Zika: Quando “coisa de pobre” bate à porta dos ricos, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Os mais ricos herdarão a Terra. Que já é deles, diga-se de passagem.

A vantagem competitiva? Ter sempre à mão uma boa dispensa com medicamentos, além de médicos competentes. Há um monte de políticos imortais aí para não me deixar mentir.

Digo parcela da população porque podem comprar remédios de ponta, que funcionam e têm poucos efeitos colaterais, por exemplo. Sucesso garantido graças a exigentes testes realizados à exaustão pelas maiores indústrias farmacêuticas do mundo em milhares de “voluntários” de classes sociais mais baixas. Continue lendo “Zika: Quando “coisa de pobre” bate à porta dos ricos, por Leonardo Sakamoto”

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125 anos de Gramsci, o intelectual orgânico

O revolucionário italiano Antonio Gramsci foi um símbolo de resistência ao fascismo, mas também de capacidade de renovação de um marxismo que não desiste de ser crítico. Para assinalar os 125 anos do seu nascimento, o esquerda.net republica um artigo de Carlos Carujo na Revista Vírus nº6.

Por Carlos Carujo, em Esquerda.net

Aos vinte anos, um estudante pobre e doente chega a Turim. Decorria o ano de 1911 e uma voragem política iria acelerar decisivamente a sua vida. O jovem regionalista sardo torna-se militante do PSI três anos depois e, pouco mais tarde, fundador e dirigente do Partido Comunista da Itália. Entretanto, inicia-se a Guerra Mundial e sentem-se as ondas de choque da primeira revolução proletária da história. Em Itália, viver-se-á uma insurreição operária em Turim que fazia sonhar com uma revolução e, seguidamente, o fascismo marchará rumo ao poder. Continue lendo “125 anos de Gramsci, o intelectual orgânico”

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No Judiciário, a defesa de direitos vira alvo

Desembargadora Kenarik Boujikian, do TJ-SP, incomoda colegas por mandar soltar presos que tinham cumprido suas penas

Por Débora Melo, em CartaCapital

A desembargadora Kenarik Boujikian, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), corre o risco de ser punida por fazer cumprir a lei. Conhecida por sua atuação na defesa dos direitos humanos e por ser co-fundadora da Associação Juízes para a Democracia (AJD), a magistrada expediu alvarás de soltura para dez presos que, embora encarcerados preventivamente, tinham cumprido a pena fixada em suas sentenças. Continue lendo “No Judiciário, a defesa de direitos vira alvo”

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Mundo do direito penal ainda é masculino, diz juíza Kenarik Boujikian

Alvo de representação por libertar presos que já tinham cumprido penas, juíza comenta o sistema penitenciário e o espaço da mulher no Judiciário

Por Débora Melo, a CartaCapital

Alvo de uma representação por ter libertado presos que estavam detidos por mais tempo que o fixado na sentença, a desembargadora Kenarik Boujikian, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), diz que é “dever ético” de todos os juízes manter e defender a independência no exercício da função. Continue lendo “Mundo do direito penal ainda é masculino, diz juíza Kenarik Boujikian”

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Para a PM, jornalista em protesto é como pato em parque de diversão, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Jornalistas foram novamente agredidos pela Polícia Militar do Estado de São Paulo durante o último protesto contra o aumento de tarifas do transporte público. Com os sete da noite de quinta (21), subiu para 21 o total de vítimas – 17 agredidos e quatro constrangidos durante o seu trabalho de cobertura das manifestações deste ano. Os números são da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Isso é uma vergonha. Continue lendo “Para a PM, jornalista em protesto é como pato em parque de diversão, por Leonardo Sakamoto”

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Estes fatos mostram por que a questão indígena é um tema urgente

Dois crimes chocam pelo seu grau de violência. Mas, infelizmente, não são casos isolados

Por Ana Freitas, no Nexo

Dois crimes brutais foram cometidos contra indígenas entre o fim de 2015 e o começo de 2016. Em Belo Horizonte, um índio sem rosto, sem etnia e sem nome foi espancado e morto enquanto dormia em uma calçada. Em Santa Catarina, um bebê da etnia Kaingang foi degolado por um estranho enquanto dormia nos braços da mãe, em uma rodoviária. Continue lendo “Estes fatos mostram por que a questão indígena é um tema urgente”

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Reunião na Terra Indígena Apinajé debate territórios, saúde e PBA Timbira

Por Associação União das Aldeias Apinajé-Pempxà

Realizamos na aldeia Girassol nos dias 20, 21 e 22 de janeiro de 2016 reunião com participação dos caciques, conselheiros e demais lideranças. Tivemos ainda a participação de professores, alunos, mulheres, idosos e convidados não índios. Ao menos 60 pessoas participaram da reunião.

