberdade”. (Marua Lopes Cançado)

“Por trás de toda loucura há um conflito social” (Franco Basaglia)

“Hospício é esse branco sem fim, onde nos arrancam o coração a cada instante, trazem-no de volta, e o recebemos: trêmulo, esvaziado de sangue – e sempre outro”, a frase de Maura Lopes Cançado parece descrever a mutilação do circuito de desejos e afetos das mulheres internadas em manicômios brasileiros no início do século XX. Se o coração bombeasse muito sangue, reativando o fluxo de desejo e vida, a instituição intervinha, e violentamente. Continue lendo “Daniela Lima: Aproximações entre o movimento feminista e o antimanicomial”

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