A transferência de paróquia foi desmentida diante dos protestos, mas Padre Júlio Lancellotti continua proibido de praticar de forma plena o cristianismo

Nota de Combate: O texto abaixo, da jornalista Denise Ribeiro, foi enviado e postado quando ainda prevalecia a informação da transferência de Padre Júlio da paróquia de São Miguel Arcanjo. A reação às medidas anunciadas contra ele foram seguidas de desmentidos quanto a isso, mas as demais sanções – com destaque para ter as missas de domingo transmitidas  ao vivo e usar redes sociais – foram mantidas.

Por Denise Ribeiro*

Nesta segunda-feira uma notícia estarrecedora deixou sem chão os católicos progressistas e todos os que admiram o trabalho da Pastoral Povo da Rua: dom Odílio Scherer, arcebispo de São Paulo, transferiu o padre Júlio Lancellotti da paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, onde ele atua há 40 anos. Para onde? Ninguém sabe.

Que motivos levariam dom Odílio a tomar decisão tão drástica em pleno final de ano? Que forças ocultas levariam o arcebispo a abrir mão de um homem dedicado a cuidar sem descanso da população mais vulnerável da cidade? Continue lendo “A transferência de paróquia foi desmentida diante dos protestos, mas Padre Júlio Lancellotti continua proibido de praticar de forma plena o cristianismo”

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Nenhuma a Menos X Política pública de Menos: quando a política não chega e o feminicídio avança. Por Sérgio Botton Barcellos

No dia 14 de dezembro de 2025 no Brasil, após os atos contra o PL da dosimetria, no qual progressistas e segmentos da esquerda foram às ruas, foi muito pautado, além da pauta sobre o “Congresso Inimigo do povo”, emergiram também muitos protestos relacionados ao feminicídio no país. Falar disso, como homem branco, hétero e cis, ciente dos meus privilégios, mesmo vindo de uma classe popular, é sempre complexo e desafiador. Além de lidar e questionar os meus privilégios e enfrentar o meu próprio machismo, assim como o machismo presente nas relações com as pessoas com quem eu convivo, pergunto-me, então, o que posso fazer nesse debate a partir do lugar que vivo. Sob essa perspectiva, vou esboçar aqui nesse ensaio o feminicídio à luz das pesquisas que desenvolvo em sociologia, especialmente no campo das políticas públicas. A partir disso, reforço e parto do princípio aqui que o feminicídio no Brasil não é um conjunto de coincidências e não pode ser reduzido apenas a fatores culturais, ainda que estes sejam essenciais na dimensão social, pois devem ser considerados em conjunto com dimensões econômicas, ambientais e políticas da realidade. Continue lendo “Nenhuma a Menos X Política pública de Menos: quando a política não chega e o feminicídio avança. Por Sérgio Botton Barcellos”

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Votos de Gilmar e Dino contra marco temporal geram alerta em indígenas

Apesar de afastarem a tese do marco temporal, os votos dos ministros do STF mantêm condicionantes consideradas por lideranças indígenas como retrocesso de direitos e com riscos de conflitos

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Em meio a protestos dos povos indígenas, o julgamento do marco temporal foi retomado em sessão extraordinária nesta segunda-feira (15), no Supremo Tribunal Federal (STF). Sob formato virtual, o ministro Gilmar Mendes, relator do processo, proferiu seu voto contra a tese que limita a ocupação de povos indígenas em seus territórios ancestrais a 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. A expectativa é que todos os ministros votem até quinta-feira (18), quando o julgamento será encerrado. Continue lendo “Votos de Gilmar e Dino contra marco temporal geram alerta em indígenas”

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História bate na porta. Por Lúcio Flávio Pinto

O lugar da Amazônia nos debates sobre transição energética e a sua história como coadjuvante nos grandes empreendimentos instalados na região

Na Amazônia Real

A Amazônia é um dos centros da transição energética do planeta. No entanto, é personagem coadjuvante nessa transição, quando não inconsciente. Em 1973, marco de um novo tempo, com a elevação súbita e drástica do preço do petróleo, a região estava tão – ou mais – despreparada para tirar proveito dessa transformação como agora. Continua defasada no tempo e no tema. Um marco simbólico dessa condição foi a entrada de capital estrangeiro no melhor negócio que se podia ter. Continue lendo “História bate na porta. Por Lúcio Flávio Pinto”

