Assembleia Estadual dos professores indígenas de Roraima inicia nesta terça-feira na comunidade indígena Canauanim, região Serra da Lua

Por CIR

Ano passado, a Assembleia foi realizada no Centro Regional do Lago Caracaranã, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol e dessa vez, ocorre na Terra Indígena Canauanim, região da Serra da Lua.

Com o tema “As perspectivas do movimento indígena frente às políticas públicas: reavaliando, fortalecendo e propondo novas alternativas para a educação escolar indígena no Estado de Roraima, a Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR) realiza nesses dias, 7 a 9, a 23ª Assembleia Estadual dos Professores Indígenas. A Assembleia acontece na comunidade indígena Canauanim, região da Serra da Lua, município de Cantá. Continue lendo “Assembleia Estadual dos professores indígenas de Roraima inicia nesta terça-feira na comunidade indígena Canauanim, região Serra da Lua”

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MS – Terenas ocupam prédio da Funai, criticam CPI do Cimi e vão a protesto em Brasília

Lideranças querem reunião com Ministérios da Justiça e Saúde

Aline Machado e Norberto Liberator, no Midiamax

Cerca de 60 indígenas da etnia terena ocupam, desde às 8 horas desta terça-feira (7), o prédio da da Funai (Fundação Nacional do Índio), na Rua Maracaju, na região central de Campo Grande. O grupo critica a exoneração do ex-presidente do órgão, João Pedro Gonçalves, e promete seguir para Brasília com o objetivo de conversar com representantes dos Ministérios da Saúde e das Cidades.

Segundo Maurílio Pacheco, da aldeia Água Branca, localizada no distrito de Taunay, em Aquidauana, distante 143 quilômetros de Campo Grande, o grupo é contra a indicação do Pastor Everaldo, que pediu para ocupar o cargo depois da exoneração do ex-presidente do órgão na última sexta-feira (3). “Não queremos que ele nos represente. Não somos a favor desse pastor porque ele é anti-indígena”, justifica. Continue lendo “MS – Terenas ocupam prédio da Funai, criticam CPI do Cimi e vão a protesto em Brasília”

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Reflexões abertas sobre as lutas sociais no Brasil

Tenho lido muitas análises interessantes sobre as crises que assolam o país. Parlamentares, intelectuais, ativistas sociais, religiosos(as) e outros têm empreendido grande esforço para compreender o que realmente está acontecendo no Brasil, para além das aparências. E bem verdade que há também uma quantidade enorme de análises superficiais e mesmo idiotas, apresentando pretensas respostas – rasteiras, diga-se – sobre os processos sociais (no sentido amplo do termo) em andamento. Minha modesta contribuição visa tão somente abordar alguns pontos desse debate. Vamos a eles

Guilherme Carvalho – Macaréu Amazônico

1. O discurso do desencanto.

Algumas pessoas se mostram desencantadas com os “movimentos sociais”, principalmente com os sindicatos. Não obstante também incluem na cesta “os novos movimentos” que, segundo essa perspectiva, não têm rumo e nem programa. Tal narrativa questiona ainda a falta de lideranças. Ao meu ver esse ponto de vista não consegue perceber que estamos passando por um amplo processo de formação de novas lideranças, processo este que somente será mais bem percebido daqui a alguns anos com a maior experiência de quem está hoje na ocupação de prédios, terras e ruas. As crises que vivenciamos aceleraram essa formação. Uma nova geração de ativistas está sendo constituída. Todavia, e isto me parece muito importante, com base em referenciais qualitativamente diferentes de gerações anteriores. Questões como democracia, o fim do patriarcado, a incorporação da problemática racial, as lutas contra o preconceito etc., são elementos estruturantes do ideário em construção e/ou em afirmação. Há grande chance de termos adiante lideranças (homens e mulheres) mais sensíveis ao acolhimento das múltiplas identidades presentes na sociedade brasileira nas agendas das lutas coletivas (mulheres, indígenas, negros e negras, quilombolas, jovens de periferia, transgêneros, homossexuais, e muitos outras), melhor capacitadas para compreender a complexidade das lutas sociais e da necessidade de alianças estratégicas para a construção de um forte campo contra-hegemônico desde o plano local até o internacional, capaz de se contrapor ao bloco de poder que também incide nas diferentes escalas. A luta de classes não perdeu o vigor, mas sera “multicolorida”. Continue lendo “Reflexões abertas sobre as lutas sociais no Brasil”

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A história por trás do golpe

Nos dias atuais, Caio Prado Júnior por certo se levantaria contra as manobras e articulações que buscam levar adiante um processo arbitrário das elites brasileiras para assumir o poder e aplicar uma agenda ainda mais retrógrada, entreguista e privatizante, que será altamente prejudicial às massas

Por Luiz Bernardo Pericás – Blog da Boitempo

No começo da década de 1920, o escritor Leonid Leonov publicou O fim de um homem mesquinho [Konets melkogo cheloveka], narrativa com tintas dostoievskianas que contava a história do professor Fedor Andreich Likharev, um paleontólogo que passara a maior parte de sua existência ausente da vida política russa. Quando estourou a revolução, ele se encontrava ocupado com seus estudos sobre a Era Mesozoica e fazia o possível para não ser perturbado pelos eventos transcendentes de sua época: estava mais envolvido com o passado remoto, com cavernas e répteis saurisquianos, do que com o seu próprio tempo. De certa forma, ele mesmo era um dinossauro, que poderia ser extinto a qualquer momento: para todos os efeitos, um homem supérfluo. Até que não conseguiu mais ignorar o que estava a seu redor e acabou por se integrar ao movimento… Continue lendo “A história por trás do golpe”

