Greve de alunos cobra políticas de permanência e atinge 264 cursos da USP, Unicamp e Unesp

Movimento denuncia precarização, falta de apoio e exploração como bolsa moradia que exige trabalho mensal

Por Wanessa Celina | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Em greve há mais de um mês, os movimentos estudantis da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizaram, na última quarta-feira, 20 de maio, um ato conjunto contra a precarização e privatização do ensino público, além de reivindicar melhorias nas condições de permanência nas universidades estaduais.

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Aluguel, retrato de um sequestro das cidades

Sonho da casa própria desmorona no Brasil. Mercado começa a ver mais lucros no aluguel que na venda. Imóveis viram ativos financeiros com plataformas como o Airbnb. E o poder público troca políticas habitacionais por “auxílio aluguel” precário. Quais são os caminhos para resgatar o direito à moradia digna?

Por Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Paula Santoro em entrevista a Rôney Rodrigues

Pode ser o retrato silencioso de uma transição habitacional? O sonho da casa própria, ainda alimentado por nove em cada dez brasileiros sem imóvel, vem naufragando para dar lugar a uma nova realidade: o aluguel. Em nove anos, o país viu o número de moradias alugadas saltar 54,1% — de 12,3 milhões (18,4% do total), em 2016, para 18,9 milhões (23,8%), em 2025. No mesmo período, a fatia dos imóveis próprios e quitados encolheu de 66,8% para 60,2%. A esperança de deixar o “perrengue” do aluguel e fincar raízes na segurança da casa própria afunda. Enquanto isso, nos últimos doze meses, o preço dos aluguéis subiu 13,5% — e só em janeiro de 2026, a alta foi o triplo da inflação. Os dados são da PNAD Contínua deste ano.

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Sabesp: A quem servem as privatizações

Após capturarem saneamento em SP, rentistas abocanham 37% das contas d’água. Diretores já ganham R$ 708 mil mensais. E empresa demite 47% dos trabalhadores, reduz abastecimento, lidera queixas no Procon e vive série inédita de acidentes

Por Marcos Helano Montenegro, Amauri Pollachi e Edson Aparecido da Silva, em Outras Palavras

O Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS) realizou uma investigação sobre a Sabesp após sua privatização em julho de 2024, em que identificou uma forte elevação dos lucros acompanhada de expressiva redução de custos operacionais da empresa, especialmente do custo de pessoal. 

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Eleições: O adversário não pode escalar nosso time

É preciso vencer a ultradireita em outubro – porque a vitória abrirá espaço para debater o futuro do país. Mas é triste ter, nos ministérios econômicos e no Itamaraty, equipes sem projeto, sem audácia e sem alma. Elas dão o tom a um governo sem rumos

Por Paulo Nogueira Batista Jr*, em Outras Palavras

Um tema do momento é a dificuldade de traduzir os resultados econômicos do governo Lula em intenções de voto para outubro. A recente crise da candidatura do principal opositor, Flávio Bolsonaro, tranquilizou os apoiadores de Lula, mas a eleição está longe de ganha, como sabemos, e o problema persiste. 

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Lima Barreto, cronista das cidades desiguais

Passeio pela vida e obra do escritor que narrou a criação e presença do subúrbio, após o “bota-abaixo” que projetou o Rio na “modernidade”. O trem como laboratório social de personagens e histórias. E a educação como escape, em uma sociedade recém-saída da escravidão

Por Camille Bropp*, em Outras Palavras

Foi por meio de um “bota-abaixo” que o Rio de Janeiro do início do século XX decidiu ingressar na modernidade. Mais de 500 prédios e casarões demolidos para dar lugar a uma arquitetura inspirada na parisiense explicam a expressão popular, que, em sentido figurado, também revela as mudanças sociais higienistas que ocorreram no período. A reforma do prefeito Pereira Passos dividiu a então capital do país em duas, criando o subúrbio que o escritor Lima Barreto viu surgir na juventude e onde viveu a maior parte da vida. Para, no fim, deixar expresso aos familiares o pedido para que o sepultassem em outro lugar.

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Universidades: novo ciclo de uma antiga crise?

Cortes de orçamento, ameaçam, desde o Teto de Gastos, a universidade pública. Em paralelo, projeto educacional expande e concentra ainda mais a fatia de grupos privados. Mesmo a volta dos investimentos precisaria rever políticas inadequadas e pró-corporações

Por Michel Goulart da Silva*, em Outras Palavras

Nos últimos anos, vem sendo recorrentes notícias e comentários de que as instituições públicas de ensino correm o risco de fechar as portas em todo o país. Esse problema ocorre, de forma mais imediata, por conta de ações orçamentárias – bloqueios, cortes, contingenciamentos, entre outros termos – pelo qual essas instituições vêm passando há pelo menos dez anos. 

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Terras raras, velha espoliação: O avanço da mineração sobre os territórios camponeses

Nesta Jornada em Defesa da Natureza, o MST une pesquisadores, militantes e integrantes de movimentos populares na denúncia sobre como a corrida global por minerais estratégicos reproduz a lógica colonial

Por Fernanda Alcântara, da Página do MST

A luta em defesa da natureza mudou de patamar. Hoje, a ‘bancada do boi’ não passa boiada sem enfrentar a resistência do povo, e este é o caso da disputa pelas “terras raras”, que entrou em uma nova fase no Brasil com o Congresso acelerando a criação de um marco legal para minerais críticos e estratégicos e, ao mesmo tempo, com a intensificação da pressão de investidores, do agronegócio e de empresas transnacionais sobre territórios ainda pouco protegidos. 

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Massacre de Pau D’Arco: Justiça do Pará marca julgamento de recurso dos policiais para 26 de maio, nove anos depois dos assassinatos de dez trabalhadores rurais

Por CPT Regional Pará

O Tribunal de Justiça do Estado do Pará marcou para a próxima terça-feira, dia 26 de maio, às 9h30, o julgamento dos recursos apresentados pelos policiais acusados da morte de dez trabalhadores e uma trabalhadora rural na fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco, no sul do Pará). O caso ficou conhecido como o Massacre de Pau D’Arco. A chacina completará nove anos neste domingo, 24 de maio, e será lembrada em um ato em memória das famílias hoje ocupantes do recém criado projeto de assentamento Jane Júlia. 

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São Luís recebe exposição fotográfica de povos e comunidades tradicionais do Maranhão em junho

Acervo conta com registros históricos da CPT Maranhão e produções fotográficas de povos e comunidades tradicionais acompanhados pela Pastoral no estado

CPT

Entre 09 e 19 de junho, a capital maranhense recebe a exposição fotográfica “Teimosia de Viver” na Galeria do Centro de Referência Azulejar do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), localizado no Centro Histórico de São Luís. O projeto é realizado pela CPT Maranhão, em parceria com Grassroots InternationalMisereor, Agro É Fogo, Salve a Floresta, além do IFMA – e seu Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) –  e o Ministério Público do Trabalho (MPT-MA) da 16região. 

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Entre a Autonomia e a Justiça: o debate que atravessa o Quilombo Kalunga e reacende discussões sobre autodeterminação territorial no Brasil*

Identidade e Coletividade: quando um território debate seu próprio futuro

Por Fátima Tertuliano/Rádio Kalungueira, em CPT

No coração do Cerrado brasileiro, entre chapadas, vãos e memórias ancestrais, um novo debate atravessa o maior território quilombola do Brasil: até onde vai a autonomia de um povo tradicional para definir suas próprias regras de pertencimento, representação e governança?

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