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Questão florestal na Amazônia: a luta pela efetivação de uma política pública

A defesa da Política de Manejo Florestal de Base Comunitária e Familiar (PEMFCF) é crucial, dado que aproximadamente 63% das florestas públicas no Pará se encontram em territórios de comunidades tradicionais. A iniciativa, que tem precedentes históricos desde os anos 1950 e ganhou força com o conceito de reservas extrativistas nos anos 1980, busca o fortalecimento das cadeias produtivas e a regularização fundiária e ambiental

Por Rogério Almeida, da Amazônia Real

A geógrafa Bertha Becker, especializada em geopolítica na Amazônia, em inúmeras obras enfatiza que a região é a última fronteira de expansão do capitalismo, reconhecida pelo estoque de riquezas naturais, estonteante biodiversidade, banco genético, recursos minerais e recurso hídrico. E que a condição colonial de exportadora de matéria prima ou no máximo semielaborados tem sido o principal papel exercido pela Amazônia, dentro deste processo. Continue lendo “Questão florestal na Amazônia: a luta pela efetivação de uma política pública”

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MPF processa União e estado do Rio de Janeiro por abandono de arquivos do antigo IML

Ação aponta risco aos documentos sobre a ditadura e cobra medidas imediatas para garantir segurança, conservação e acesso ao acervo

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ação civil pública à Justiça Federal para cobrar atuação imediata da União e do estado do Rio de Janeiro na proteção do acervo histórico encontrado no antigo prédio do Instituto Médico-Legal (IML), na Lapa, na capital fluminense. O documento aponta o abandono do prédio e requer com urgência a preservação, segurança e organização imediata dos arquivos. Continue lendo “MPF processa União e estado do Rio de Janeiro por abandono de arquivos do antigo IML”

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Defensoria Pública critica fim de cotas raciais em Santa Catarina

Lei aprovada na Alesc proíbe cotas em universidades estaduais

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

A Defensoria Pública da União (DPU) criticou publicamente a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) por ter aprovado, na semana passada, o projeto de lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. Continue lendo “Defensoria Pública critica fim de cotas raciais em Santa Catarina”

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Famílias do acampamento Terra e Liberdade, no Pará, vivem risco de despejo violento às vésperas do Natal

MST cobra postura do governador Helder Barbalho e Paulo Teixeira do MDA frente à escalada do conflito no sudoeste do estado

Por Beatriz Drague Ramos | São Paulo (SP)*, na Página do MST

Em um cenário de intensa escalada de tensão, milhares de famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do acampamento Terra e Liberdade, na divisa entre Parauapebas e Curionópolis, no sudoeste do estado do Pará, enfrentam um iminente risco de despejo forçado que pode acontecer nesta segunda-feira (15). Continue lendo “Famílias do acampamento Terra e Liberdade, no Pará, vivem risco de despejo violento às vésperas do Natal”

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“O Brasil Indígena”: IBGE lança publicação com dados inéditos para fortalecer elaboração de políticas públicas

Na Funai

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta sexta-feira (12), em Brasília, a publicação “O Brasil Indígena”, que reúne os principais resultados do Censo Demográfico 2022 sobre a população indígena no país. Para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a publicação representa uma importante base técnica que permite ao Estado brasileiro planejar, executar e avaliar as políticas públicas voltadas a essa população de forma mais precisa.  Foi o que destacou a presidenta substituta da Funai, Mislene Metchacuna, durante a cerimônia de lançamento, realizada na sede da autarquia indigenista. Continue lendo ““O Brasil Indígena”: IBGE lança publicação com dados inéditos para fortalecer elaboração de políticas públicas”

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Pajubá: linguagem, proteção e resistência

Pauta Pública entrevista Amara Mora, autora de Neca: um romance em bajubá

Por Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Em um ano marcado por violência e ofensivas políticas contra a população trans, principalmente no atual governo norte-americano, o Brasil contou com uma iniciativa inédita que pode ser o marco de mais uma conquista da população LGBTQIAP+. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) protocolou, em 20 de outubro, um pedido histórico no IPHAN: o reconhecimento do Pajubá ou Bajubá (vocabulário que nasceu entre travestis, como um código compartilhado para escapar da violência cotidiana) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Continue lendo “Pajubá: linguagem, proteção e resistência”

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