Jadson, mais um bebê indígena morto em Kurussu Ambá

Coletivo Terra Vermelha

Enquanto choramos a morte do bebê kaingang Vitor, assassinado brutalmente em Imbituba, no estado de Santa Catarina, no dia 30 de dezembro, degolado enquanto era amamentado por sua mãe, o ano de 2016 também começa pesado para os indígenas de Mato Grosso do Sul.

Um bebê de 01 ano de idade faleceu hoje, em Kurussu Ambá, tekoha perto de Coronel Sapucaia, a 420 Km da capital, Jadson Batista Lopes era filho de Denis Lopes e Adersiria Batista. Continue lendo “Jadson, mais um bebê indígena morto em Kurussu Ambá”

Ler maisJadson, mais um bebê indígena morto em Kurussu Ambá

Vitor: Ato em Imbituba reúne indígenas e militantes sociais

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

De Florianópolis partiram os Guarani e outros militantes da causa indígena. Seguiram para Imbituba, mais ao sul, onde foram participar de um ato de protesto contra o assassinato do menino kaingang Vitor Pinto, de dois anos, degolado no colo da mãe. Os Guarani se mobilizaram porque sabem muito bem o que é o preconceito, a discriminação e a violência. Afinal, vivendo tão próximos da capital e do mar, eles tem sido sistematicamente desqualificados pela mídia comercial, que reforça a mentira de que os Guarani não são dessas terras, que são preguiçosos e inúteis. Mês após mês, ano após ano, apesar das ritualísticas matérias de 19 de abril, nas quais se idealiza um índio que nem existe, a prática é de fomento do preconceito. Tal qual os negros e os pobres eles são massacrados diuturnamente. Continue lendo “Vitor: Ato em Imbituba reúne indígenas e militantes sociais”

Ler maisVitor: Ato em Imbituba reúne indígenas e militantes sociais

Boaventura: crise da política e futuro da esquerda

Diante dos riscos de barbárie, agora presentes em toda parte, voltam a surgir iniciativas inovadoras. Terão êxito? Como evitar repetição de erros trágicos?

Por Boaventura de Sousa Santos – Outras Palavras

O futuro da esquerda não é mais difícil de prever que qualquer outro facto social. A melhor maneira de o abordar é fazer o que designo por sociologia das emergências. Consiste esta em dar atenção especial a alguns sinais do presente por ver neles tendências ou embriões do que pode vir a ser decisivo no futuro. Neste texto, dou especial atenção a um fato que, por ser incomum, pode sinalizar algo de novo e importante. Refiro-me aos pactos entre diferentes partidos de esquerda. Continue lendo “Boaventura: crise da política e futuro da esquerda”

Ler maisBoaventura: crise da política e futuro da esquerda

La euforia de la derecha deberá enfrentar muy pronto el descontento popular

Servindi – Los sectores de derecha que hoy celebran con euforia su triunfo electoral en Argentina y Venezuela deberán enfrentar en los próximos meses la reacción de los sectores populares frente a las medidas neoliberales de gobierno, opinó Emir Sader, sociólogo brasileño.

En Argentina, el presidente Mauricio Macri enfrenta desde los primeros días movilizaciones populares masivas e indignadas por la brutalidad con que se intenta desmontar los derechos reconquistados a lo largo de los últimos 12 años. Continue lendo “La euforia de la derecha deberá enfrentar muy pronto el descontento popular”

Ler maisLa euforia de la derecha deberá enfrentar muy pronto el descontento popular

InSURgência convoca para o dossiê “Povos e Comunidades Tradicionais, Questão Agrária e Conflitos Socioambientais”. E vol.1 para baixar

InSURgência: revista de direitos e movimentos sociais (ISSN: 2447-6684) convoca autores para enviar contribuições ao dossiê “Povos e Comunidades Tradicionais, Questão Agrária e Conflitos Socioambientais”. O dossiê será organizado pelo Grupo Temático homônimo do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais (IPDMS), com coordenação de Carlos Frederico Marés de Souza Filho, Erika Macedo Moreira e Mariana Trotta Dallalana Quintans. O prazo final para envios é 1º de fevereiro de 2016. Continue lendo “InSURgência convoca para o dossiê “Povos e Comunidades Tradicionais, Questão Agrária e Conflitos Socioambientais”. E vol.1 para baixar”

Ler maisInSURgência convoca para o dossiê “Povos e Comunidades Tradicionais, Questão Agrária e Conflitos Socioambientais”. E vol.1 para baixar

Atenção, Fapesp! Veneno não é defensivo. “Agrotóxico faz mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente”, sim!

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A foto que ilustra este texto foi enviada hoje com uma notícia da Fapesp – Empresa desenvolve equipamento para aplicação automatizada de agrodefensivos.  Logo na abertura, a explicação:

“O uso de aeronaves é um dos meios mais comuns para a aplicação de agrodefensivos em cultivos, mas a realização manual do processo leva a desperdício de material e pode comprometer a precisão e a segurança. Para minimizar eventuais prejuízos, pesquisadores de uma empresa de São José dos Campos (SP) desenvolveram, com o apoio da FAPESP, uma linha de produtos customizados para automatização de processos da aviação agrícola”.

