Impactos ampliam abstenção e vão além dos currais eleitorais. Estudo mostra que territórios controlados têm 30% menos organizações sociais. Onde elas existem, ação coletiva é cerceada por ameaças, represálias e autocensura – especialmente em áreas de milícia
Por Taísa Sanches, Clara Polycarpo, Utanaan Reis, Bruno Frazão e Orlando Santos Junior, em Outras Palavras
Enquanto a segurança pública ocupa o centro do debate eleitoral no Rio de Janeiro, uma questão permanece à margem: como exercer a democracia em territórios onde o medo, a vigilância e a coerção restringem a liberdade de organização e participação política?
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