Há doses de cálculo político por trás do histrionismo do presidente argentino? Sua presença poucos votos rende a Flávio Bolsonaro. Talvez seu objetivo seja se firmar como líder da onda reacionária na América Latina – que cobiça a maior economia da região
Por Bruno Fabricio Alcebino da Silva*, em Outras Palavras
No último sábado, 25 de julho, o presidente argentino Javier Milei subiu ao palco do Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo, para discursar na convenção nacional do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O que deveria ser um gesto de apoio internacional a um aliado ideológico transformou-se, em poucas horas, em um incidente diplomático entre Brasília e Buenos Aires, e reacendeu uma pergunta que analistas de política externa vêm formulando desde o início do mandato de Milei: até que ponto o presidente argentino busca converter afinidade ideológica em um projeto de liderança regional da direita latino-americana?
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