Por que o trabalho está adoecendo os brasileiros?

Mesmo com nova regulação, país tem grande dificuldade em apontar a responsabilidade das empresas pelo sofrimento mental de seus empregados. Para Maria Maeno, negligência não será superada sem participação dos trabalhadores nas decisões e no controle de casos

Por Glauco Faria, em Outra Saúde

Os transtornos mentais já são a principal causa de afastamento do trabalho no Brasil, e a tendência é de agravamento. Burnout, depressão, síndrome do pânico e outros diagnósticos deixaram de ser exceção para se tornarem a rotina de milhões de brasileiros. O que ainda falta, segundo a médica e pesquisadora Maria Maeno, da Fundacentro e do Instituto Walter Leser, é o sistema oficial reconhecer que a culpa, na maioria dos casos, é das condições de trabalho.

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Ciência e agroecologia apontam caminhos para reduzir emissões de metano no cultivo de arroz

Pesquisadores debateram técnicas de manejo e produção orgânica do MST na Semana de Ação Climática de Porto Alegre

Por Fabiana Reinholz, do Brasil de Fato

Responsável por cerca de 70% da produção brasileira de arroz irrigado, o Rio Grande do Sul também concentra algumas das principais experiências do país voltadas à redução das emissões de metano associadas à cultura. O tema foi debatido nesta terça-feira (21), durante o painel “Menos Metano, Mais Futuro: segurança alimentar e inovação no cultivo de arroz”, que integrou a programação da 1ª Semana de Ação Climática de Porto Alegre (POACAW 2026).

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MPF acompanha terceira etapa de retirada de documentos históricos do antigo IML do Rio

Nova operação recolhe pastas funcionais da antiga polícia política do Estado Novo e microfilmes de laudos cadavéricos

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) acompanhou, na manhã desta quarta-feira (22), mais uma etapa do recolhimento do acervo histórico mantido no antigo prédio do Instituto Médico Legal (IML), na Lapa, região central do Rio de Janeiro. A operação integra o cumprimento das decisões judiciais obtidas pelo órgão para assegurar a retirada integral e a preservação dos documentos armazenados em condições precárias no imóvel.

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O método que sustenta o conflito mais antigo do Brasil

O Supremo Tribunal Federal já disse, mais de uma vez, que o marco temporal é incompatível com a Constituição Federal. Ainda assim, a tese continua voltando. Volta como lei, como pressão parlamentar, disputa procedimental, tentativa de “conciliação” entre direitos originários e interesses econômicos. Agora, volta também pelo plenário virtual do STF

Midori Hamada, Le Monde Diplomatique Brasil

O marco temporal é um método. Um método de transformar violência histórica em ausência de prova. De legalizar o roubo das terras indígenas, que sustenta um dos conflitos mais antigos do Brasil desde a invasão europeia. De converter expulsão em vazio. De fazer da demora do Estado uma culpa indígena. De deslocar o direito originário para dentro de um procedimento administrativo, e o procedimento para dentro de uma espera infinita.

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Encontro em Brasília pressiona por criação da Comissão Nacional Indígena da Verdade

Na luta por memória e reparação, lideranças de povos originários denunciam crimes do passado e continuidade da violência

Isegun Oliveira, Brasil de Fato

Lideranças indígenas de diferentes regiões do país defenderam na terça-feira (21), em Brasília, a criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade e denunciaram que a violência contra os povos originários, praticada com especial crueldade durante a ditadura militar, permanece presente sob novas formas. O debate marcou a abertura do Encontro de Lideranças da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que segue até quinta-feira (23) com representantes de organizações indígenas para discutir memória, justiça de transição e reparação histórica.

