Cade processa Google e pode multar empresa caso uso indevido de conteúdo seja comprovado

Órgão de defesa da concorrência investigará se “resumo de IA” configura abuso por usar reportagens jornalísticas

Por Rafael Oliveira | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Ao fazer uma pesquisa no Google, plataforma que domina 90% do mercado de buscas, é bem provável que o primeiro “resultado” que apareça na tela seja, na verdade, um resumo feito por Inteligência Artificial (IA), quase sempre construído a partir de reportagens jornalísticas. Na maior parte das vezes, nem sequer é preciso clicar em um link para se conseguir a resposta desejada. Por seus impactos no mercado jornalístico, o “Resumo de IA” [AI Overview] do Google entrou na mira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia federal focada na defesa da concorrência no Brasil.

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“A Fiocruz pode ser a Petrobras do século 21”

Complexo Econômico-Industrial da Saúde pode conduzir novo ciclo de desenvolvimento, gerando empregos de qualidade, modernização tecnológica e melhora do cuidado. Seu trunfo: poder de compra do SUS. Uma necessidade: reforçar o planejamento estatal

Por Guilherme Arruda, em Outra Saúde

Historicamente, o mundo do trabalho no Brasil tem como principal traço a predominância dos empregos informais, de salários diminutos e baixa produtividade. Nesse cenário, apesar de crescentes ameaças de precarização, o mercado laboral no setor saúde se destaca por melhor remuneração e maior complexidade econômica. Poderia o impulsionamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) ser a chave para desencadear um novo ciclo de desenvolvimento que gere milhões de ocupações dignas para os brasileiros?

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Como o Brasil Paralelo ataca a educação

Anatomia de “Pedagogia do Abandono”. Como o documentário serve-se de imagens fragmentadas, trilha sonora sutil e suspense para difundir o medo diante da escola. O que isso revela sobre as novas estratégias da ultradireita para a “guerra cultural”

Por Fernando Henrique Ferreira*, em Outras Palavras

Durante décadas, a educação ocupou um lugar relativamente consensual no debate público brasileiro. Divergia-se sobre métodos, investimentos ou políticas educacionais, mas raramente se questionava sua legitimidade social. Discutia-se como melhorar a escola pública, ampliar o acesso, valorizar professores e garantir o direito constitucional à educação assegurado em 1988. A educação era vista como problema nacional, mas nunca como ameaça.

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A pequena política ficou menor. Por Mauro Iasi

Eis que estamos de volta a 2026, às vésperas de uma nova eleição. Então, nos perguntamos: qual é o projeto? 

No blog da Boitempo

”Eu devo estar encolhendo novamente.” 
— Alice no país das Maravilhas, Lewis Carroll

Há sete anos, neste mesmo blogue, escrevi um texto sobre a pequena política e nossas ambições, lembrando a feliz expressão de Carlos Nelson Coutinho segundo a qual estaríamos vivendo “a hegemonia da pequena política”. Nosso querido camarada se surpreenderia com o quando a estatura da política segue diminuindo, ao que parece, em razão diretamente proporcional ao tamanho de seus principais sujeitos. 

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Bota Velha: área de assentamento ameaçada por condomínio privado é reocupada no Abril Vermelho em Murici (AL)

Lara Tapety | CPT-AL

A luta pela terra voltou a se intensificar em Murici, na Zona da Mata de Alagoas. No último dia 17 de abril, data que marca os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, organizações e movimentos do campo reocuparam a área de cerca de 50 hectares do Bota Velha, que havia sido alvo de aprovação na Câmara Municipal para transformação em zona urbana e implantação de um condomínio privado.

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Exploração de terras raras em Goiás avança sob questionamentos jurídicos e pressiona territórios quilombolas

Nova legislação estadual sobre minerais críticos, aprovada em 2025, permite que o governo contorne legislação federal na corrida por investimentos estrangeiros

Por Marília da Silva | CPT Goiás

Desde 2025, o governo de Goiás intensifica as negociações em busca de mais investimentos estrangeiros para a exploração de minerais estratégicos. O estado abriga atualmente a Mineradora Serra Verde, primeira operação fora da Ásia de produção comercial de concentrado de terras raras, minerais utilizados na fabricação de componentes tecnológicos essenciais para a transição energética e para novas tecnologias de uso militar.

