Eleições: A agenda necessária ao Brasil

Reunidos em SP, ativistas e pensadores alertam: país ainda fala em “ajuste fiscal”, enquanto mundo recupera papel indutor e planejador do Estado. Reviravolta geopolítica abre janela, mas Lula precisa oferecer futuro convincente. Documento propõe esboço de programa nacional

Por FESP-SP

Agenda democrática e desenvolvimentista

O processo eleitoral deste ano caminha, como em 2022, para a construção de uma ampla e heterogênea frente política para derrotar as forças da extrema direita. Neste processo considera-se essencial um esforço para produzir uma agenda democrática e desenvolvimentista, que recupere e amplie direitos dos trabalhadores, que afirme a soberania nacional, que crie condições para uma renovada e consistente política de investimentos que restitua o protagonismo do Estado para o planejamento, o investimento, a capacidade para estabelecer as diretrizes e coordenar um novo ciclo desenvolvimentista, assentado em bases democráticas. Essas tarefas são incompatíveis com as políticas de ajuste fiscal e de aperto monetário em vigor no país.

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UFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal

Em eleição inédita para reitoria, comunidade acadêmica reafirma recusa ao ideário travestido de “moderno” e “eficiente”. Propõe a luta pelo orçamento público, o resgate da mobilização permanente, a importância do convívio presencial e o sentido de soberania

Por Graça Druck e Luiz Filgueiras, em Outras Palavras

O resultado da primeira eleição direta para a Reitoria das universidades federais, realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), conforme a nova regra que aboliu a lista tríplice a partir da qual o Presidente de República escolhia o seu indicado dentre os mais votados em uma consulta à comunidade universitária, consagrou a vitória de uma conquista democrática histórica, reafirmando a autonomia das universidades.

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Huck, Galípolo & Durigan: tríplice aliança. Por Paulo Kliass

O apresentador-bilionário “do povão” insurge-se contra o Bolsa Família. O presidente do BC, indicado por Lula, abraça os juros obscenos. O ministro da Fazenda alia-se à Meta. Retratos das forças que sabotam o Brasil: os oligopólios midiáticos, o financismo e as big techs

Em Outras Palavras

O bilionário Luciano Huck não consegue esconder a sua condição de classe social, integrante do bloco dos privilegiados. Apesar de ter conseguido alcançar o patamar do topo da elite brasileira, ele traçou este caminho graças a seus contatos diretos estabelecidos com integrantes da grande maioria da população por meio de programas televisivos. Vira e mexe, ele pratica seus exercícios de sincericídio, verbalizando sem nenhum tipo de autocensura aquilo que as classes dominantes de nosso país pensam a respeito das necessidades do povo e das funções que caberiam ao Estado a esse respeito. Por sua condição de elevada popularidade, graças a seus programas dominicais na maior rede de comunicações e de elevada audiência junto às camadas populares, seu nome sempre volta à baila quando se trata de buscar uma alternativa da chamada “terceira via” para a disputa presidencial. Assim foi em 2018 e 2022. Aguardemos as cenas das próximas pesquisas.

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TJPA mantém decisão que leva acusados do Massacre de Pau D’Arco ao Tribunal do Júri

Decisão unânime que rejeitou recursos dos policiais é considerada avanço histórico contra a impunidade e fortalece luta das famílias por memória, verdade e justiça

CPT

A 2ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) decidiu, nesta segunda-feira (26), manter a decisão que leva ao Tribunal do Júri os policiais acusados pelo Massacre de Pau D’Arco, ocorrido em 2017, no sul do Pará. Por unanimidade, os desembargadores rejeitaram os principais recursos apresentados pelas defesas e confirmaram a sentença de pronúncia dos acusados.

