Em “Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon”, a descolonização deixa de ser apenas horizonte discursivo ou leitura das obras distanciadas na fala de Fanon e passa a se inscrever na própria arquitetura institucional da exposição
Por Thais de Menezes, no Alma Preta
É a dimensão ancestral, o maior pulso de conexão artística na exposição “Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon”, no Museu das Favelas. Na direção artística da exposição, cuja curadoria assino ao lado de Jairo Malta, a exposição convoca o psiquiatra Fanon não como monumento da teoria crítica, mas como força em circulação no presente. Ao refletir sobre a cultura nacional argelina, Frantz Fanon argumentou que a luta reintegraria os antepassados não como figuras de museu, mas como presenças vivas capazes de orientar um povo em marcha.
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