Resgate histórico das figuras que, no século XIX, se mobilizaram por um cuidado humanizado e contra dogmas biomédicos. Como movimentos femininos e de trabalhadores se uniram para rejeitar o elitismo dos primórdios da medicina moderna
Por Barbara Ehrenreich e Deirdre English*, em Outra Saúde
Nos Estados Unidos, a ocupação masculina das funções de cura começou mais tarde que na Inglaterra ou na França, mas foi muito mais longe. Provavelmente, não há nenhum país industrializado com menor porcentagem de médicas que os Estados Unidos atualmente [década de 1970]: a Inglaterra tem 24%; a Rússia, 75%; os Estados Unidos, apenas 7%. E enquanto a ocupação de parteira é uma atividade próspera na Escandinávia, no Reino Unido e nos Países Baixos, aqui ela foi praticamente proscrita no início do século XX. Na virada do século, a medicina estava fechada a todas as mulheres, exceto a uma pequena minoria, necessariamente abastada. O que sobrou foi a enfermagem, que não serviu, de maneira alguma, para substituir os papéis autônomos que as mulheres haviam experimentado no passado como parteiras e curandeiras em geral.
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