Reunidos em SP, ativistas e pensadores alertam: país ainda fala em “ajuste fiscal”, enquanto mundo recupera papel indutor e planejador do Estado. Reviravolta geopolítica abre janela, mas Lula precisa oferecer futuro convincente. Documento propõe esboço de programa nacional
Por FESP-SP
Agenda democrática e desenvolvimentista
O processo eleitoral deste ano caminha, como em 2022, para a construção de uma ampla e heterogênea frente política para derrotar as forças da extrema direita. Neste processo considera-se essencial um esforço para produzir uma agenda democrática e desenvolvimentista, que recupere e amplie direitos dos trabalhadores, que afirme a soberania nacional, que crie condições para uma renovada e consistente política de investimentos que restitua o protagonismo do Estado para o planejamento, o investimento, a capacidade para estabelecer as diretrizes e coordenar um novo ciclo desenvolvimentista, assentado em bases democráticas. Essas tarefas são incompatíveis com as políticas de ajuste fiscal e de aperto monetário em vigor no país.
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