Homens armados queimam escola em assentamento, em Anapu (PA)

Também houve disparos onde vivem 73 famílias. Lote está situado em uma área de disputa entre agricultores e grileiros na região do assentamento Dorothy Stang.

Por Marcus Passos e Valéria Martins, g1 Pará — Belém
Com informações da CPT Regional Pará

Famílias do lote 96, da gleba Bacajá, no município de Anapu, no sudoeste do Pará foram alvo de um novo ataque. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), uma escola da comunidade foi incendiada e houve disparos que teriam partido de um grupo de homens armados, entre a noite de quinta (18) e a madrugada desta sexta-feira (19). O Ministério Público Federal (MPF) informou ao g1 que está acionando os órgãos competentes. Continue lendo “Homens armados queimam escola em assentamento, em Anapu (PA)”

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Com escalada de violência nos territórios, indígenas cobram conclusão do julgamento sobre demarcações de terras no STF

Entre 15 e 19 de agosto, indígenas de três estados do país estiveram em Brasília denunciando o crítico cenário enfrentado pelos povos, principalmente no estado de Mato Grosso do Sul

Por Mariana Oliveira, do Cimi

A longa espera por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca das demarcações de terras indígenas tem gerado graves consequências dentro dos territórios. Enquanto a Corte não julga o Recurso Extraordinário (RE) 1.017.365 – que definirá o futuro das Terras Indígenas (TI) de todo o país –, as vidas dos povos originários são diluídas e transformadas em sangue. Ser indígena significa lutar pelo território, pela manutenção de sua cultura, tradições e religião. Significa enfrentar uma batalha diária contra invasores dentro de suas próprias casas. Continue lendo “Com escalada de violência nos territórios, indígenas cobram conclusão do julgamento sobre demarcações de terras no STF”

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Busca por tradução de ‘tchutchuca’ é retrato da decadência de um país. Por Jamil Chade

Do UOL

Ao se debruçar para conseguir traduzir o termo “tchutchuca do Centrão” e os gestos do presidente Jair Bolsonaro, a imprensa internacional apenas espelhou uma nova realidade: o desespero do mundo em tentar entender um país que perdeu seu lugar no mundo. Continue lendo “Busca por tradução de ‘tchutchuca’ é retrato da decadência de um país. Por Jamil Chade”

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Ações afirmativas urbanas. Por Henri Acselrad

Considerações sobre a situação dos vulneráveis nas cidades

Em A Terra é Redonda

A desmontagem das políticas públicas agravou visivelmente as condições de vida nas cidades. Logo que os rumos da história afastarem do governo os responsáveis pelo aguçamento desta crise, a perspectiva de se reconstruir políticas urbanas vai requerer, de forma mais ampla, uma reconstrução das relações sociais nas cidades. Isto porque o liberal-autoritarismo que se instalou no governo em 2019, ao mesmo tempo em que concentrou nas cidades os efeitos do desemprego e do aumento da desigualdade, nelas disseminou os maus fluidos de uma ideologia social-darwinista que aguçou o preconceito e a violência contra negros e pobres. Continue lendo “Ações afirmativas urbanas. Por Henri Acselrad”

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MPF pede à Justiça que grupo acusado de extorquir ribeirinhos no Marajó (PA) seja expulso da área

Famílias são obrigadas a pagar parte da produção ao grupo, que se diz dono das terras, mas documentos da propriedade são inválidos

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) pediu esta semana à Justiça a decretação de medidas para garantir a segurança, a sobrevivência e demais direitos de uma comunidade de 400 famílias ribeirinhas do arquipélago do Marajó (PA). De acordo com as investigações, um grupo que se diz dono da área cobra taxas sobre a produção dos trabalhadores e vem ameaçando expulsá-los do local, conhecido como Vila Joviniano Pantoja. Continue lendo “MPF pede à Justiça que grupo acusado de extorquir ribeirinhos no Marajó (PA) seja expulso da área”

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MPF obtém na Justiça reconhecimento de dano moral a indígenas em duas ações civis no RS

Morosidade na realização de procedimentos administrativos motivou a indenização

Ministério Público Federal na 4ª Região

A demora do Poder Público em dar andamento a procedimento administrativo e concretizar direitos fundamentais constitucionalmente assegurados levou o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a dar ganho de causa ao Ministério Público Federal (MPF) em duas ações civis públicas envolvendo indígenas. Além de estipular prazo para o cumprimento dos pedidos feitos nos processos, em ambos os casos foi fixada indenização por dano moral coletivo aos afetados. Continue lendo “MPF obtém na Justiça reconhecimento de dano moral a indígenas em duas ações civis no RS”