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O latifúndio e a vida. Por Carlos Marés*

No mês do aniversário de 30 anos da primeira ocupação organizada pelo MST em áreas griladas pela madeireira Giacomett Marodin, Carlos Marés escreve sobre o limite entre as leis garantidas por papéis e o direito à vida

Da Página do MST

É inacreditável a distância entre o direito escrito nas leis e a realidade dos povos, das gentes, dos bichos, das plantas, das pedras, rios e montanhas. A terra é a provedora de todas as necessidades, se junta à água e fornece vida. Quem não sabe dessa inconteste verdade? Até os bichos sabem! Mas o direito das leis, aquele que impõe regras e cria fórmulas de poder que exclui verdades, necessidades e vidas, não sabe. Vamos aos fatos. A densa floresta de araucária do Vale do Rio Iguaçu sempre foi povoada por povos que a conheciam detalhadamente e mantinham com ela uma relação de harmonia. Esses povos, generosos, permitiam que outros humanos chegassem, vivessem e usufruíssem das belezas e das riquezas de vida. Esse era o direito daqueles povos, diferentes entre si, múltiplos, que são genericamente conhecidos como Guarani. Viviam e deixavam viver. Outros povos por aí circulavam, aprendiam, ensinavam e a vida ia seguindo, não só a vida humana, a vida de todos os seres.

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Lucila Nawa leva ao Fórum Permanente da ONU mensagem dos povos indígenas: “Sem terra, não temos saúde”

A indígena participa da 25ª sessão do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, em Nova Iorque, cujo tema é saúde

Cimi

Para chegar à 25ª sessão do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, estabelecida em Nova Iorque entre os dias 20 de abril e 1º de maio, Lucila Nawa partiu do Acre, na fronteira com o Peru, e percorreu 5.700 km. “Viajei três dias para chegar aqui. Fora da Terra Indígena, não vi um pedaço de floresta em pé. Para os povos indígenas, viver sem floresta é viver sem saúde, principalmente para as mulheres indígenas. A demarcação é a nossa urgência”, declarou Lucila no segundo dia de atividades do Fórum Permanente, cujo tema deste ano é a saúde indígena: “Garantir a saúde dos povos indígenas, inclusive em contextos de conflito”.

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REGCHAG, Remam e Repam participam de forma conjunta no Fórum Permanente da ONU para Questões Indígenas

Durante esta semana, a delegação participa do Fórum depois das discussões prévias ocorridas no Caucus Indígena e da Minga Coletiva

Por Assessorias de Comunicação da REGCHAG, Remam e Repam, no Cimi

A experiência sustentada pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) em espaços de incidência internacional permitiu que a Rede Eclesial do Grande Chaco e Aquífero Guarani (REGCHAG) e a Rede Eclesial Ecológica Meso-Americana (Remam) se somassem, de forma articulada, à participação no Fórum das Nações Unidas para as Questões Indígenas, levando a voz dos territórios impactados pelas violações dos direitos humanos e coletivos. Este espaço mantém influência na tomada de decisões e na construção de boa parte da agenda de intervenção para os assuntos indígenas de nosso continente e do planeta.

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MPF pede anulação de licenças da Alcoa por dragagem irregular no Rio Amazonas, em Juruti

Órgão aponta ilegalidades no licenciamento ambiental, danos a comunidades ribeirinhas e exige estudos mais rigorosos para continuidade das operações

Por Tapajós de Fato

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nesta quarta-feira (22), a anulação imediata das licenças ambientais que autorizam atividades de dragagem realizadas pela mineradora Alcoa World Alumina Brasil no leito do Rio Amazonas, em Juruti, no oeste do Pará. 

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