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I
Carlos Walter Porto-Gonçalves construiu uma trajetória intelectual marcada por um pensamento crítico singular, profundamente implicado com a vida, com os territórios e com as lutas sociais. Sua obra não se enquadra nos moldes tradicionais de um sistema filosófico acabado ou de uma teoria Geográfica fechada sobre o mundo. Ao contrário, constitui-se como um gesto contínuo de pensamento em movimento, tecido no diálogo permanente com a experiência, com os conflitos e com a historicidade-geograficidade concreta da vida social. Nesse sentido, sua prática intelectual aproxima-se daquilo que Stuart Hall denominou “pensamento sem garantias”: um exercício crítico que recusa amarras dogmáticas e desconfia do conforto oferecido por pressupostos metodológicos, epistemológicos ou ideológicos tomados de antemão.
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