Colóquio celebra os 100 anos de Clarice Lispector, de 19 a 21/10

Por Claudia Costa, no Jornal da USP

Escrevo muito simples e muito nu. Por isso fere.
(Clarice Lispector, em Um Sopro de Vida)

A escritora Clarice Lispector (1920-1977) sempre foi um desafio à crítica, desde que despontou como uma voz singular nas letras nacionais, nos anos 40, até hoje, quando sua obra ganha projeção mundial com novas traduções e leituras originais. Em comemoração ao seu centenário – a ser completado no próximo dia 10 de dezembro -, o Colóquio Internacional Cem Anos de Clarice Lispector vai reunir críticos do Brasil, Portugal, França e Estados Unidos para discutir as várias faces dessa autora nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira.

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Alessandra Munduruku ganha Prêmio RFK de Direitos Humanos 2020 por sua luta

RFK

Washington, D.C. (12 de outubro de 2020) — Robert F. Kennedy Human Rights nomeou Alessandra Korap Munduruku a vencedora do Prêmio de Direitos Humanos de 2020 por seu trabalho em defesa da cultura, meios de subsistência e direitos dos povos indígenas no Brasil.

Os povos indígenas, incluindo a comunidade Munduruku da Alessandra, enfrentaram enormes desafios no Brasil nos últimos anos —desde garimpeiros e madeireiros invadindo e explorando ilegalmente territórios indígenas; aos incêndios generalizados na Amazônia; e um risco aumentado para o coronavírus; sem mencionar um presidente combativo que proativamente removeu proteçōes para comunidades indígenas e as insultou em várias ocasiões. 

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Mais uma tristeza de 2020: morre Quino, o criador da Mafalda

Joaquín Salvador Lavado tinha 88 anos e vivia em sua cidade natal, Mendonza, na Argentina

Redação Brasil de Fato

Faleceu, nesta quarta-feira (30), o cartunista Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino. Um dos maiores legados de Quino é sua personagem Mafalda, cujas tirinhas foram publicadas pela primeira vez em 1964, no contexto da ditadura argentina.

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Antônio Bento de Souza e Castro: O Chefe dos Caifazes

Escrita por Luiz Antônio Muniz de Souza e Castro, seu bisneto, e por Debora Fiuza de Figueiredo Orsi, “A Redenção de Antônio Bento” (Reality Books) é a primeira biografia do juiz branco abolicionista que ajudava negros escravizados a fugirem do cativeiro em São Paulo. No texto abaixo, o autor fala um pouco sobre ele:

Por Luiz Antonio Muniz de Souza e Castro

“Sem dúvida alguma somos, Débora e eu, hoje no Brasil as pessoas mais habilitadas a falar sobre Antônio Bento, meu bisavô, depois de mais de uma década de pesquisas sobre a obra e vida deste herói tão pouco valorizado pela historiografia do Brasil. Podemos garantir que os leitores e estudiosos ficarão encantados com o que encontrão na biografia, pois nem só conhecerão detalhes que até hoje permaneceram sepultados em documentos da época, como também vem de forma definitiva esclarecer equívocos sobre sua vida que por falta de pesquisa foram sendo repetidos ao longo dos anos.

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Eloy Terena: o advogado que marcou o ‘direito indígena’

No Estado de Minas

Na sessão de quarta-feira passada, o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, decidiu obrigar o governo Jair Bolsonaro a adotar medidas de proteção dos povos indígenas contra a covid-19, que ameaça aldeias desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Mais do que uma vitória dos povos indígenas e uma derrota do governo, a decisão do Supremo foi recebida como uma conquista histórica. Pela primeira vez, desde a criação do tribunal, um advogado autodeclarado indígena venceu uma ação de jurisdição constitucional na Corte. Luiz Henrique Eloy Amado, ou Eloy Terena, de 32 anos, nasceu em uma aldeia da etnia terena em Aquidauana (MS) e foi o responsável pela Arguição de Descumprimento de Preceito Constitucional (ADPF) que garantiu a decisão favorável.

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Do Programa Mais Médicos à Campanha pelo Prêmio Nobel da Paz aos médicos cubanos

Atualmente, cerca de 45 brigadas Henry Reeve atuam em 38 países, independente da posição ideológica de seus governos

Por Carmen Diniz*, no Brasil de Fato

Em 2016, não se imaginava que o Programa Mais Médicos no Brasil iria acabar dali a dois anos. Tudo caminhava (ainda, apesar do golpe) relativamente bem nesta área e o povo brasileiro era atendido pelos médicos e médicas de Cuba que aqui chegaram e trabalhavam nos locais mais longínquos do país.

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Morre o grande educador Higino Tenório, líder do povo Tuyuka, vítima do novo coronavírus

Por: Elaíze Farias, no Amazônia Real

Manaus (AM) – Educador, é o que bastaria para falar de Higino Pimentel Tenório, liderança indígena do povo Tuyuka, da região do Alto Rio Negro, no Amazonas. Professor, mestre, conhecedor de vários saberes da Amazônia e referência para pesquisadores, Higino Tuyuka foi mais uma vítima da Covid-19. Ele morreu, aos 65 anos, às 23h35 de quinta-feira (18), depois de 22 dias internado na ala indígena do Hospital Nilton Lins, em Manaus.

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