‘A impunidade não durará para sempre’: O que dá esperança. Entrevista com Francesca Albanese

A Relatora Especial da ONU aponta uma saída para a atual crise que o direito internacional enfrenta, ao mesmo tempo em que responde às críticas sobre sua posição em 7 de outubro.

por Samah Salaime, em +972 Magazine / IHU

No meio da recente palestra de Francesca Albanese na SOAS University of London, o jovem sentado ao meu lado na plateia começou a chorar baixinho. A Relatora Especial da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados falava sobre o papel do direito internacional em tempos de genocídio, mas o homem já não prestava atenção. (mais…)

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Assim os rentistas dissolvem a democracia. Por Ladislau Dowbor

Desigualdade abissal exposta em Davos serve-se também de um abismo técnico. Sociedades e Estados decidem em ritmo analógico, mas riqueza social é capturada em velocidade quântica. Luta por soberania tem dimensão político-digital decisiva

Por Ladislau Dowbor | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Quando Jack Welch transformou a General Electric de uma produtora de eletrodomésticos em uma “investidora” financeira, multiplicando lucros com uma base produtiva reduzida, ele influenciou uma profunda mudança na cultura empresarial norte-americana, generalizando o rentismo. No centro das empresas produtivas agora está o acionista. (mais…)

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Novo Marco do Saneamento: análise de um fiasco

Aprovada em 2020, nova lei reverte legislação anterior, fruto de anos de debate e participação social. Modelo atual exclui regiões “não rentáveis” de contratos e, a longo prazo, sucateia a infraestrutura pública dos estados. Em números, os prejuízos no Sergipe e Piauí

Por Adauto S. do Espírito Santo*, em Outras Palavras

Aprovada em meio a polêmicas em 2020, a Lei 14.026 prometia revolucionar o saneamento básico no Brasil, atraindo investimentos privados para universalizar os serviços de água e esgoto. No entanto, uma análise detalhada de sua construção e, sobretudo, de sua implementação prática revela um cenário muito diferente: a lei tem sido o principal instrumento para um desmonte do patrimônio público do setor, não para a universalização, mas para a implantação de um modelo de negócios excludente e a criação de obstáculos quase intransponíveis para o atendimento das populações mais pobres e dispersas. (mais…)

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Se queres a paz, prepara-te para a guerra

Incapazes de enxergar seu próprio declínio, EUA abandonaram a hipocrisia. Brasil e América do Sul precisam construir poder dissuasório. Inclui reequipar forças armadas, reavaliar adesão ao TNP e (re)assumir o controle sobre as terras raras, Fernando de Noronha e Alcântara

Por José Maurício Bustani e Paulo Nogueira Batista Jr.*, em Outras Palavras

A ninguém escapa que vivemos atualmente uma fase de imensos riscos no mundo inteiro. Desde a Segunda Guerra Mundial, não se via um quadro geopolítico e militar tão problemático e perigoso. (mais…)

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MST reafirma luta anti-imperialista e convoca povo brasileiro à Reforma Agrária Popular

Em Carta ao Povo Brasileiro, o Movimento reafirma enfrentamento ao capital, ao imperialismo, ao racismo, ao patriarcado e a todas as formas de opressão

Por Iris Pacheco e Janelson Ferreira, da Página do MST

Entre os dias 19 a 23 de janeiro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou seu 14º Encontro Nacional com mais de 3 mil militantes Sem Terra e representantes de organizações populares do Brasil e do mundo. Durante o ato final, foi divulgada uma Carta ao Povo Brasileiro, na qual se analisa a conjuntura internacional e nacional, reafirma seus princípios históricos e convoca a classe trabalhadora à luta por soberania, justiça social e Reforma Agrária Popular. (mais…)

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Sete anos depois, responsáveis pela barragem de Brumadinho ainda não foram responsabilizados

O crime da Vale e da Tüv Süd matou 272 pessoas e assolou a bacia do Rio Paraopeba

Lucas Krupacz E Nara Lacerda, Brasil de Fato

Era 25 de janeiro de 2019 quando 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração foram despejados na bacia do rio Paraopeba, em Brumadinho (MG), deixando um rastro de destruição e causando 272 mortes. Neste domingo, portanto, o crime completa sete anos. De lá para cá, as empresas Vale e Tüv Süd (que operavam a mina) e seus diretores não foram efetivamente responsabilizados. (mais…)

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