A surpreendente ascensão da esquerda nos EUA

Como os socialistas estão vencendo batalhas importantes no Partido Democrata, ao propor pautas ligadas aos direitos e ao Comum. Os papéis de Bernie Sanders, Mamdani e Alexandra Ocasio. A resposta de Trump: um nervoso “apelo à Ordem”…

Por Daniel Kersffeld, em Outras Palavras

No mesmo momento em que a influência poderosa de Donald Trump impulsiona a ascensão da extrema-direita na América Latina, um fenômeno oposto se dá [nos] Estados Unidos. No interior do Partido Democrata, uma corrente que se coloca de forma clara à esquerda está vencendo um número inédito de eleições primárias, em cidades importantes. Seu triunfo enfraquece as correntes vistas como favoráveis às corporações ou à política imperial norte-americana. O fenômeno é considerado pelo próprio New York Times como um das principais tendências políticas atuais no país.

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Dowbor: Elogio do gratuito e do universal

Nas sociedades contemporâneas, distintos arranjos produtivos podem funcionar. Os mercados têm seu papel. Mas Saúde, Educação, Conhecimento e tudo o indispensável para vidas dignas e proveitosas precisa estar em outra esfera. Somos seres humanos, não clientes

Por Ladislau Dowbor*, em Meer | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Ronald Reagan proclamou que o Estado não é a solução, mas o problema.
Com Margaret Thatcher, abriu-se caminho para o desmantelamento
do Estado de bem-estar social, que mantinha um equilíbrio razoável
entre os interesses públicos e privados.
Com Trump, a situação atingiu dimensões absurdas.
Simplificar as complexas questões de organização em uma
sociedade funcional, e principalmente oferecer à população um alvo para culpar,
certamente funciona em termos políticos. Mas a questão não é encontrar culpados,
e sim organizar a sinergia entre os atores econômicos e políticos.
Não existe uma solução única para todos na complexa sociedade moderna.
Ladislau Dowbor

A necessidade de mudanças drásticas na disciplina econômica nunca foi tão urgente.
A humanidade enfrenta crises existenciais, com a saúde do planeta
e os desafios ambientais tornando-
se grandes preocupações. 1
Jayati Ghosh

Uma abordagem prática consiste em analisar como diferentes áreas de atividade podem se apoiar mutuamente. Como consultor da ONU, organizei iniciativas de desenvolvimento em diversos países, principalmente pobres, e constatei que era prático demonstrar como diferentes áreas de atividade poderiam funcionar melhor se se reforçassem umas às outras. É possível apoiar a produção agrícola, mas isso também exige infraestrutura. A produção estaria na esfera privada, cada agricultor é dono de sua parcela de terra, regulamentada pelos mercados, mas a infraestrutura, como estradas ou energia, exigiria planejamento e financiamento públicos. Organizar a sinergia entre as diferentes áreas, em vez de procurar culpados, é claramente o caminho a seguir.

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Amazônia e o grave risco de privatizar as rodovias

Concessão de trecho da BR-364, adquirido em leilão sem concorrentes, marca retorno do Grupo Opportunity à região. Sua ligação com o agro é conhecida. Empreendimentos ocorrem em paralelo ao fim da moratória da soja e já marcados por ausência de participação social

Por Jacob Binsztock*, em Outras Palavras

Contextualização

O Programa de Concessões de Rodovias Federais foi lançado em 1995 no apogeu das políticas neoliberais, tendo consentido cerca de 10 mil km de estradas, segundo informações divulgadas pelo BNDES. É importante destacar que o mercado de concessões rodoviárias do país é constituído por 70 Sociedades de Propósitos Específicos (SPE), financiadas pelo Estado por intermédio de recursos do BNDES e complementados com a participação do mercado de capitais, emitindo debêntures em projetos de longo prazo e contemplados com benefícios fiscais.

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Entrevista: “Desmatar e queimar a Amazônia é acelerar as mudanças climáticas”

A afirmação é da professora e pesquisadora do INPE, Luciana Gatti, que neste Dia da Ciência (08), destaca a importância das pesquisas científicas na proteção dos povos e enfrentamento aos eventos extremos

Por Solange Engelmann, da Página do MST

Nesta quarta-feira (08), data em que celebramos o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico,  precisamos falar sobre o papel da ciência no enfrentamento às mudanças climáticas e eventos extremos que têm atingido cada vez mais pessoas, principalmente as mais pobres e que vivem em áreas de periferias no Brasil.

