Cientista político examina o que restou do “Partido Militar” depois da tentativa de golpe. Suas promessas vazias de soberania. A “conciliação” que não tocou nas escolas que formam oficiais. E adverte: na cabeça da tropa, nada mudou – até a próxima crise
João Roberto Martins Filho em entrevista a Thiago Gama, em Outras Palavras
Em 22 de junho, um ofício do Ministério da Defesa chegou à Câmara dos Deputados com uma linha discreta e devastadora: o submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto, que o cronograma de 2008 mandava entregar em 2025, só será lançado ao mar em 2038. A Marinha justificou o atraso de treze anos com duas expressões de contabilidade — indisponibilidade de recursos, ausência de previsibilidade orçamentária. No mesmo documento, detalhou o Projeto Latam, parceria com a França para vender aos vizinhos sul-americanos os submarinos convencionais montados em Itaguaí. O país que não conseguiu terminar o seu já organiza a prateleira de exportação.
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