O conflito entre a publicidade necessária das contas públicas e a espetacularização da sinceridade que serve apenas para mascarar a manutenção de benefícios injustificáveis
A imprensa cumpre seu papel quando dá transparência a paredes que os poderosos gostariam de manter opacas. Manchete de anteontem no jornal O Estado de S. Paulo: “Fazenda de São Paulo pagou, em um mês, R$ 111 milhões em penduricalhos”. A reportagem de Felipe de Paula e Fausto Macedo abriu a planilha para o público, ou seja, tornou transparentes os tapumes que a escondiam. Um auditor sozinho recebeu 513 mil reais. Líquidos. Num único mês. E este é a penas um dos muitos absurdos que se tornaram visíveis.
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