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Não à utopia. Por Lúcio Flávio Pinto

Lúcio Flávio Pinto resgata história de quando foi consultado por técnicos do BNDES para falar sobre o Fundo Amazônia, há quase 20 anos, e como sua ideia foi ignorada. ‘Sugeri que, ao invés de distribuir o dinheiro do programa, pulverizando os recursos disponíveis, podiam definir um único alvo: a formação de cientistas para encarar os desafios amazônicos.’

Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real

Não tenho certeza, mas acho que foi em 2008. Um grupo de técnicos do BNDES com atuação no meio ambiente veio me visitar em casa. Queria sugestões e opiniões sobre o Fundo Amazônia, que completa agora 18 anos de vida. Sugeri que, ao invés de distribuir o dinheiro do programa, pulverizando os recursos disponíveis, podiam definir um único alvo: a formação de cientistas para encarar os desafios amazônicos. Não como retaguarda a recolher a massa de pães, como na história de João e Maria, mas como personagens de vanguarda nas frentes de ocupação ainda em sua dinâmica irracional.

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“Não terá impacto algum”, diz especialista sobre discurso de Flávio Bolsonaro nos EUA

Analistas ouvidos pela Pública identificam efeito político, mas pouco impacto prático em ação do senador

Por Maira Escardovelli | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), discursou nesta terça-feira (7) em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Em mais uma tentativa de se afastar do desgaste causado pelo seu entorno político, que, aliado ao governo de Donald Trump, supostamente articulou, em 2025, o tarifaço de 50% sobre as importações brasileiras, Flávio afirmou ter defendido em Washington as empresas brasileiras, a economia nacional e o Pix.

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A pedido do MPF, TRF1 anula sentença que absolvia empresa acusada da compra de 1,3 tonelada de ouro ilegal no Pará

Por unanimidade, tribunal acolhe recurso do MPF que apontou cerceamento de defesa; processo retorna à primeira instância

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

A 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acolheu, por unanimidade, apelação interposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e anulou sentença que julgava improcedente a ação civil pública contra a FD’Gold. A empresa é acusada de adquirir e comercializar mais de 1,3 tonelada de ouro de origem ilegal, extraído nos municípios paraenses de Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso. Com a decisão, o processo sofre um recuo de fases e retorna à primeira instância, na Justiça Federal do Pará, para que o curso regular da instrução seja retomado.

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MPF recomenda cancelamento de cadastros ambientais irregulares sobrepostos a comunidades tradicionais no Pará

Registros incidem sobre terras da União ocupadas por populações ribeirinhas e agroextrativistas na Ilha Caviana, em Chaves, no Marajó

Procuradoria da República no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) enviou recomendação, nesta terça-feira (7), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) para que adote providências com o objetivo de cancelar imediatamente diversos Cadastros Ambientais Rurais (CARs) na Ilha Caviana, localizada em Chaves, no arquipélago do Marajó (PA). De acordo com o MPF, os registros dos CARs sobrepõem-se irregularmente a áreas tradicionalmente ocupadas por comunidades ribeirinhas e agroextrativistas.

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Olhem-se no espelho da pátria. Por Luiz Marques

A desconexão entre os atletas milionários e a realidade social do país converte o futebol de paixão coletiva em um espetáculo de vaidades e alienação cívica

Em A Terra é Redonda

1.

Na música Nos bailes da vida (1981), composta pela dupla Fernando Brant e Milton Nascimento, se destacam os versos “Todo artista tem de ir aonde o povo está / Se foi assim / Assim será”, que se tornou um hino para todos os músicos na década de oitenta. Chama atenção para a necessidade da perseverança na profissão. “Cantar era buscar o caminho / Que vai dar no Sol”.

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Funai aprova estudos de três TIs que somam 933 mil hectares em áreas sob pressão da BR-319

Agência Cenarium

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) aprovou os estudos de identificação e delimitação de três terras indígenas no Estado do Amazonas, com área total de 933.595 hectares. Os resumos dos Relatórios Circunstanciados de Identificação e Delimitação (RCIDs) foram publicados nas edições de terça-feira, 7, e desta quarta-feira, 8, do Diário Oficial da União (DOU). As áreas abrangem municípios marcados por conflitos fundiários, pressão ambiental e avanço da ocupação no entorno da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho.

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