E, no corpo da matéria, loas à tecnologia subvencionada pelo Estado de São Paulo, que permitirá, mediante o uso de um hardware nos aviões que controlará o bombardeio, “a aplicação autônoma, sem participação do piloto, podendo gerar uma economia de, no mínimo, 10% de agrodefensivos e de 5% de combustível”. Continue lendo “Atenção, Fapesp! Veneno não é defensivo. “Agrotóxico faz mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente”, sim!”

Ler maisAtenção, Fapesp! Veneno não é defensivo. “Agrotóxico faz mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente”, sim!

O que você escolheria: um bom hospital público ou um bom plano de saúde?, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Seria populismo idiota, é claro. Mas, ao mesmo tempo, historicamente pedagógico e até socialmente transformador se os ocupantes de cargos públicos eletivos fossem obrigados, uma vez na vida, a utilizarem um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS) em caso de emergência.

E aproveitando que estou me refestelando em demagogia inútil, incluiria também a permissão a toda mulher pobre a usar o SUS para fazer a interrupção de uma gravidez, independentemente do motivo. Afinal, famílias mais ricas já usam, há anos, clínicas em bairros nobres nas grandes cidades. Sei que as clínicas são ilegais e, portanto, isto é apenas retórica. Mas se a realidade é hipócrita, sonhemos um pouco. Continue lendo “O que você escolheria: um bom hospital público ou um bom plano de saúde?, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisO que você escolheria: um bom hospital público ou um bom plano de saúde?, por Leonardo Sakamoto

Nota Pública da Anistia Internacional: Resolução do Conselho Superior de Polícia mantém a lógica dos “autos de resistência”

Anistia Internacional

A resolução do Conselho Superior de Polícia publicada nesta segunda feira (04/01/2016) não promove os avanços necessários para acabar com as execuções por parte da polícia e mantém o pressuposto de que qualquer vítima da polícia estaria atuando em “oposição” e “resistência” às operações policiais. A resolução muda a nomenclatura, mas reforça toda a lógica por trás dos “autos de resistência” ao se referir às vítimas como “resistentes”. Os novo registro proposto é de “homicídio decorrente de oposição à intervenção policial”, mantendo o pressuposto de oposição  por parte da vítima.

O registro de casos de lesão corporal ou morte durante operações policiais não pode trazer em si o pressuposto da culpabilidade da vítima. Deve ser um termo técnico e neutro, que permita o registro específico dos casos em operações policiais. A determinação de que houve oposição ou resistência ou qualquer outra afirmação sobre a dinâmica daquela morte só poderá acontecer após uma investigação imparcial e independente, e não no momento do registro. Continue lendo “Nota Pública da Anistia Internacional: Resolução do Conselho Superior de Polícia mantém a lógica dos “autos de resistência””

Ler maisNota Pública da Anistia Internacional: Resolução do Conselho Superior de Polícia mantém a lógica dos “autos de resistência”

Indígenas resistem ao “espírito do mal”

Por Fabiana Frayssinet, da IPS, na Envolverde

Ao entardecer no rio Tapajós, um dos principais afluentes do Amazonas, os indígenas munduruku reiniciam o ritual da pesca nessa bacia rica em peixes, seu alimento tradicional. Mas o “espírito do mal”, como eles denominam a hidrelétrica São Luiz do Tapajós, pode deixá-los órfãos.“O rio é como nossa mãe. Nos dá alimentos e dele tiramos o pescado. Uma mãe alimenta com leite materno, o mesmo ocorre com o rio”, afirmou Delsiano Saw, professor na aldeia Sawré Muybu, localizada entre os municípios de Itaituba e Trairão, no Estado do Pará.

“Vão encher o rio, e os animais, os peixes, acabarão. As plantas que os peixes comem, as tartarugas, também acabarão. Tudo desaparecerá quando fizerem a inundação por causa da hidrelétrica”, destacou Saw à IPS. Com uma represa de 722 quilômetros quadrados e queda de 35,9 metros, a hidrelétrica inundaria uma área de 330 quilômetros quadrados, incluindo essa aldeia de 178 habitantes. Continue lendo “Indígenas resistem ao “espírito do mal””

Ler maisIndígenas resistem ao “espírito do mal”

‘Eles não fazem B.O., mas a violência acontece’, diz ativista indígena em SC

Morte de garoto [Vítor] traz à tona vulnerabilidade dos povos que migram ao litoral.  ‘As prefeituras dizem que lugar de índio é em aldeia’, diz servidora da Funai.

Mariana de Ávila, do G1 SC

A morte do menino indígena Vítor Pinto, de 2 anos, assassinado com uma faca no pescoço na rodoviária de Imbituba há uma semana, levanta uma questão que vai além da violência gratuita: a vulnerabilidade dos índios que, no verão, migram de suas aldeias de origem para o litoral catarinense. “Eles não registram boletim de ocorrência, mas a violência acontece”, diz a socióloga Azelene Kaingang. Continue lendo “‘Eles não fazem B.O., mas a violência acontece’, diz ativista indígena em SC”

Ler mais‘Eles não fazem B.O., mas a violência acontece’, diz ativista indígena em SC