Passeio pela vida e obra do escritor que narrou a criação e presença do subúrbio, após o “bota-abaixo” que projetou o Rio na “modernidade”. O trem como laboratório social de personagens e histórias. E a educação como escape, em uma sociedade recém-saída da escravidão
Por Camille Bropp*, em Outras Palavras
Foi por meio de um “bota-abaixo” que o Rio de Janeiro do início do século XX decidiu ingressar na modernidade. Mais de 500 prédios e casarões demolidos para dar lugar a uma arquitetura inspirada na parisiense explicam a expressão popular, que, em sentido figurado, também revela as mudanças sociais higienistas que ocorreram no período. A reforma do prefeito Pereira Passos dividiu a então capital do país em duas, criando o subúrbio que o escritor Lima Barreto viu surgir na juventude e onde viveu a maior parte da vida. Para, no fim, deixar expresso aos familiares o pedido para que o sepultassem em outro lugar.
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