“A linguagem adotada pela Marinha do Brasil — ao qualificar os marinheiros anistiados como ‘abjetos’ — não constitui mero exercício historiográfico; mas, sim, a perpetuação, por via de ato de Estado, de uma narrativa de inferiorização e de negação de humanidade que é, em sua própria estrutura, uma manifestação de racismo institucional em sua dimensão social.
Tania Pacheco
O Juiz Federal Mario Victor Braga Pereira Francisco de Souza, da 4ª Vara Federal, condenou a Marinha do Brasil a “abster-se de empregar linguagem estigmatizante, pejorativa ou moralmente desabonadora (a exemplo do termo ‘abjetos’, entre outros equivalentes) ao se referir, em suas manifestações públicas, institucionais e ofícios direcionados aos Poderes da República, a João Cândido Felisberto, aos demais participantes da Revolta da Chibata e ao evento histórico em si.”
Continue lendo “Juiz reconhece ódio e racismo institucional em atitude da Marinha contra João Cândido e a condena ao pagamento de 200 mil reais a serem usados para a preservação da memória do Almirante Negro”