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Juventude Guarani Kaiowá e Nhandeva realiza XI Encontro da Retomada Aty Jovem tratando de saúde mental e proteção

A atividade reúne cerca de 600 participantes entre os dias 20 e 24 de julho, na Aldeia Pirajuí, em Paranhos, e busca constituição de uma rede

No Cimi

A juventude Guarani e Kaiowá e Nhandeva realiza, entre os dias 20 e 24 de julho de 2026, o XI Encontro da Retomada Aty Jovem (RAJ). A atividade acontece na Aldeia Pirajuí, no município de Paranhos (MS), e reúne aproximadamente 600 participantes de diversas aldeias de Mato Grosso do Sul, além de convidados dos estados do Paraná e de São Paulo.

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O povo contra as Big Food: Como setor alimentício impediu regulação de publicidade no país

Exigências de alertas sobre açúcar, gordura e sódio foram desidratadas, levadas aos STF e seguem sem efeito há 16 anos

Por Ed Wanderley, Guilherme Cavalcanti, João Peres, Thalita Pires, Rodrigo Oliveira, O Joio e O Trigo, na Agência Pública

Há 16 anos, a principal tentativa da Anvisa de impor alertas sanitários à propaganda de alimentos segue bloqueada por uma ofensiva judicial movida por entidades da indústria, da publicidade e dos meios de comunicação. Editada em 2010, a RDC 24 exigia advertências em anúncios de produtos com altos teores de açúcar, sódio e gorduras, mas nunca entrou em vigor.

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Por que a imagem de Jair Bolsonaro com evangélicos não cola em Flávio

Católico, Jair conseguiu ser visto como enviado de Deus, mas o filho sofre resistência dos evangélicos

Por Amanda Audi | Edição: Marina Amaral, em Agência Pública

Flávio Bolsonaro foi batizado quatro vezes na fé evangélica. Primeiro na juventude, na Igreja Batista Itacuruçá, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Em 2016, aos 35 anos, o então deputado estadual do Rio foi batizado novamente acompanhando o pai, Jair Bolsonaro, em um mergulho nas águas do rio Jordão, em Israel. Em 2024, ele e a esposa Fernanda foram batizados mais uma vez na Igreja Comunidade das Nações, em Brasília. Por fim, no início deste ano, o hoje pré-candidato à Presidência da República voltou ao rio Jordão para “renovar a aliança com Deus”.

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O mundo como refém: sequestros, assassinatos de Estado e a escalada rumo à guerra nuclear. Entrevista com Eden Pereira

IHU

Escrevendo do cárcere a que o fascismo o condenara, por volta de 1930, Antonio Gramsci fixou em poucas linhas a definição de crise que o século seguinte não conseguiu aposentar: “a crise consiste precisamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer; neste interregno verificam-se os fenômenos mórbidos mais variados”. Raras épocas ofereceram à observação tanta matéria quanto esta. É no interior de um interregno assim, entre uma hegemonia que já não organiza o mundo e uma ordem que ainda não tem nome, que se situa a entrevista a seguir.

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Brasil, Trump e o preço da soberania

O novo tarifaço deve ser enfrentado com cautela pelo governo brasileiro. Mas é necessária uma postura sólida na defesa dos interesses nacionais. Como resposta, o Lula pode barrar a exploração de terras raras e taxar a remessa de lucros das big techs

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Passado mais de um ano desde o primeiro estardalhaço anunciado por Donald Trump no início de seu segundo mandato quanto à aplicação de tarifas para todo o mundo, a trajetória do Presidente estadunidense tem sido marcada pela inconsistência e por seguidos movimentos de avanços e recuos. Essa sequência de idas e vindas, de ameaças e encolhimentos, tem sido a marca desta gestão à frente da Casa Branca. Muitas analistas apontam para a existência de uma estratégia em tal conduta, não caindo na avaliação fácil de que tudo não passaria de trapalhadas, incompetência ou fragilidade. A cada novo desafio, ele avança bastante suas peças no tabuleiro logo de início e depois vai recuando ponto a ponto para tentar se estabelecer com alguma firmeza no jogo.

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