Setor expressa, há 500 anos, a condição periférica do país. Agora, Brasil retorna ao centro de uma disputa geopolítica e da cobiça extrativista. Tem 20% das reservas de minerais críticos. Grande desafio: aprender com o passado. Daí a razão da Terrabrás
Por Flávio Cruvinel Brandão*, em Outras Palavras
No dia 17/07/2026 o premiadíssimo Jornalista Jamil Chade publicou uma reportagem exclusiva sobre as chantagens do governo norte-americano, leia-se Donald Trump, apresentadas ao governo brasileiro, em fevereiro de 2026, por meio de uma carta oficial, exigindo do Brasil várias medidas: eliminação das tarifas de importação para áreas estratégicas como a agricultura, comércio digital, industrial, minerais críticos, tecnologia segura, aeroespacial e trabalho (Jamil Chade, 2026). Destacamos da carta ao governo brasileiro as referências aos minerais críticos: “Adotar medidas que limitem investimentos por atores não-orientados pelo mercado”1 (e entidades estrangeiras com atuação nos setores de mineração, refino e outros setores industriais críticos, sendo atores não orientados pelo mercado a forma pela qual o governo norte-americano se refere aos chineses, sem citá-los). E mais: “Revisar a venda da operação de níquel da Anglo-American e garantir um processo justo para empresas dos EUA investirem no Brasil no setor de minerais críticos.”2
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