Por Carlos Henrique Silva (Comunicação CPT Nacional), com edição e colaboração da CPT Rondônia
No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora
Ai, meu Deus, como a pancada doía
Quando cheguei na Bahia
A capoeira me libertou
E até hoje ainda me lembro
Das ordens do meu senhor
Trabalha, nego, nego, trabalha, ai
(Trabalha, nego, pra não apanhar)
Na comunidade Santo Antônio do Guaporé, cada amanhecer chegava junto com o frio e o cheiro úmido da floresta, durante o 6º Encontro da Rede dos Povos e Comunidades Tradicionais de Rondônia. O chamado para cada encontro também tinha o cheiro do café, chá e muita comida boa trazida pelas comunidades, produzida pela equipe da cozinha e compartilhada durante todas as refeições, alimentando a luta do povo.
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