Na ocasião debatemos o nosso Plano Permanente de Segurança e Proteção Territorial, tratamos sobre o atendimento à Saúde do Povo Apinajé no âmbito do Polo Base Indígena PBI – Tocantinópolis e discutimos a questão que envolve a execução do Programa Básico Ambiental PBA – Timbira nas comunidades Apinajé. Continue lendo “Reunião na Terra Indígena Apinajé debate territórios, saúde e PBA Timbira”

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Desigualdade crescente reproduz cenário pré-revoluções, avalia economista: “Os ricos nunca foram tão ricos como são hoje”

João Sicsú defende criação de sistema tributário mais rigoroso no mundo inteiro

Por Pamela Mascarenhas, no Jornal do Brasil

O sistema econômico e social em vigor tem produzido uma situação cada vez mais insuportável para 99% da população mundial. A tendência é o cenário ficar semelhante ao do início do século passado, quando explodiram revoluções que alteraram profundamente os rumos da história. A análise é do professor do Instituto de Economia da UFRJ, João Sicsú, que critica a prática de lucros elevados e pagamento de impostos reduzido por parte dos mais ricos, o que que piora a vida de trabalhadores em todos os países, mesmo nos que tinham um “capitalismo mais civilizado” até pouco tempo. Continue lendo “Desigualdade crescente reproduz cenário pré-revoluções, avalia economista: “Os ricos nunca foram tão ricos como são hoje””

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Mulheres organizam petição contra veto de Marcio Lacerda a lei que garante presença de doulas no parto

De autoria do vereador Gilson Reis (PCdoB), a PL 126/15 obrigaria maternidades, casas de partos e hospitais a permitir presença de doula em trabalho de parto, parto e pós-parto, sempre que solicitada pela gestante. Veto do prefeito de BH vai na contramão do que tem sido visto país afora com estados e cidades garantindo em lei a presença de doulas nas unidades de saúde

Por Valéria Mendes, em Uai

Na noite desta terça-feira (19/01) foi criada uma petição online para recolher assinaturas contra o veto do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, ao projeto de lei nº 126/15, de autoria do vereador Gilson Reis (PCdoB), que garantiria às gestantes que assim desejassem o direito à presença de doulas em maternidades, casas de partos e hospitais públicos e privados da capital. A justificativa para o veto se sustenta na argumentação de que não é competência do município legislar sobre normas gerais de proteção e defesa da saúde, que somente é atribuída à União. Continue lendo “Mulheres organizam petição contra veto de Marcio Lacerda a lei que garante presença de doulas no parto”

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Da prisão na ditadura à contaminação do Rio Doce: “As tragédias dos índios Krenak”

Na história oficial, o Reformatório Krenak, instalado pelo governo no auge do regime militar, servia para “corrigir índios desajustados”. Para a etnia, não passou de uma “cadeia”, palco de espancamento, tortura e desaparecimentos. O Ministério Público Federal está pedindo a reparação pelas violações

ATO 1: PRISIONEIROS NA DITADURA

Por Renata Mariz, enviada especial de O Globo

RESPLENDOR ( MG)- O sorriso que intensifica as rugas ao redor, no rosto de Dejanira Krenak, de 65 anos, dá lugar a um semblante consternado. Incomoda lembrar quando “não podia ser alegre, acender fogo, falar a língua, tomar um gole”. Eram algumas das proibições impostas pelo governo militar, que manteve o Reformatório Krenak na terra da etnia, de 1969 a 1972, para receber índígenas criminosos ou considerados de mau comportamento. Convênio firmado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) deu à Polícia Militar de Minas Gerais a tarefa de cuidar das aldeias da região, no Vale do Rio Doce, já cobiçada à época por fazendeiros e mineradores. Quem desobedecesse às regras ficava preso. Continue lendo “Da prisão na ditadura à contaminação do Rio Doce: “As tragédias dos índios Krenak””

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