O novo Plano da Bioeconomia: discurso versus realidade

A narrativa da ‘sustentabilidade’ na chamada ‘bioeconomia’ reproduzida em programas governamentais podem, na verdade, estar mascarando projetos de exploração predatória que ampliam a degradação ambiental e aumentam a desigualdade. Este tema é tratado no presente artigo, no qual o autor questiona o documento lançado no início deste mês pelo governo federal, apontando imprecisões e falta de transparência

Por Philip Martin Fearnside, da Amazônia Real

O que é “bioeconomia”?

Em 1º de abril (ironicamente, o “Dia da Mentira”), o governo federal lançou o resumo executivo de 85 páginas do novo Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia [1]. O termo “bioeconomia” tem grande apelo porque todos são a favor, desde os povos indígenas (por exemplo, [2]) até o agronegócio (por exemplo, [3]). Mas a questão essencial é: “o que é bioeconomia?”. A apresentação do novo plano enfatiza os benefícios sociais da “bioeconomia”, especialmente para os povos indígenas e comunidades tradicionais. Isso indica que o foco do plano será a promoção da extração de produtos não madeireiros de florestas nativas e a promoção do uso desses produtos, por exemplo, como fontes de novos fármacos.

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Governo Lula cede à pressão pela reconstrução da BR-319

Com a autorização de obras e a abertura de licitação para a pavimentação do “Trecho do Meio” da BR-319 (Manaus-Porto Velho) pelo governo federal, a reconstrução da rodovia segue sem licença ambiental, segundo lideranças indígenas e entidades socioambientais, que denunciam a ausência de consulta prévia e alertam para riscos de impactos climáticos e ameaças aos territórios tradicionais entre Amazonas e Rondônia

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – “A BR-319 não é apenas infraestrutura. É um instrumento de morte que ameaça a existência dos povos indígenas e fragiliza a Amazônia, aumentando seriamente os riscos de impactos ambientais e climáticos que não se restringem às fronteiras do nosso Estado ou do nosso País. Pelo contrário, afetam o mundo.” A frase, de alto impacto, é de Mariazinha Baré, coordenadora da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amazonas (Apiam). Em poucas palavras, ela resume o que pensam dezenas de organizações indígenas e ambientais – e, em parte, o próprio governo federal.

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Chernobyl: a história das milhares de crianças atingidas pela catástrofe que foram tratadas em Cuba

Por Beatriz Díez, da BBC News Mundo

“Não era como estar em um hospital. Até as crianças mais doentes se divertiam.” O ucraniano Roman Gerus guarda lembranças muito carinhosas de uma experiência que surgiu de uma catástrofe.

Estamos falando da explosão de um dos reatores da usina nuclear de Chernobyl em 26 de abril de 1986, uma tragédia cujo 40º aniversário está sendo comemorado esta semana.

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Mostra de Cinema e Direitos Humanos abre credenciamento para etapa de difusão em cineclubes e pontos de exibição em todo Brasil

Programação valoriza produções de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos

Ministério da Cultura

Estão abertas até 3 de maio as inscrições para a etapa de Difusão da 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos. Voltada a cineclubes e pontos de exibição em todo o país, a iniciativa é realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC). A iniciativa busca ampliar o acesso ao audiovisual, fortalecendo a difusão de produções brasileiras e o debate sobre direitos humanos em diferentes territórios do país.

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Terras Raras: o Brasil e a vocação colonial. Por Edna Aparecida da Silva

Mídia, mundo empresarial e governo recusam criação de estatal – mas aceitam venda das jazidas brasileiras para atender plano estratégico de Washington. O que isso revela sobre a submissão das elites e a urgência de um novo projeto de país

No Outras Palavras

A recusa à proposta de criação de uma empresa estatal para terras raras, a Terrabras, e a compra da Serra Verde, em Goiás, pela USA Rare Earth, com financiamento do governo dos Estados Unidos, expõem uma contradição pouco discutida no debate brasileiro sobre minerais críticos. Enquanto propostas de coordenação pública sobre recursos estratégicos foram rapidamente descartadas como anacrônicas ou incompatíveis com a lógica do setor, a entrada de capital articulado a uma estratégia estatal estrangeira em um ativo estratégico nacional foi tratada quase como operação ordinária de mercado. Essa dissociação obscurece justamente o problema mais relevante: o que está em jogo não é apenas um investimento em mineração, mas a forma como o Brasil está sendo inserido na reorganização internacional das cadeias minerais em curso.

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MPF denuncia mineração ilegal na Amazônia à OEA

Procurador da República aponta contaminação por mercúrio, contrabando de mercúrio, regras lenientes, crise indígena e social pela ação do garimpo

No Portal Único

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão principal e autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), um diagnóstico detalhado sobre os efeitos da mineração ilegal na Amazônia brasileira.

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Famílias despejadas do Sol Nascente (DF) conquistam moradia definitiva com meses de atraso pela Codhab

Entrega das chaves ocorreu nesta sexta-feira (24) após uma ocupação no condomínio que custou R$ 71,4 milhões

Por Ana Beatriz Assenço, Brasil de Fato

Um ano depois do despejo violento no Sol Nascente, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) fez a entrega do condomínio que vai abrigar as famílias. A conquista só veio após uma ocupação no hall de entrada do prédio.

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MPF sedia encontro nacional sobre agrotóxicos em Mato Grosso

Evento em Cuiabá debate saúde, meio ambiente e fiscalização no dia 26 de maio; programação inclui visitas técnicas e plenária híbrida

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) realiza, no dia 26 de maio, a 2ª Reunião Ordinária do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FNCIAT). O encontro será sediado em Cuiabá (MT), no auditório do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), localizado no Campus Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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Biofobia: um mix de homofobia, misoginia e racismo, só que contra a natureza

por Tiago Versalles*, no MZ

A humanidade não é apenas ecocida, ela é biofóbica. Essas duas características estão intimamente relacionadas. Assim como a homofobia é a repulsa ao que foge à norma heteropatriarcal, a biofobia é um mix irracional de nojo e medo da biodiversidade. O biofóbico sofre de um pânico diante da umidade da floresta, da inofensiva barata (e se ela voar, pior ainda), da raiz que racha a calçada, do rio que cheira a rio (e não a piscina) e dos animais silvestres que atravessam o seu quintal para voltar para a segurança daquilo que resta da floresta. Onde existe vida no seu estado mais puro e natural, a pessoa biofóbica enxerga, com seus olhos preconceituosos, algo primitivo, sujo e pecaminoso que deve ser execrado da existência.

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Fim da Escala 6×1: oposição busca “compensações” diante de sintonia entre Motta e governo

Presidente da Câmara fala em votar PEC até o fim de maio; oposição quer “desoneração e compensações” para o empresariado

Por Caio de Freitas | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

A base do governo Lula (PT) na Câmara e o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mostraram-se alinhados para reduzir a jornada de trabalho no Brasil. Ao menos foi esta a impressão passada com a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na última quarta-feira (22), da admissibilidade de duas propostas de emendas à Constituição (PEC) para acabar com a escala 6×1 no Brasil. 

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