Seminário internacional discute produção de dados em territórios marcados pela violência

COC/Fiocruz

O seminário internacional Produzindo dados, tornando experiências visíveis: práticas de quantificação e intercâmbios metodológicos Sul-Norte reunirá pesquisadores, órgãos públicos e lideranças comunitárias nos dias 26 e 27 de março, na Fiocruz. As inscrições podem ser feitas até 25 de março. O objetivo é discutir a produção de dados em contextos de violência e analisar como práticas de quantificação podem tanto visibilizar conflitos e fortalecer a luta por direitos quanto reforçar desigualdades e estigmas. O debate será feito a partir de experiências desenvolvidas por organizações comunitárias e redes cívicas como a Pawa254, no Quênia; We Are Not Numbers, na Palestina; Cormepaz, na Colômbia; e Afrozensus, na Alemanha, entre outras iniciativas em países do sul e do norte globais, como Uganda, Portugal e Estados Unidos. Continue lendo “Seminário internacional discute produção de dados em territórios marcados pela violência”

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Adeus às buscas na internet

Anatomia de uma regressão. Como às big techs devastam o ecossistema da rede, apropriam-se de todo o saber disponível e o mercantilizam, excluindo os autores. Por que a prática devasta a criação e pode produzir colapso. Quais as alternativas

Por Hamilton Mann, em Outras Palavras

Imagine que você esteja com vontade de comer lasanha. Onde encontra uma receita? Na internet, é claro. Continue lendo “Adeus às buscas na internet”

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Caminhos para enfrentar as engrenagens do medo

Antropólogo analisa como uma tríade – clientelismo armado, milícias e captura institucional – forjou o ultradireita, contando com o “realismo político” de parte da esquerda. Diálogo e pluralidade, diz, são antídotos ao vírus impotência coletiva

Luiz Eduardo Soares em entrevista a Thiago Gama, em Outras Palavras

No ano de 2026, a restauração trumpista reconfigura mapas e desarticula a própria gramática da diplomacia liberal — e o Rio de Janeiro, neste cenário, não como um enclave de exceção, mas como um dos laboratórios biopolíticos mais avançados da necropolítica do descarte no Sul Global. O que se testemunha é uma inversão topográfica definitiva: a falência da promessa civilizatória da capital diante de uma Baixada Fluminense que, longe de ser um resíduo do passado, colonizou o centro do poder com sua lógica de mandonismo armado e clientelismo despótico. Esta metástase institucional revela que a transição democrática brasileira foi um simulacro geográfico; o “gangsterismo mafioso” das periferias não apenas infiltrou o Estado, mas converteu-se na sua própria infraestrutura logística. Continue lendo “Caminhos para enfrentar as engrenagens do medo”

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Aborto legal e a misoginia enraizada na administração pública

Hospital Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, é um exemplo de como a violência contra as mulheres não é cometida apenas em nível individual. Prefeito Ricardo Nunes desdenha e contraria a justiça, e põe a vida de centenas em risco – inclusive as vítimas de estupro

Por Sophia Vieira, em Outra Saúde

No último período, as manchetes foram marcadas por um grande aumento de denúncias de violência contra a mulher, que se dá em diversos aspectos. Os diversos crimes de feminicídio e estupro escancaram até onde vão as últimas consequências da misoginia e do conservadorismo que, no cotidiano, são normalizados e incentivados. Além de física e sexualmente, contudo, essa violência cerca as mulheres em diversos outros âmbitos de suas vidas, e se encontra profundamente enraizada nas instituições que regem o país. Continue lendo “Aborto legal e a misoginia enraizada na administração pública”

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A identidade política de direita ainda está em construção. Entrevista especial com Jacqueline Moraes Teixeira

A direita tenta se conectar com as necessidades apresentadas pelas mulheres evangélicas, enquanto o centro e a esquerda têm dificuldade em se aproximarem dessas eleitoras, afirma a socióloga

IHU

Os posicionamentos políticos, sociais, culturais e religiosos das mulheres são multifacetados, complexos e difíceis de serem reduzidos a um único conjunto articulado de ideias e valores que moldam a compreensão delas da realidade. Essa complexidade, especialmente na inter-relação de gênero, religião e política, está sendo mapeada por diferentes pesquisas contemporâneas que buscam identificar semelhanças e assimetrias no modo como as mulheres se posicionam no campo político e religioso. Continue lendo “A identidade política de direita ainda está em construção. Entrevista especial com Jacqueline Moraes Teixeira”

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48ª Romaria da Terra reúne milhares e propõe reparação histórica em solo missioneiro

