O diagnóstico de intolerância nas universidades públicas não se sustenta: a pesquisa de opinião que o fundamenta mede o êxito da campanha de desqualificação, não a realidade das salas de aula
A reunião realizada no Centro MariAntonia da USP (13/4/26) para elaboração do Manifesto[1] contou com dirigentes de entidades científicas (SBPC, ABC), o Instituto Sivis e docentes de universidades públicas. Em um contexto no qual fundos patrimoniais interferem diretamente na liberdade de cátedra e na renúncia forçada da metade dos reitores da Ivy League, o governo de Donald Trump dirige ataques abertos e violentos contra as universidades e uma rede de think tanks atua no sentido de aninhar a guerra cultural no interior das universidades, a chamada do Manifesto é oportuna. Também no Brasil o pluralismo e a liberdade de cátedra foram sistematicamente afrontados no governo de Jair Bolsonaro.
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