O Tapajós é tecido por uma lógica profundamente matriarcal, onde mulheres lideram não apenas no campo institucional, mas na vida cotidiana, na manutenção das práticas culturais, na transmissão de saberes e na criação de espaços coletivos.
Por Tainá Rionegro e Marlena Soares, Tapajós de Fato
Sabemos que as maiores lideranças na Amazônia, especialmente aquelas que ganharam visibilidade nos últimos anos, são mulheres. Mas é importante dizer: elas sempre estiveram aqui. O que historicamente se impôs foi a invisibilização de seus corpos, sobretudo quando racializados, silenciando trajetórias, saberes e formas de liderança. Ainda assim, essa lógica vem sendo tensionada. Hoje, vemos mulheres ocupando também o campo da política institucional, sem abrir mão de suas formas próprias de fazer política.
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