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MPF/MS recomenda suspensão de licitação de R$ 11 milhões em Campo Grande (MS)

Fortes indícios de fraude envolvem licitação de transporte escolar de alunos da zona rural do município

MPF

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) recomendou à Prefeitura de Campo Grande a suspensão imediata da contratação das empresas vencedoras da licitação nº 109.208.2015/98, que visa o transporte escolar de quase 2.200 alunos da área rural do município, diante da constatação de fortes indícios de fraude licitatória. A licitação, no valor de  R$ 11 milhões, deve permanecer suspensa até a revisão da documentação apresentada pelas 14 empresas vencedoras. Continue lendo “MPF/MS recomenda suspensão de licitação de R$ 11 milhões em Campo Grande (MS)”

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Assassinato de jovem Caiçara reacende conflito de terras em Paraty

Trindadeiros manifestam por Justiça e em Defesa de seu Território

Por Davi Detrinda

A manhã de segunda-feira (6/6) certamente ficará por muito tempo na lembrança das comunidades caiçaras de Paraty. Pela segunda vez, as ruas de pedras do centro histórico da cidade foram testemunha de uma manifestação da comunidade de Trindade reivindicando o direito pelo seu território tradicional. Mais de mil pessoas gritaram juntas palavras de ordem pedindo justiça e investigação imparcial pela morte do jovem caiçara Jaison Caique Sampaio, de 23 anos, cruelmente assassinado, em sua própria residência, por um policial militar de folga a serviço da empresa T.D.T, Trindade Desenvolvimento Territorial. A família do jovem caiçara, mora em área destinada à lavoura da comunidade e são os donos legítimos da terra. Continue lendo “Assassinato de jovem Caiçara reacende conflito de terras em Paraty”

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Indígenas do MS repudiam em Fórum de Educação Escolar extinção da Secadi pelo governo Temer

CIMI

Cerca de 500 professores e lideranças indígenas do Mato Grosso do Sul se reuniram entre os dias 26 e 28 de maio no VII Fórum Estadual de Educação Escolar Indígena e em carta divulgada ao término do encontro repudiaram a extinção pelo governo do presidente interino Michel Temer da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), organismo vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

“A Secadi tem sido um dos poucos espaços de interlocução dos povos indígenas para implementar políticas públicas nas áreas de educação escolar indígena, especialmente a política dos Territórios Etnoeducacionais, conforme o decreto 6861/2009, que define sua organização em territórios etnoeducacionais”, diz trecho da carta. A Secadi engloba ainda ações na área da educação quilombola e demais comunidades tradicionais e do campo. Continue lendo “Indígenas do MS repudiam em Fórum de Educação Escolar extinção da Secadi pelo governo Temer”

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Seppir publica Relatório sobre acampamento cigano Calon

Publicação reúne informações coletadas in loco para a construção do I Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos

SEPPIR

A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Justiça e Cidadania, torna público o Relatório da Visita Técnica realizada ao acampamento cigano da etnia Calon, localizado no Distrito Federal. O documento apresenta a situação observada no acampamento cigano, representado pela Associação Nacional de Etnia Calon do Distrito Federal (ANEC-DF), que teve como objetivo central a verificação de demandas e o levantamento de informações in loco para a construção do I Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos. Acesse aqui. Continue lendo “Seppir publica Relatório sobre acampamento cigano Calon”

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A 7 años del Baguazo, a nadie le importa lo que pasó

Por Juan José Quispe* – Servindi

El 5 de junio del 2009, en Bagua, una zona casi desconocida por el grueso de la población, se produjo el más irracional, violento y descabellado desalojo de miles de manifestantes de las comunidades indígenas en la zona denominada “la curva del diablo”, quienes reclamaban pacíficamente que el gobierno aprista derogue un paquete de decretos legislativos que atentaban contra la titularidad de sus tierras, sus territorios, el agua y en general su ecosistema.

El dato anecdótico es que la propia Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE), estableció que la segunda vuelta electoral para elegir a un nuevo Presidente de la República del Perú se realizará el día domingo 5 de junio del 2016. ¿Fue una fecha elegida al azar? Creemos que no, lo que se quiere es “olvidar” todo lo que pasó en Bagua. Continue lendo “A 7 años del Baguazo, a nadie le importa lo que pasó”

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Por que mulheres ficaram contra a vítima de estupro coletivo no Rio?

Dupla de advogados tenta responder por que parte da sociedade ainda culpa a jovem pelo crime

Marina Rossi – El País

“A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil e a culpa nunca é da vítima”. A voz, saída de um megafone no entardecer na avenida Paulista na última quarta-feira, deu início a uma marcha – de mulheres em sua maioria – contra o machismo e em protesto ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos ocorrido no Rio de Janeiro na semana passada. A segunda informação da frase que abriu a marcha – “a culpa nunca é da vítima” – deveria ser óbvia. Mas não é. Continue lendo “Por que mulheres ficaram contra a vítima de estupro coletivo no Rio?”

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