Governo insiste em superávit absurdo em pleno ano eleitoral, que será altamente polarizado. Virão cortes no orçamento. Como sempre, o rentismo – que drenou 7% do PIB, só em 2025 – fica fora. Já não é hora dos juros deixarem de ser gastos “sagrados” do Estado?
O mais recente Relatório sobre Estatísticas Fiscais do Banco Central, divulgado no final de fevereiro, traz a consolidação das informações relativas a este importante instrumento de política econômica do governo federal. De acordo com a Nota à Imprensa, pode-se perceber que, ao longo do mês de janeiro de 2026, foram transferidos do Orçamento da União valores equivalentes a R$ 64 bilhões para honrar os compromissos junto aos detentores de títulos da dívida pública brasileira. Esse é o total das despesas financeiras para o primeiro mês do novo ano, que se constitui em um montante relativo ao pagamento de juros que incide sobre o estoque de endividamento do Estado brasileiro. Continue lendo “Juros, a despesa VIP no Brasil. Por Paulo Kliass”










