Reivindicações escancaram: a segregação persiste, apesar das cotas. Estudantes pedem melhores condições de permanência e estrutura. Reitoria cala-se e governo parte para repressão. E conflito expõe contradições do avanço da educação mercadoria
Por Antonio David e Lincoln Secco*, em Outras Palavras
Na madrugada do dia 9 para o dia 10 de maio de 2026, vimos se repetir uma cena que, de tempos em tempos, ocorre na Universidade de São Paulo (USP): a Polícia Militar do Estado de São Paulo invadiu a Reitoria para, sob pancadas de cacetetes e com direito a corredor polonês, expulsar os estudantes que desde o dia 7 a ocupavam. Por que isso aconteceu?
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