Do Carandiru a Altamira, massacres, superlotação e guerra às drogas revelam o fracasso do encarceramento em massa e ajudam a entender por que prometer mais punição ainda rende mais votos.
Por Mariana Rosetti, na Ponte
“Chegou a morte”, era a frase que Maurício Monteiro ouvia policiais militares gritarem, em meio a estampidos de disparos de arma de fogo, no corredor do terceiro andar do pavilhão 9 da Casa de Detenção do Carandiru, na zona norte de São Paulo. Monteiro acompanhava a movimentação da cela que dividia com outros companheiros.
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