400 anos de evangelização são marcados por pedido de perdão ao povo Guarani no Santuário do Caaró, no interior do RS

por Katia Marko e Marcela Brandes, no Brasil de Fato

O pedido de perdão aos povos Guarani pelo extermínio e pelas violências cometidas ao longo do processo colonial marcou a 48ª Romaria da Terra do Rio Grande do Sul, realizada no Santuário do Caaró, em Caibaté, na região das Missões. Com o tema dos 400 anos de evangelização missioneira, a atividade reuniu romeiros, lideranças religiosas, representantes de movimentos sociais, indígenas e autoridades locais em uma jornada que combinou fé, memória histórica e reivindicação de direitos. Continue lendo “48ª Romaria da Terra reúne milhares e propõe reparação histórica em solo missioneiro”

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Da união das mulheres à Escola dos Ventos, comunidades rompem cercas e tecem teias no Nordeste*

Comunidades do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco se unem na defesa da  terra e dos territórios mostrando a força da comunhão e a organização popular

Edição: Ruben Siqueira, Carlos Henrique Silva e Heloisa Sousa, em CPT

Tecer Teias –  Intercâmbio entre grupo de mulheres (RN e PB)

A iniciativa envolve 14 grupos de mulheres agricultoras familiares no sertão do Rio Grande do Norte, moradoras de assentamentos rurais organizados a partir da década de 1990. A ação ocorre em diversos municípios da região, sendo fruto da luta pela terra e da resistência das mulheres frente às dificuldades sociais, políticas e climáticas do semiárido. Em 2021, esse trabalho inspirou a ampliação do trabalho com as mulheres em Cajazeiras, Alto Sertão da Paraíba e, hoje, o trabalho está sendo realizado com 10 grupos de mulheres. A experiência desenvolvem práticas coletivas de agroecologia e convivência com o Semiárido em assentamentos da Reforma Agrária, frutos da luta pela terra. Continue lendo “Da união das mulheres à Escola dos Ventos, comunidades rompem cercas e tecem teias no Nordeste*”

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Mulheres Sem Terra realizam mobilização pela Reforma Agrária e contra as violências pelo Brasil

Ações de denúncia, ocupações e protestos são realizadas em 13 estados, em todas as grandes regiões do país

Por Lays Furtado, da Página do MST

A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra deste ano teve início no dia 8 de março e vai até a próxima quinta-feira, dia 12, com mobilizações em todas as regiões do país. Com o lema: “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”, as camponesas se uniram às mulheres da cidade, neste no Dia Internacional das Mulheres, dia 8, fazendo ecoar a voz da luta feminista contra o patriarcado e para exigir direitos. Continue lendo “Mulheres Sem Terra realizam mobilização pela Reforma Agrária e contra as violências pelo Brasil”

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Jaider Esbell. Por Samuel Kilsztajn

Homenagem ao escritor, artista, ativista dos direitos indígenas e arte-educador: um contraponto à loucura do progresso imposto pelo mundo da mercadoria

No A Terra é Redonda

Meu amigo Walter Gomes da Silva, da Amoa Konoya, além de ter ascendência indígena, é negro. Na primeira semana de novembro de 2021, o Walter mandou para mim o texto Pro dia da minha partida, do Jaider Esbell, que achei belíssimo. Depois mandou outro texto falando de suicídios recorrentes de indígenas por enforcamento, e eu respondi que achei comovente, mas que, para boa parte da população Bolsonaro & Cia., o suicídio era a melhor solução para a questão indígena, era a melhor saída para os “índios”. Só na sexta-feira, acidentalmente, foi que me dei conta do suicídio do Jaider na terça-feira de finados. Eu que, como sempre, estava no mundo da lua, fiquei sem rumo e, ao assistir à entrevista do Krenak de 3 de novembro, entrei em parafuso, me senti completamente sem chão, desamparado. Ainda me lembrava da gafe que havia cometido ao criticar o suicídio indígena, sem saber que o suicídio do Jaider já era um fato, já estava consumado. Continue lendo “Jaider Esbell. Por Samuel Kilsztajn”

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Xetá mantém resistência frente a ação de reintegração de posse no Paraná

Os Xetá reivindicam a conclusão da demarcação da Terra Indígena Herarekã Xetá, tradicionalmente ocupada por esse povo

Por Claudia Weinman do Afronte, com revisão de Clovis Brighenti, Osmarina de Oliveira e Ivan Cesar Cima, do Cimi Regional Sul

Uma ação de reintegração de posse contra a retomada da terra pelo povo Xetá, tem colocado esse povo em alerta e com muita preocupação nos últimos dias. Quarenta e duas (42) famílias Xetá retomaram um território ao norte do Paraná, no início de janeiro, no Distrito de Terra Nova, município de São Jerônimo da Serra, área essa pertencente a um particular residente em Curitiba. A terra estava improdutiva há anos e era objeto de incêndio cotidianamente. Continue lendo “Xetá mantém resistência frente a ação de reintegração de posse no Paraná”

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