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A caçada aos brigadistas

Amazônia pegava fogo em agosto e setembro de 2019, mas as autoridades não pareciam preocupadas em procurar os responsáveis pelos incêndios florestais. Em vez disso, iniciaram uma perseguição a brigadistas voluntários que, de um dia para o outro, foram presos e acusados de incendiar Alter do Chão, no Pará, para receber dinheiro em campanhas de doação pela internet. Mas, àquela altura, não era segredo que o “Caribe Amazônico” estava sendo loteado por grileiros, estes muito mais interessados em desmatar grandes áreas para darem lugares a empreendimentos imobiliários. 

Por Maria Alves, Amanda Lima e Mário Rodrigues, da Amazônia Real

Era 10 de agosto de 2019 e o “Dia do Fogo”, como ficou conhecida a data, foi um dos primeiros sinais de alerta que a maioria dos brasileiros desconhecia. Em menos de 24 horas, os focos de queimadas quadruplicaram em Novo Progresso (PA), provocados por um grupo bem orquestrado de fazendeiros que combinaram a ação criminosa pelo Whatsapp. Nove dias depois, em 19 de agosto, as gigantescas nuvens de fumaça chegaram à capital paulista, transformando o dia em noite. Daquela vez, era impossível não perceber que algo de errado estava ocorrendo a mais de 2 mil quilômetros de distância. Continue lendo “A caçada aos brigadistas”

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“A lei de cotas é um desdobramento de uma longa luta das organizações negras”

EPSJV/Fiocruz

Em 2022 completam-se dez anos da lei 12.711/2012 que instituiu um programa de reserva de vagas para alunos egressos das escolas públicas, pessoas pardas, pretas, indígenas e, a partir de 2016, pessoas com deficiência. Em balanço da política, o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Cleber Santos Vieira, comenta a importância da lei como vetor de transformação no perfil discente das instituições. Uma transformação que caminhava já antes da lei ser aprovada, uma vez que a maioria das universidades federais já adotava alguma ação afirmativa para inclusão de alunos vindos de escolas públicas, indígenas, negros e pardos. Desde 2014, os graduandos das universidades públicas vêm em sua maioria de escolas públicas (60%) e de famílias com renda de até 1,5 salários-mínimos por pessoa (70%). Os dados são de 2018, sistematizados por uma das pesquisas mais abrangentes sobre o tema, realizada pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Fonaprace/Andifes). No entanto, o historiador pontua a falta de monitoramento da política pública e os desafios de permanência dos estudantes, que vão além da necessidade de custeio financeiro. Continue lendo ““A lei de cotas é um desdobramento de uma longa luta das organizações negras””

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Pela terceira vez em cinco meses, tiros são disparados contra Acampamento Marielle Vive, em SP

De dentro de um carro, um homem alvejou a portaria da ocupação do MST em Valinhos (SP), onde vivem 450 famílias

Gabriela Moncau, Brasil de Fato

Por volta das 23h50 desta quarta-feira (17), segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), um homem fez disparos de arma de fogo de dentro de um carro na direção da portaria do Acampamento Marielle Vive. A ocupação, onde vivem cerca de 450 famílias, fica em Valinhos, município do interior paulista conhecido por seus condomínios de luxo. Continue lendo “Pela terceira vez em cinco meses, tiros são disparados contra Acampamento Marielle Vive, em SP”

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Vão-se os bois, ficam os danos

Moradores de Aurora do Tocantins, onde o rebanho bovino é maior do que a população, nem sempre têm acesso à carne vermelha, mas precisam lidar com impactos ambientais

Por Giullia Vênus, em Agência Pública

Nas margens do rio Sobrado, a chácara Curva do Rio Presente de Deus Família Feliz, no município de Aurora do Tocantins (TO), é cercada por terras de grandes fazendeiros produtores de gado que chegaram principalmente a partir da década de 1980. A família de nove pessoas que vive ali, numa pequena propriedade, se sustenta trabalhando nos abates. Os miúdos ganhos no corte da carne bovina das grandes fazendas são, muitas vezes, o alimento disponível para eles. Continue lendo “Vão-se os bois, ficam os danos”

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