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MST transforma um dos maiores latifúndios do sul do Brasil em território da Reforma Agrária

Há 30 anos, mais de 83 mil hectares de terras griladas pela madeireira Giacomet Marodin/Araupel começaram a ser ocupados por famílias Sem Terra. Hoje é uma terra de vida digna para cerca de 5.500 famílias camponesas

Por Ednubia Ghisi, do Setor de Comunicação e Cultura do MST no PR, na Página do MST

O pequeno município de Rio Bonito do Iguaçu, na região centro-sul do Paraná, ganhou sua emancipação no início dos anos 1990, com pouco mais de 5 mil habitantes. Na contramão da maioria das cidades pequenas do estado, em poucos anos a população triplicou de tamanho. A explicação para este fenômeno tem data marcada na história. Foi há 30 anos, na madrugada de 17 de abril de 1996, quando mais de 15 mil homens, mulheres e crianças marcharam pela rodovia BR-158 durante 3 horas, vindos de Laranjeiras do Sul, e também com caminhões e carros que partiram de Saudade do Iguaçu. 

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Homicídios de indígenas dobram no Amazonas, diz Atlas 2026

O estado, conforme dados do Ipea e FBSP, se destaca na Região Norte com 73 homicídios contra os povos originários no ano de 2024. Os crimes são motivados, na maior parte dos casos, pelo avanço do crime organizado e sua expansão para o interior da Amazônia. Facções criminosas, entre elas, o PCC, passaram a disputar territórios tradicionais para controlar economias ilegais, como o garimpo e crimes ambientais. Essa realidade é agravada por conflitos fundiários históricos e pela intensa pressão territorial sobre as terras protegidas

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Uma violência que não cessa expõe o cenário letal contra os indígenas da região Norte do Brasil. Os dados foram analisados no Atlas da Violência 2026, divulgado de forma híbrida nesta terça-feira (26), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo aponta que o Estado do Amazonas lidera a estatística, saltando de 36 homicídios, em 2023, para 73 em 2024, duplicando o número de indígenas mortos em apenas um ano. 

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MPF ajuíza ação sobre repressão às Ligas Camponesas e aponta continuidade histórica da violência no campo na Paraíba

Ação pede reparação e preservação da memória; segundo o MPF, violência iniciada na ditadura segue até hoje alimentada pela impunidade

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública, nesta terça-feira (26), contra a União e o estado da Paraíba para responsabilização por graves violações de direitos humanos praticadas contra integrantes das Ligas Camponesas e trabalhadores rurais entre 1964 e 1981. A ação sustenta que a repressão não foi composta por episódios isolados, mas por um sistema organizado de perseguição política, sustentado pela atuação conjunta de agentes estatais e estruturas privadas ligadas ao latifúndio, com efeitos que, segundo o MPF, ultrapassaram o período da ditadura militar e permanecem presentes até hoje.

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Após denúncias, gestão Nunes aditou R$ 49 mi à ONG de produtora de Dark Horse

Contrato de Wi-Fi com a ONG Instituto Conhecer Brasil sobe para R$ 157 milhões; MP investiga possíveis irregularidades

Por Leonardo Fuhrmann | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

A gestão de Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo fez um aditamento de R$ 49 milhões ao contrato com a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade é presidida por Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse — cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

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Ministra da Igualdade Racial afirma que demarcação de terras quilombolas é prioridade de Estado

Rachel Barros participou de sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça (26)

Por Emanuelle Brasil, Agência Câmara de Notícias

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, afirmou nesta terça-feira (26) que a regularização de terras quilombolas é prioridade de Estado. A declaração foi dada durante sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem aos 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

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A jornada da semente e a economia ainda invisível da restauração de florestas no Brasil

Brasil tem meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, mas setor ainda passa longe de superar gargalos básicos

Por Isabel Seta | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

O Brasil tem quatro anos para cumprir um grande compromisso internacional: plantar novas florestas. Muitas novas florestas. O país assumiu como uma de suas metas do Acordo de Paris, principal tratado global para enfrentar a crise climática, recuperar a vegetação nativa de 12 milhões de hectares. Quase uma Inglaterra de novas matas. É uma área equivalente à soma dos estados de Pernambuco e Sergipe em campos e florestas. Passados nove anos desde o lançamento do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, menos de 30% da meta foi cumprida até agora – são pelo menos 8,6 milhões de hectares que ainda precisam ser plantados.

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