Povos Terena e Guató recorrem ao STF contra avanço da Hidrovia Paraguai-Paraná

Comunidades dizem que não foram ouvidas sobre projeto e pedem análise dos impactos sobre o Pantanal

Por Ângela Kempfer, Campo Grande News

Representantes dos povos terena e guató pediram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para participar do processo que discute a implantação da Hidrovia Paraguai-Paraná. As comunidades afirmam que podem ser afetadas pelas obras previstas no Rio Paraguai e alegam que não houve participação dos povos indígenas nas decisões tomadas até agora.

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MPPA recomenda suspensão de novos licenciamentos na APA Alter do Chão até criação do Plano de Manejo

Recomendação aponta omissão de mais de 20 anos na gestão da unidade de conservação e cobra cronograma da Prefeitura de Santarém em até 60 dias

Por Tapajós de Fato

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) recomendou que a Prefeitura de Santarém e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) adotem medidas urgentes para elaborar, aprovar e implementar o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão. Criada em 2003, a unidade de conservação está há mais de 20 anos sem o principal instrumento técnico de gestão ambiental previsto em lei.

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O fantasma da raça ausente na Reforma Sanitária

Em nosso imaginário, que imagens representam o processo que revolucionou a saúde no Brasil? Em um contexto de mobilização, qual era o papel da população negra em sua construção? “Sankofiar” a memória dessas lutas pode abrir novos caminhos para o SUS

Por Sophia Rosa Benedito*, em Outra Saúde

Após quase quatro décadas da 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), durante entrevista que realizei com uma militante da enfermagem que viveu o evento, escutei a seguinte problematização: “Olha para a mesa da Oitava. Faz esse exercício. Eram todos homens. Todos brancos.”

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Maternidade: como valorizar o trabalho de cuidado?

Os esforços (não-remunerados) das mães são “a infraestrutura que sustenta o capitalismo”. Que políticas podem ser implementadas para transformar esse cenário? Leia trecho de livro recém-publicado pela Editora Fósforo que debate alternativas

Excerto de “Matrescência: sobre a metamorfose da gravidez, do parto e da maternidade”

Por Lucy Jones*, em Outra Saúde

Retratar o trabalho de cuidado como algo fácil, que qualquer um pode fazer sozinho, é uma forma de justificar a desvalorização e a baixa remuneração dos cuidadores. Ao naturalizar o trabalho de cuidar dos filhos e criá-los, a sociedade pode obscurecer e mistificar o que ele realmente é: a infraestrutura que sustenta o capitalismo. Sem trabalhadores, não há trabalho. O maior setor de nossa economia é, na verdade, o trabalho não remunerado. Em 2016, o Escritório Nacional de Estatística do Reino Unido [ONS, na sigla em inglês] revelou que o valor do cuidado infantil não remunerado — maternidade, paternidade, criação de filhos — era de 351,7 bilhões de libras. Ao todo, o trabalho doméstico não remunerado equivalia a 63,1% do produto interno bruto (PIB). [1]

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Cerrado perdeu 38% de água em rios e lagoas

75% dos municípios perderam superfície de água em corpos hídricos naturais e 71% viram áreas de reservatórios aumentarem; mudança foi mais acentuada no sul do bioma e no Matopiba

Por Lucas Guaraldo, em EcoDebate

A área de corpos hídricos naturais do Cerrado, como rios e lagoas, diminuiu 38% desde 1985, uma redução de cerca de 348 mil hectares, aponta levantamento coordenado por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para a quinta coleção do MapBiomas Água. No mesmo período, corpos hídricos antrópicos, como reservatórios e barragens hidrelétricas, passaram a ocupar uma área 87% maior, com um acréscimo de 496 mil hectares.

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As linhas de sangue que cortam a Palestina

Livro mostra o terror das políticas expansionistas de Israel combinadas ao ódio étnico. Em arte e texto, desvela o “fascismo com fascismo se paga” do sionismo sob salvaguarda da Europa – e a dor, revolta e esperanças por trás da crueldade sistemática e espetacularizada

Por Yuri Martins-Fontes*, em Outras Palavras

O livro do artista, historiador da arte e militante brasileiro Marcelo Guimarães Lima – em português, Palestina: tragédia e esperança no século XXIi– é uma edição cuidadosa que conjuga reflexão crítica e expressão artística para enfrentar o maior drama humanitário do século: o genocídio continuado do povo palestino por Israel, massacre que tem apoio político e militar dos Estados Unidos e da União Europeia, além de contar com a aprovação massiva da população judaica-israelenseii.

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Toda voz universal é divina ou totalitária. Entrevista com Adriana Cavarero

IHU

Adriana Cavarero é uma filósofa que fez da escuta um método. Professora de Filosofia Política na Universidade de Verona, onde hoje é professora emérita e preside o comitê científico do Hannah Arendt Center for Political Studies, formou-se na antiga filosofia grega, e foi de Platão e de Homero que retirou a matéria de toda a sua obra: a suspeita de que o pensamento ocidental, ao erigir o logos em medida do humano, silenciou aquilo que teimava em cantar.

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Sem Terra ampliam mobilização contra despejo de cinco mil famílias em Alagoas

Mobilização na capital Maceió reúne mais de 1000 trabalhadores e trabalhadoras rurais em pressão contra o despejo das famílias das áreas das usinas Laginha e da Guaxuma

Da Página do MST

Na manhã desta terça (7), os camponeses e camponesas em luta na capital Maceió desde a última segunda-feira, realizam uma marcha pelo centro da cidade e ocupam a frente do Tribunal de Justiça de Alagoas, ampliando a mobilização dos Sem Terra contra o despejo das famílias que vivem hoje nas áreas ocupadas das antigas usinas Laginha e Guaxuma. Ao todo cinco mil famílias estão sob ameaça nessas áreas. A ação em Maceió já conta com a ocupação da frente do Palácio do Governo, há mais de 24 horas.

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O que o legado de Tereza de Benguela e Lélia Gonzalez nos ensinam sobre o 25 de Julho?

A data denuncia as violências contra as mulheres negras e reafirma a importância da luta coletiva contra o racismo, sexismo e as desigualdades; no Brasil também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela

Por Elizana Monteiro, Paula França e Aline Luana Oliveira, da Página do MST

O dia 25 de julho não é apenas uma data comemorativa, mas, acima de tudo, trata-se de um marco político da luta das mulheres negras da América Latina e do Caribe. Instituída em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, a data nasce da urgência de denunciar as muitas violências impostas às mulheres negras e de afirmar uma agenda coletiva de enfrentamento ao racismo, ao sexismo e às desigualdades de classe.

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Os direitos indígenas pela metade

Artigo analisa como interpretações restritivas da Constituição, políticas compensatórias e negociações sobre direitos originários esvaziam as garantias constitucionais asseguradas aos povos indígenas

Por Roberto Liebgott, do Conselho indigenista Missionário (Cimi) Regional Sul e advogado indigenista

Uma das estratégias mais eficazes para negar direitos não é suprimi-los por completo, mas garanti-los apenas pela metade. No caso dos povos indígenas, essa tem sido uma prática recorrente nos campos político, jurídico e administrativo: transformar direitos constitucionais em concessões parciais, compensações precárias ou medidas paliativas, esvaziando seu conteúdo e impedindo sua plena efetivação.

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